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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Não tenho obrigação de dar o contato da minha fonte", rebate Chaer

Hermano Freitas


“Não dei o telefone porque não tinha, mas também não era minha obrigação dar o contato com a minha fonte”, disse nesta quarta-feira (21/11) o diretor da revista Consultor Jurídico, Márcio Chaer, sobre o post em que o blog Conversa Afiada transcreve uma ligação telefônica na qual o editor da página, Givanildo Menezes, pede o telefone da tradutora Luciane Araújo.

A tradutora acusou o jornalista Paulo Henrique Amorim de envolvimento em um esquema de recebimento de propina para favorecer grupos empresariais em um processo de privatização.

Chaer confirmou as conversas transcritas no blog de Paulo Henrique Amorim na segunda-feira (19/11), em que ofende Menezes com palavrões. E dispara:

“Essa pergunta sobre o telefone da tradutora é, claramente, uma cortina de fumaça. Um diversionismo criado para desviar o foco da questão principal: se o senhor Paulo Henrique Amorim recebeu ou não suborno para entrar em uma disputa empresarial a favor de um grupo.”

Ele subiu ainda mais o tom dos ataques: “É comum pessoas acusadas ou bandidos flagrados em condutas delituosas ficarem enraivecidos. É natural que Paulo Henrique Amorim não tenha gostado da notícia”, afirma.

Desde a manhã, a reportagem de Comunique-se fez várias ligações aos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Givanildo Menezes para tentar repercutir as acusações e ataques de Chaer. Mesmo depois de diversos pedidos de entrevista, a equipe do blog Conversa Afiada diz que não comenta o assunto.

Crianças do Laura escrevem livros de contos












Clayton Pena-RO

Noite de autógrafos dos autores mirins é ponto alto
do projeto “Cada Conto Encanta um Tanto”.

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Quatro livros de contos serão lançados nesta sexta-feira, dia 23, às 19h, no Instituto Laura Vicuña, em Porto Velho. O que está chamando a atenção é que todos foram escritos e ilustrados exclusivamente por crianças entre sete e oito anos, todas dos segundos anos do ensino fundamental da escola.

Os livros foram editados pela professora Rosana Felix, responsável pelo projeto “Cada Conto Encanta um Tanto”. Ela diz que os quatro livros são resultado de um ano inteiro de trabalho. “Com este projeto procuramos estimular, desenvolver e promover práticas de leitura e escrita”.

A professora Rosana Felix lembra que este foi um ano especial: “Com o desenvolvimento do projeto 'Cada Conto Encanta Um Tanto' as crianças viram que seriam capazes de contarem suas histórias, de inventarem seus personagens, de criarem suas tramas, exporem suas idéias, revelarem seus conflitos e de encantarem o mundo da imaginação”.


Os próprios autores estarão presentes na noite de autógrafo, no auditório do Laura Vicuña, e poderão conhecer de perto o primeiro momento de fama de suas vidas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Nasce a Vitória Emanuela




Gazeta Amazônica


Na manhã desta quinta feira, em Ouro Preto do Oeste, nasceu a tão esperada filha do jornalista Danny Bueno, pesando 3.220 kg e medindo 49 centímetros de comprimento, a mais nova e linda menina de Rondônia, que recebeu o nome de Vitória Emanuela (Vitória de Deus conosco), representa a mais pura expressão do próprio nome que carrega, apesar de ter sido recentemente vítima, ainda no ventre, de uma ação policial promovida pelo deputado Alex Testoni que acreditando estar sendo alvo de uma teoria conspiratória, digna dos mais renomados autores Hitchcokianos de Hollywood, ultrapassou as raias da realidade e orquestrou uma mal fadada Busca e Apreensão na residência e escritório de seu ex-marketeiro e ex-aliado de campanha, o que causou um verdadeiro choque na opinião pública da sociedade dentro e fora do Estado de Rondônia.

Mesmo com a tentativa frustrada, onde objetivo maior que seria o de tentar intimidar e coagir o seu ex-amigo a não revelar os “podres” de sua campanha eleitoral, o mesmo não foi alcançado nem no campo político e nem no pessoal, pois o profissional seguiu em frente na produção das matérias jornalísticas que vinha produzindo coma única intenção de apresentar aos eleitores de Rondônia que o “bom moço” que se personaliza de Pai da Moralidade não tinha tido uma campanha condizente com o discurso que anunciava pelos quatro cantos do Estado.

Na última semana o jornalista esteve presente na capital do Estado onde fez questão de entregar espontaneamente o material que possui ao Ministério Público Federal e a Superintendência da Policia Federal tudo o que possui de informações sobre a vida pública e empresarial do deputado vice-presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia.

Para Danny Bueno o que importa agora é que a apuração dos fatos para que a sociedade venha a conhecer a verdadeira cara do ex-amigo que fez com que a polícia invadisse a sua casa como se o mesmo fosse um traficante, “ele até poderia ter mandado me fazer algum mal de ordem pessoal, mas ao atentar contra a saúde e dignidade da minha família ele próprio automaticamente acionou o botão de sua própria autodestruição, pois se é provas contra a sua atuação na política do último pleito que ele queria encontrar é isso que ele vai achar, e vão diretamente de encontro aos interesses do próprio deputado que me contratou para que montasse um arquivo vivo de sua campanha e depois quis destruí-lo a base de pressão psicológica intimidações e abuso de autoridade, só que comigo ele quebrou a cara, pois não como os “profissionais” com os quais ele é acostumado a lidar que se acovardam ou tremem só de ouvir falar o seu nome e agora vai ter que se explicar para a justiça eleitoral e para a sociedade sobre as muitas falsas promessas e crimes eleitorais cometidos durante a sua “surpreendente” ascensão meteórica na política”.

Tais arquivos que foram produzidos e eram de exclusiva propriedade da minha empresa, a partir do momento que não foram pagos e honrados não me vejo na obrigação de preservá-los sob o sigilo que obriga o serviço prestado, por outro lado, como eleitor, me sinto usado e enojado com o que via acontecer nos bastidores, quando na verdade nada do que era apresentado em discurso de palanque correspondia a realidade praticada em campanha.

NOVA FASENo momento uma nova fase se inicia na vida do jornalista que ao receber sua terceira filha em seus braços garante que apesar de nunca ter intentado mal algum contra o deputado, muito pelo contrário, projetou e lançou-o no cenário político estadual, afirma que, após ter passado por novela mexicana, aonde houver um político pregando a hipocrisia que venha tentar se promover à custa de promessas impossíveis e da boa fé do povo ele estará, sem qualquer pretensão política eleitoral, combatendo na forma da lei e do sagrado principio constitucional da liberdade de imprensa e de expressão assegurada no artigo 5º da Constituição no atual estado livre e democrático de direito.

Bem vinda Vitória, e que a sua chegada seja um marco na vida de sua família que muito sofreu para concebê-la principalmente se fosse se valer das palavras de homens que honram seus compromissos e traem seus companheiros.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Feridas abertas


Livro resgata Carta aos Brasileiros e reescreve a história


por Márcio Chaer

Um livro escrito para celebrar a participação dos advogados paulistas na resistência ao regime militar brasileiro de 1964 acaba de ser lançado. A publicação relata que, até 1977, a maioria dos professores da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco trabalhou ativamente a favor do golpe.

Centrado na célebre Carta aos Brasileiros, que completa 30 anos neste setembro, o livro revela que o então presidente do Conselho Federal da OAB, Raimundo Faoro, não quis subscrever o documento. Nem ele, nem qualquer presidente das seccionais da entidade. Anos antes, aliás, quando os militares derrubaram João Goulart, tanto a OAB nacional quanto a paulista manifestaram seu regozijo com o fato.

O livro Estado de Direito Já! — Os trinta anos da Carta aos Brasileiros (Editora Lettera.doc, 272 páginas) foi produzido por Cássio Schubsky para celebrar um dos mais extraordinários discursos da vida política do país, feito em 1977, com o objetivo de encurtar o regime militar vivido entre 1964 e 1984.

Mas o que era para ser uma evocação ao desassombro e à coragem da Academia do Largo São Francisco, a Escola de Direito da USP, tornou-se também o leito para desenterrar rusgas, divergências e a revelação da existência de muitos heróis retroativos — personagens que faturaram depois a glória de integrar uma “resistência” da qual não participaram.

A revisita aos chamados anos de chumbo traz 23 depoimentos interessantes e documentos da época dos quais pouco se conhecia até agora — como os relatórios do serviço secreto do Dops (Departamento da Ordem Política e Social) da polícia paulista e atas da Congregação, o órgão de cúpula da faculdade.

Uma das boas histórias é trazida pelo professor Dalmo Dallari. Ele dava aulas no curso noturno e, quando os militares, com amplo apoio civil, tomaram o poder, teria esclarecido os alunos que, em face de qualquer teoria, o movimento configurava um golpe e não uma revolução. Em decorrência disso, teria sido afastado das aulas.

Mas conseguiu tomá-las de volta com um artifício: ameaçou formalizar contra seu principal algoz, o catedrático Ataliba Nogueira, a acusação de que ele recebia, ilegalmente, cinco vencimentos.

E enumerou quatro: como promotor, como professor do curso diurno, do bacharelado noturno e da pós-graduação. A ameaça surtiu efeito e ele voltou às classes. Ele só não conseguiu, como lamenta, dar aulas aos alunos do diurno “que seriam os futuros governantes do país”. Como quem sofreu uma condenação, Dallari diz que só lhe foi permitido lecionar aos alunos do noturno que “não tinham importância, eram alunos pobres” e para eles sua pregação não teria maior repercussão.

A valentia e a coragem de Dallari, em sua versão própria, pode ser assistida no YouTube, em entrevista ao ator Antonio Abujamra, no programa Provocações, da TV Cultura.

Nessa gravação, o professor narra também seu suposto seqüestro em que teria sido espancado por um grupo, quando estava a caminho da missa. Esse episódio persegue o professor até hoje por suas controvérsias.

Outra preciosidade do livro é o manifesto de júbilo pela “restauração da ordem democrática no País” (ou seja, a tomada do poder pelos militares), assinado por professores da São Francisco. O documento foi publicado na Folha de S.Paulo e em O Estado de S.Paulo.

Nele, os professores “se congratulam com o eminente chefe do Poder Executivo do Estado e com as Forças Armadas (...) pela atitude que assumiram no movimento ora vitorioso, em que se propugnava unicamente pelo respeito às normas constitucionais que nos regem”. Entre os signatários do documento estão o professor Dalmo de Abreu Dallari e o então presidente da OAB paulista, Noé Azevedo.

Um dos participantes da obra é Celso Antônio Bandeira Mello. Seu depoimento é vigoroso. Em dado momento, depois de esclarecer sua posição contra a pena capital, ele a defende: “Acho que para torturadores deveria haver pena de morte, porque torturador é que pode existir de pior na espécie humana”.

Essas passagens servem apenas para mostrar a complexidade da política brasileira e, em especial, daquele período. As contradições, antes de evidenciar eventuais falhas de caráter, desvelam a maravilhosa riqueza da vida política do país. Nem Goffredo topou a empreitada por ser de esquerda, nem Faoro deixou de apoiá-la por algum tipo de medo ou por afinidade com o regime.

Sua decisão atendeu a razões de ordem tática. Ele tramava com a ala civil do governo do general Geisel a chamada “distensão gradual e segura” e temia que o “Já!” defendido por Goffredo fizesse tudo desandar.

A Carta aos Brasileiros desponta como uma das manobras mais inteligentes no embate que prosseguiu. A escolha do mais admirado professor da escola, Goffredo Carlos da Silva Telles Jr., foi estratégica.

Uma das principais lideranças da Ação Integralista Brasileira, eleito constituinte na década de 40 e deputado federal em seguida, não tinha a mais remota suspeita de ligações com a esquerda e sempre repudiou o marxismo. Não havia ninguém melhor.

Qualquer inimigo da ditadura que ousasse protagonizar o famoso evento seria impedido e preso — como tantos o foram. Goffredo conseguiu, a um só tempo, dotar a esquerda de argumentos técnicos e poderosos para sua luta; e persuadir os que ainda acreditavam que os militares eram a única alternativa para o país. Ele convenceu exatamente os que ainda precisavam ser convencidos.

No ano seguinte, o Ato Institucional nº 5 foi revogado e no posterior veio a anistia. Ainda seriam necessários sete anos para se ter um civil no poder e outros tantos para as “Diretas Já!”. Mas ninguém negará que a magnífica Carta aos Brasileiros teve papel verdadeiramente histórico no aperfeiçoamento político brasileiro.

O livro Estado de Direito Já! é uma espécie de colagem de recortes. Ora é redundante e repetitivo, ora é contraditório. O todo e as partes caminham às vezes em direções opostas. Mas acaba que essas falhas de edição é que ajudam a mostrar algo incomum para uma celebração do gênero.

Ainda que sem esse propósito, a publicação evidencia que a história nem é linear, nem é coerente. Os fatos se encadeiam de forma complexa, permeados de irracionalidades. Jornalistas e escritores, em geral, para desvendar a lógica de grupos ou pessoas, simplificam a narrativa para apontar mocinhos e bandidos. E ao apagar nuances e contradições, acabam por falsear ou errar. Estado de Direito Já! mostra a política brasileira como ela é: uma confusão danada.

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Leia a Carta aos Brasileiros

Das Arcadas do Largo de São Francisco, do “Território Livre” da Academia de Direito de São Paulo, dirigimos, a todos os brasileiros esta Mensagem de Aniversário, que é a Proclamaçõo de Princípios de nossas convicções políticas.

Na qualidade de herdeiros do patrimônio recebido de nossos maiores, ao ensejo do Sesquicentenário dos Cursos Jurídicos no Brasil, queremos dar o testemunho, para as gerações futuras, de que os ideais do Estado de Direito, apesar da conjuntura da hora presente, vivem e atuam, hoje como ontem, no espírito vigilante da nacionalidade.

Queremos dizer, sobretudo aos moços, que nós aqui estamos e aqui permanecemos, decididos, como sempre, a lutar pelos Direitos Humanos, contra a opressão de todas as ditaduras.

Nossa fidelidade de hoje aos princípios basilares da Democracia é a mesma que sempre existiu à sombra das Arcadas: fidelidade indefectível e operante, que escreveu as Páginas da Liberdade, na História do Brasil.

Estamos certos de que esta Carta exprime o pensamento comum de nossa imensa e poderosa Família – da Família formada, durante um século e meio, na Academia do Largo de São Francisco, na Faculdade de Direito de Olinda e Recife, e nas outras grandes Faculdades de Direito do Brasil – Família indestrutível, espalhada por todos os rincões da Pátria, e da qual já saíram, na vigência de Constituições democráticas, dezessete Presidentes da República.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sindicato lança blog para denunciar o abuso patronal




O Sindicato dos Jornalistas do Paraná lançou um blog para denunciar o abuso patronal aos direitos dos jornalistas. "O endereço http://sindijorpr.blogspot.com servirá como um canal para o jornalista denunciar situações de abuso e desrespeito que os patrões transformaram em rotina nas redações", afirma a entidade sindical.

O fórum de denúncias e discussões vai dispensar identificação, para evitar a pressão velada e o assédio moral. "A idéia é mostrar os desmandos patronais; as violações dos direitos dos trabalhadores jornalistas; os casos de constrangimento e conduta antiética por parte do patronato", garantiu o Sindicato.

Fonte: Sindicato do Paraná

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ciência prova: eles buscam belas; elas, ricos



Pesquisa mostra que discurso e ação são muito diferentes na hora de escolher parceiro.

Embora digam buscar outras coisas, na prática, eles querem beleza e elas, estabilidade.

O que você procura em um parceiro amoroso? Inteligência, simpatia, educação? Nada disso. Pode aposentar esse papo. Um estudo revela que apesar de nos acharmos muito evoluídos, os seres humanos se comportam exatamente como o estereótipo na hora de escolher um companheiro. Para os homens, o que importa, no fundo, é mesmo a beleza. Para as mulheres, o compromisso.

A pesquisa revela que nosso discurso é bem diferente da prática. Embora afirmemos procurar certas características em um parceiro, na verdade, as decisões são tomadas por outros parâmetros. O rapaz pode falar que escolheu a namorada pela personalidade e inteligência, mas é mais provável que ele simplesmente a tenha achado bonita. Já a moça, encontrou no companheiro alguém em que ela pudesse confiar e com quem pudesse se comprometer.

As mulheres são, de longe, mais seletivas e seus padrões de escolha são observados na evolução da maioria dos mamíferos. Ao longo da história, machos procuram fêmeas belas que os aceitem; enquanto fêmeas estão dispostas a deixar a beleza de lado para encontrar um bom pai para seus filhotes.

A equipe liderada por Peter Todd, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, analisou 26 homens e 21 mulheres durante encontros amorosos rápidos (de três a cinco minutos) oferecidos por uma empresa alemã. Antes de ver seus pares, os participantes responderam questionários onde fizeram uma auto-avaliação e contaram como seria o parceiro ideal. Depois, os cientistas compararam essas respostas com os casais que se formaram.

Antes do encontro, a maioria afirmou que procurava um parceiro semelhante a si mesmo, em termos de beleza, compromisso e status financeiro. Na hora dos encontros, no entanto, todos seguiram o previsto. Homens manifestaram interesse nas mais belas e mulheres, nos mais estáveis financeiramente. Não é politicamente correto, mas é a verdade. Além disso, em média, eles se diziam interessados em metade das mulheres do grupo, enquanto elas só gostaram de um terço deles –- o que, mais uma vez, mostra que elas são mais rigorosas na seleção.

O estudo foi publicado na edição desta semana da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

Grazi estampa capa da 'Rolling Stone' Brasil




Atriz paranaense recebeu pintura corporal para fotos.
Em entrevista, ela conta como foi a sua escalada para a fama.


A atriz Grazielli Massafera está na capa e é tema da reportagem principal da edição de setembro da revista "Rolling Stone" Brasil. Ela recebeu uma pintura corporal com o símbolo da banda Rolling Stones.

Na entrevista, Grazi conta de sua escalada para o sucesso e fala das condições econômicas modestas que tinha antes de participar do programa "Big Brother Brasil". “Ganhava R$ 300 e comprava uma blusinha em seis vezes de R$ 10”, afirma. Até esta semana, a mãe da atriz recebia auxílio para comprar gás de cozinha.

Sobre os narizes torcidos quando fez sua primeira participação em novelas, ela diz que foi uma questão de chance. “Não tenho culpa se existem bons atores no teatro que não tiveram oportunidade na TV e eu, sendo ninguém, cheguei lá”, afirmou a atriz à publicação.

Fenaj e Sindicatos prometem questionar concursos na Justiça






A Federação Nacional dos Jornalistas anunciou que pretende questionar na Justiça os concursos cujos editais contiverem erros e desrespeitem a regulamentação da profissão de jornalista. "O lançamento de editais de concursos públicos com vagas para atividades de comunicação social, mas com requisitos que permitem a inscrição de profissionais de outras áreas vem provocando constantes manifestações de descontentamento entre os jornalistas", afirmou a Federação.

Dois concursos como o do Tribunal de Contas da União e da Gasmig, em Minas Gerais serão alvos de questionamentos judiciais, informou a FENAJ, que em conjunto com os Sindicatos dos Jornalistas do Distrito Federal e de Minas Gerais preparam ações judiciais para reversão da situação.

Novo concurso com problemas foi lançado pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), permissionária do Governo Federal na exploração de gás natural, no dia 27 de agosto. O concurso, a ser realizado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), abriu duas vagas para a área de comunicação social. Mas o pré-requisito é ter "Curso superior completo em Comunicação Social (habilitação em Relações Públicas, Imprensa ou Publicidade/Propaganda), Programação Visual, Produção Editorial, Psicologia ou Pedagogia e registro profissional".

Neste caso, além das articulações com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, a FENAJ também está dialogando com o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (Conferp).

Desrespeito

Infelizmente, não são raros os equívocos nos editais de concursos públicos para a área de comunicação. A jornada de trabalho de cinco horas, por exemplo, é constantemente atropelada e ignorada.

sábado, 25 de agosto de 2007

O Globo provoca polêmica ao divulgar diálogos entre dois ministros do STF




Da Redação.

Invasão de privacidade ou direito da imprensa de mostrar o que é de interesse público? A divulgação dos diálogos entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal pelo jornal O Globo na edição de quinta-feira (23/08) provocou uma polêmica. Enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação dos Juízes Federais do Brasil criticaram o diário, juristas e a Federação Nacional de Jornalistas acreditam que, por se tratar de um ambiente público, o jornal não agiu mal.

O repórter-fotográfico Roberto Stuckert Filho registrou a troca de mensagens entre Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, nas quais eles debatem detalhes sobre seus votos no caso de aceitar ou não a denúncia do mensalão e falam das disputas de poder dentro do STF.

A favor:
“Foi um brilhante trabalho de jornalismo. Mas, para quem vive a rotina do Judiciário, nada do que foi apresentado é novo. Antes, a troca de impressões era apenas oral. Agora, existe o meio eletrônico. Às vezes, frases agressivas são torças até na hora do café. Só que para o público isso não costuma ser revelado”, observou o jurista Ives Gandra Martins.

Sérgio Murillo, presidente da Fenaj, acha que O Globo cumpriu seu compromisso com a verdade, já que, segundo ele, a troca de mensagens é de interesse público e veraz. “(...) é obrigação da imprensa levar ao conhecimento da sociedade. O Globo não invadiu a rede (de computadores). Não há invasão de privacidade. São pessoas públicas, num espaço público. Tudo o que fazem está sujeito a registro sonoro e de imagem. O condenável seria o jornal ter acesso a essas informações e não divulgá-las”.

Contra:
“O Brasil não pode virar um ‘Big Brother’. Sem privacidade, não há liberdade (...) Não será surpresa se começarem a colocar grampos nos confessionários para violar o segredo religioso da confissão. É preciso prudência para que tais anomalias não se transformem em prática corriqueira e adquiram contornos de legitimidade. Não podemos cair num estado de bisbilhotagem, cujo desdobramento inevitável é o estado policial, ambos incompatíveis não apenas com o estado democrático de direito, mas como os fundamentos da civilização”, disse, em nota, o presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto.

Walter Nunes, presidente da Ajufe, acredita que as mensagens tinham caráter privado. “A revelação das conversas entre os ministros maltrata o princípio basilar da democracia”.

Outros casos:
O Globo, na edição desta sexta-feira, listou vários eventos semelhantes em que veículos de comunicação divulgaram diálogos que provocaram barulho tanto no governo quanto na sociedade. A reportagem lembra da estudante Suzane Von Richthofen, acusada de planejar a morte dos pais em 2002, combinando com um advogado como teria que se comportar durante matéria do Fantástico. A mais recente aconteceu em 27/07, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou obter apoio para continuar no cargo num bilhete manuscrito por ele ao líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio.

Até o fechamento deste texto, o departamento de imprensa do STF e o diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, não haviam respondido aos contatos feitos por nossa redação.

Nem Freud explica: Presidente do Conselho de Ética quer voto secreto no caso Renan.





'O plenário é soberano e ali determina-se que o voto é secreto', disse Quintanilha.
Proposta poderia favorecer absolvição de Renan no Conselho de Ética.


O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), quer votação secreta no processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Para dar respaldo jurídico, foi requisitado que uma consultoria faça a análise sobre a proposta.

Segundo Quintanilha, a idéia é baseada na votação do plenário em casos de cassação de mandato de parlamentares. "Tenho convicção de que o plenário do Senado é soberano e, ali, determina-se que o voto é secreto. Por isso, se o voto no plenário é secreto, eu entendo que os demais também têm que ser", disse o presidente do Conselho de Ética nesta sexta-feira (24).

Com o voto secreto, senadores governistas poderiam sentir-se desinibidos a votar contra a cassação do presidente do Senado. Dos 14 membros titulares do Conselho, Democratas e o PSDB juntam cinco; os governistas, cinco; e o PMDB, quatro senadores. A outra vaga é composta por Jéferson Peres (PDT-AM).

Reunião
Quintanilha afirmou que na próxima terça-feira (28) haverá uma reunião com os três relatores: Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE). O objetivo do encontro é para tentar costurar um acordo e evitar que seja apresentado dois relatórios no Conselho: um pedindo a cassação e outro, a absolvição.

No depoimento ao Conselho de Ética, Renan dividiu os relatores. Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) dizem que ainda há contradições e dúvidas sobre as denúncias, enquanto Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, está convencido da inocência do senador.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Jefferson deveria ser testemunha, diz defesa...




Luiz Francisco Barbosa disse que seu cliente fez 'assistência pública' para a acusação.
Ele pediu que a denúncia contra Jefferson seja considerada improcedente.

O advogado Luiz Francisco Barbosa, que defende o ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson, disse nesta quinta-feira (23) que seu cliente deveria figurar como testemunha no caso do mensalão, e não como acusado. "Ele é denunciante do mensalão. Não há parlamentar do partido que tenha sido indicado como partícipe do mensalão".

O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra 40 pessoas acusadas de participar do esquema. Caso a denúncia seja aceita, o STF abrirá uma ação penal para julgar os denunciados.

O ex-deputado Roberto Jefferson é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Ele era a mais valiosa testemunha de acusação que se possa ter nesse caso e, não obstante, aparece como denunciado", disse o advogado, que deixou claro não estar pedindo a rejeição da denúncia, mas a improcedência das acusações.

Barbosa disse que o caso é "atípico, anômalo e inusitado" pois figura, na opinião dele, uma "espécie de assistência pública da acusação feita pelo sr. Roberto Jefferson ao procurador da República".

O advogado afirmou que Roberto Jefferson não poderia ser acusado de corrupção passiva porque, segundo ele, o cargo de deputado não é função pública. Sobre a acusação de lavagem de dinheiro, Luiz Francisco Barbosa afirmou que não se sabia a origem do dinheiro que o PTB recebeu do PT, dinheiro que afirmou ser fruto de acordo partidário "amparado pela lei".

"Como cogitar, em junho de 2004, que o bravo Partido dos Trabalhadores, o imaculado Partido dos Trabalhadores, que aquele dinheiro poderia ter origem espúria, criminosa", argumentou.

Julgamento
Dezoito acusados no inquérito do mensalão apresentam nesta quinta-feira (23) suas defesas para o caso. Na quarta (22), 17 advogados de 22 acusados fizeram uso da palavra na tribuna da Corte para defender seus clientes.

Nesta quinta, a sessão será retomada às 10h, sendo que 15 advogados representarão os 18 suspeitos. A previsão é de que o julgamento seja interrompido às 18h, quando alguns ministros do STF que integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terão que deixar a Corte para participar da sessão no tribunal eleitoral.

Após os advogados apresentarem a defesa, o julgamento prossegue com o voto do relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa. A votação dos demais ministros vai determinar a abertura ou não de processo criminal contra os 40 suspeitos de participação no esquema de compra de votos de parlamentares.

O STF reservou suas sessões até sexta-feira (24) para o caso, mas a presidente do Supremo, Ellen Gracie, já disse que, se a questão não for resolvida nesta semana, haverá sessão especial na segunda-feira.

Denúncias
Na denúncia, o procurador-geral disse que o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino eram os líderes do esquema. “Não é possível imaginar que um esquema desse porte tenha existido sem o envolvimento de algum membro do governo e de integrantes do partido do governo.”

Para Souza, Genoino era a "principal face política" do esquema, ou seja, negociava os acordos com os partidos governistas, oferecendo "vantagem" em troca de apoio."Além do papel político indispensável pelo sucesso do esquema, Genoino tinha muita confiança em Marcos Valério."

Segundo a denúncia, Dirceu "homologava" todos os acordos negociados

Depois do gato, agora é o cachorro que prevê a morte de idosos nos EUA.




Scamp teria previsto todas as mortes ocorridas em asilo nos últimos três anos.
Dona do cão diz que ele só late quando quer indicar que algo está errado.

Um cachorro da raça schnauzer estaria prevendo a morte dos idosos de um asilo de Ohio, nos Estados Unidos. Segundo Deirdre Huth, dona do animal e funcionária da casa de repouso, Stamp entra no quarto dos idosos poucas horas antes deles morrerem e aguarda pacientemente ao lado da cama.



Em entrevista à emissora de TV americana CBS, a diretora do asilo, Adeline Baker, afirmou que o cão previu praticamente todas as 40 mortes que ocorreram lá nos últimos três anos.

“Scamp só late quando tenta nos dizer que há algo errado”, disse Deirdre à CBS.

Yvette Notturno passou a acreditar ainda mais nos dons de Scamp depois que recebeu o telefonema de uma enfermeira dizendo que o cão não saía do lado da cama de uma amiga muito querida. Pouco tempo depois de chegar ao asilo, Andrew Popa morreu.

Segundo Adeline Baker, Scamp faz companhia aos idosos e é bem-vindo por pacientes que sabem que seu fim está próximo.

GATO TAMBÉM PREVIA MORTES





Recentemente, um médico geriatra na prestigiada revista "The New England Journal of Medicine" declarou que um gato chamado Oscar podia prever a morte em poucas horas dos pacientes idosos que visita.

Quando Oscar vai ao quarto de residentes do Centro de Reabilitação para Idosos de Providence, nos Estados Unidos, o pessoal da clínica entra em ação, já sabendo que alguém morrerá nas próximas horas.


Segundo o médico David Dosa, o animal foi ao leito de mais de 25 residentes da clínica pouco antes de eles morrerem.


O gato de 2 anos de idade "parece não cometer muitos erros", disse o médico. "Ele parece compreender que os pacientes estão a ponto de morrer”.

domingo, 19 de agosto de 2007

AOS PILOTOS DO VÔO 3054




Não conheci pessoalmente nem Kleyber nem Stephanini, mas isso não importa. Eram aviadores como eu. Com eles compartilhei o mesmo céu, os mesmos aeroportos, os mesmos prazeres e tensões da profissão.

Talvez um deles, numa tarde perdida no tempo, estivesse na cadeira da esquerda daquele avião alinhado na cabeceira da pista 35L do Aeroporto de Congonhas, aguardando autorização da torre para decolar, enquanto eu, de meu Boeing 737-500, esperava, numa longa fila, a minha vez de entrar na arena.

A cada decolagem, a cabeceira era ocupada pelo avião seguinte, e o mesmo ritual se repetia. Era uma sucessão de momentos solenes e mágicos, como aquele em que o touros encaram os toureiros antes dos embates finais.

Naqueles momentos, éramos todos irmãos. De tribos diferentes, mas irmãos. Sabíamos dos perigos que diariamente nos rondavam. Eram ossos de um ofício perigoso, no qual as conseqüências de falhas humanas são muitas vezes catastróficas.

Éramos todos dependentes emocionais da aviação. Ela nos atraíra desde meninos com força irresistível. Não houve como escapar a seu fascínio. Chegara minha vez.

Da cabeceira da pista, observando a fila de aviões que aguardavam minha partida, sabia que os olhares de meus companheiros estavam postos no Boeing azul e branco prestes a se lançar aos céus.

Éramos novamente os meninos de calças curtas que passavam os sábados e domingos nas varandas abertas dos antigos aeroportos admirando os DC-3, Curtiss Commando, Convair e Constellations pousando e decolando. Éramos os mesmos, apenas nossos postos de observação agora eram melhores. Nunca foi fácil ser aviador.

Enfrentar tempestades, pistas curtas e escorregadias, quase-colisões com outros aviões, acordar de madrugada, dormir tarde, passar noites voando, sacrificar vida pessoal, familiar e sentimental, não ver os filhos crescerem, não ter feriados, natal, ano novo, carnaval, fins de semana com a família nem com os amigos, comer apressado antes das descidas, sofrer de gastrite ou úlcera, embranquecer prematuramente os cabelos.

De muita coisas nos privamos, mas jamais traímos aqueles meninos que um dia olharam para o céu e se deslumbraram; que não concebiam outra profissão que não a de aviador.

Não era um veterano de cinqüenta e muitos anos quem pilotava o avião azul e branco naquela tarde distante; era o menino que eu um dia fora. Aceitávamos os riscos. Sabíamos que um dia talvez a sorte nos fizesse despencar do céu. Mas valia a pena.

Em que outra profissão nos sentiríamos como águias ágeis e velozes? Que outro trabalho nos brindaria com mágicas noites de luar em catedrais de alvas nuvens? Onde mais achar crepúsculos assim?

Quaisquer que sejam as conclusões da investigação em curso do recente e trágico acidente da TAM, estou convicto de que Kleyber e Stephanini não o desejavam; que envidaram seus melhores esforços no sentido de evitá-lo; que esperavam entregar seus passageiros sãos e salvos a seus familiares e amigos. Descansem em paz, companheiros, e um bom vôo para o novo destino.

Comandante Carlos Ari César Germano da Silva

Mônica Veloso muda de idéia e mostra a sua nudez na Playboy.


Para os ansiosos de plantão, a Playboy, que terá a jornalista Mônica Veloso na capa, já está nos últimos preparativos.

A pivô do escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, será fotografada para a revista na casa do arquiteto Thiago Bernardes, no Itanhangá, no Rio.

A revista pagou R$ 6 mil pelo aluguel da casa.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Abusos ameaçam Olimpíada de Pequim, diz Anistia Internacional.





BBC Brasil - BBC

Para entidade, desrespeito aos direitos humanos pode ofuscar Jogos Olímpicos.

- A China corre o risco de manchar a imagem dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a não ser que tome medidas urgentes para acabar com os abusos de direitos humanos, disse nesta segunda-feira a Anistia Internacional.

Em um novo relatório, divulgado um ano antes da abertura dos jogos, a organização de defesa dos direitos humanos afirma que os recentes avanços no país, como a reforma na legislação da pena de morte, têm sido ofuscados por ações como as prisões de jornalistas e ativistas chineses.

A Anistia Internacional acusa as autoridades chinesas de prender jornalistas e ativistas sem julgamento, como parte de uma campanha para sufocar qualquer voz discordante em Pequim às vésperas dos Jogos Olímpicos.

"Declarações oficiais sugerem que os Jogos Olímpicos estão sendo usados para justificar essa repressão em nome da ''harmonia'' ou da ''estabilidade social'' em vez de agir como um catalisador de reformas", diz o relatório.

Segundo a entidade, essas ações ameaçam os princípios fundamentais do espírito olímpico.

"Este é um momento para estarmos orgulhosos dos Jogos Olímpicos", disse a secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan. "Mas se esse orgulho for manchado por violações dos direitos humanos, isso será ruim para a China, para os Jogos Olímpicos e para a comunidade internacional."

A Anistia Internacional pediu ao Comitê Olímpico Internacional que adote uma posição mais firme em relação aos direitos humanos.

A divulgação desse relatório ocorre após uma visita da organização Repórteres Sem Fronteiras a Pequim. Em um protesto na capital chinesa, integrantes da entidade pediram a libertação de mais de 80 jornalistas e dissidentes presos na China.

"Críticas construtivas a respeito de falhas ou problemas são bem-vindas", disse um representante do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim, Jiang Xiaoyou, em uma declaração anterior à divulgação do relatório.

Ele disse que politizar o evento não está de acordo com o espírito olímpico.

domingo, 12 de agosto de 2007

China sem progressos nos direitos humanos, diz Amnistia Internacional






Rute Barbedo


Pequim não está a cumprir as suas promessas de progresso nos direitos humanos, denuncia a Amnistia Internacional (AI) num relatório divulgado hoje. O compromisso chinês foi feito quando o país foi escolhido como anfitrião dos Jogos Olímpicos de 2008, esperando-se que permitisse melhorias num quadro de décadas de tortura, repressão e escravatura.

O documento, "A contagem decrescente dos Jogos Olímpicos: um ano para completar promessas de direitos humanos", foca-se três aspectos fundamentais: a pena de morte (segundo a AI, mil a oito mil pessoas são executadas todos os anos no país), as detenções sem julgamento e a repressão de activistas, jornalistas e escritores.

O Governo proíbe o tratamento de temas "sensíveis", detendo e maltratando muitos dos que pisam o risco, diz o relatório. Para muitos, é uma forma de "limpar" a imagem chinesa perante a recepção de milhares de visitantes de todo o mundo.

As autoridades afirmaram que o número de penas capitais e de executados diminuiu significativamente desde Janeiro, mas a organização de direitos humanos acusa o Governo de aplicar a pena em crimes em que não se praticaram actos de violência e denuncia a falta de dados oficiais.

O relatório termina com recomendações às autoridades chinesas e ao Comité Olímpico Internacional, lembrando que a "preservação da dignidade humana" faz parte da Licença Olímpica.

Depois dos escândalos recentes de escravatura no país, alguns envolvendo a exploração de adultos e crianças em condições miseráveis no fabrico de produtos para os Jogos, se o evento for novamente "manchado" será "mau para a China, para os Jogos Olímpicos e para a comunidade internacional", declarou ontem, à Reuters, Irene Khan, secretária-geral da AI.

Também a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou a "falta gritante de liberdade de expressão" na China.

Vários membros da organização manifestaram-se em Pequim, apelando à "libertação da centena de jornalistas, internautas e militantes da liberdade de expressão" presos no país, sendo detidos pela polícia durante uma hora num parque de estacionamento, sem explicações.

"É isto que pode acontecer durante os Jogos", alertou Vincent Brossel, coordenador dos RSF na Ásia.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

É um pássaro? É um avião? Não, é um bebê de verdade!





Casal da Nova Zelândia quer chamar seu filho recém-nascido de Superman.
Eles decidiram dar o nome incomum após descobrir que o 'bebê era de verdade'.

Um casal da Nova Zelândia quer chamar seu filho recém-nascido de Superman (Super-Homem, em português). Mas só porque o nome que o pai e a mãe haviam escolhido antes, 4Real (uma gíria em inglês que significa "de verdade", "pra valer"), foi rejeitado pelo cartório.

Pat e Sheena Wheaton dizem que vão contornar a decisão do cartório registrando oficialmente seu filho como Superman, mas chamando-o de 4Real, informou o jornal "New Zealand Herald".

Os Wheaton escolheram o nome depois de verem o bebê em um ultrassom pela primeira vez e perceber que ele era "de verdade".

Eles chegaram à conclusão de que 4Real (com o número "4" substituindo a palavra inglesa "for") era a melhor forma de grafar o nome, que não foi registrado porque o cartório informou que um nome tem de ser uma seqüência de letras.

Pat Wheaton disse que considera apelar contra a decisão à Justiça, mas seja qual for o veredito ele não vai mudar de idéia sobre sua escolha.

"Não importa o que aconteça, o nome continuará a ser 4Real", disse Wheaton ao "Herald". "Não sou daqueles que desistem fácil."

Um porta-voz do Departamento de Assuntos Internos, que coordena os cartórios, disse ao "Herald" que as discussões sobre o nome do filho dos Wheatons continuam.

O bebê já completou dois meses de idade desde que os Wheatons entraram com o pedido de registro no fim de junho.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Novo Código de Ética: jornalista não pode deturpar aspas



O jornalista não pode deturpar informações ou declarações das fontes. Este é um dos novos dispositivos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, cujo processo de atualização foi concluído no último fim de semana em Vitória (ES), no Congresso Extraordinário dos Jornalistas.

Apesar do Código já prever o compromisso do jornalista com a veracidade dos fatos, o plenário do Congresso aprovou por unanimidade a proposta do novo dispositivo, feita pela delegação carioca, por entender que a prática de mexer nas aspas de entrevistados para encaixá-lo em determinadas "teses" - não muito rara - desmoraliza a profissão e contribui para a perda de credibilidade dos jornalistas.

Durante os três dias de Congresso, jornalistas de todo o país revisaram o Código de Ética da profissão, em vigor há 20 anos. Participaram da atividade delegações de 23 estados.

Antônio Carlos Queiroz, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e membro da comissão que sistematizou as propostas recebidas, considera que, além de revisar o Código de Ética, os jornalistas conseguiram apresentar importantes avanços na definição da atividade jornalística. "Levamos em conta o reconhecimento dos direitos das minorias, a ratificação da presunção de inocência, que é um dos fundamentos da profissão mas que muitas vezes não é respeitado e também algumas previsões decorrentes do avanço das novas tecnologias", comemorou Queiroz.

Um exemplo de mudança foi a inserção no documento que "a presunção da inocência é um dos fundamentos básicos da atividade jornalística". Como este é um princípio constitucional, sua incorporação pode parecer redundante à primeira vista. Na verdade, visa relembrar que os jornalistas não são cidadãos melhores do que os outros, nem estão acima da lei.

Desafio

"O desafio é combater a atual disposição de certos meios de comunicação que se arvoram em polícia, promotoria e juizado ao mesmo tempo, denunciando, julgando e punindo pessoas com a execração pública, muitas vezes sem elementos de prova e sem conceder-lhes o direito de resposta", avaliaram os congressistas.

Cláusula de consciência
Outro avanço foi a adoção da cláusula de consciência, prevista em códigos de ética de jornalistas de vários países, e já reconhecida, por exemplo, pela Justiça de São Paulo. De acordo com a cláusula, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que se choquem com os princípios do Código ou que agridam as suas convicções. Para evitar distorções ou abusos, ressalvou-se que essa disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para o profissional deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às suas.

Publicidade

Entre outras disposições, o novo Código de Ética prescreve a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando seu trabalho tiver caráter publicitário ou quando utiliza recursos que modifiquem as imagens originais, como a fotomontagem. E determina que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo se houver a exigência de esclarecimento de informações de relevante interesse público, e desde que esgotadas todas as possibilidades convencionais.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deverá divulgar massivamente o novo Código de Ética dos Jornalistas nas próximas semanas, assim que a comissão de redação final, eleita pelo Congresso Extraordinário de Vitória, terminar seu trabalho.

Fonte: FENAJ e Sindicatos de Jornalistas

Fortune confirma Slim como 'mais rico' do mundo.





Magnata mexicano tem fortuna avaliada em US$ 59 bilhões.
Sozinho, ele representa 5% do movimento da economia do México.

O mexicano Carlos Slim, magnata da telefonia na América Latina - ele é dono da mexicana América Movil, que tem participações na Embratel e na Claro, no Brasil -, é o homem mais rico do mundo e sua fortuna alcança US$ 59 bilhões, informa nesta terça-feira (7) a revista Fortune.

"De acordo com nossos cálculos, Slim, 67 anos, tem uma fortuna de US$ 59 bilhões, levando em consideração o valor de suas empresas no fim de julho", afirma a revista americana de economia e negócios.



Ranking:
O valor o situa como o primeiro colocado no ranking dos homens mais ricos do planeta, à frente do fundador da Microsoft, Bill Gates, cuja fortuna é avaliada em US$ 58 bilhões.

Além disso, enquanto Gates está vendendo sua principal fonte de riqueza, as ações da Microsoft, para criar uma fundação, a fortuna de Slim não pára de crescer. Somente no decorrer de 2007, a fortuna do mexicano cresceu em US$ 12 bilhões e seu império representa mais de 5% do PIB do México.

domingo, 5 de agosto de 2007

Violência contra a imprensa




Da redação.

A nova edição do Jornal da ABI traz reportagem de Gil Campos, realizada em Porto Ferreira, no interior paulista, onde o jornalista Luiz Carlos Barbon Filho foi morto à queima-roupa por um pistoleiro de aluguel, após denunciar políticos e empresários locais. A Associação pediu ao Governador de São Paulo, José Serra, que intervenha com rigor na apuração do crime e enviou moção ao Ministério Público. Segundo dados do Instituto News Safety, o Brasil já ocupa o 11º lugar na lista dos países em que mais se matam jornalistas.

Outros destaques são as entrevistas com dois grandes nomes do jornalismo: Paulo Patarra e Carlos Lemos. O primeiro, criador da revista Realidade, rejeita o rótulo de maldito e diz que considera o jornalismo uma transgressão em que não há imparcialidade. O segundo, com 47 anos de experiência na imprensa carioca, ressalta que o repórter deve ser um agente provocador.

A publicação traz ainda reportagens sobre o trabalho do correspondente de guerra português Carlos Fino, o papel da mídia no combate ao aquecimento global, o legado de Octávio Frias e a abertura do Ano do Centenário da ABI, tendo Oscar Niemeyer como Presidente de Honra.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

RSF critica declarações do PT




Tiago Cordeiro



A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT). No documento assinado pelo secretário geral da RSF, Robert Ménard, a organização comenta as declarações do secretário de comunicação do PT, Gléber Naine, dadas ao Comunique-se e também o texto aprovado pela executiva nacional do partido.

“Repórteres sem Fronteiras manifesta sua preocupação sobre as conseqüências da decisão adotada no dia 31/07 pela Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), convocando detentores de mandatos públicos à mobilização contra uma ‘grande ofensiva da direita aliada a certos setores da mídia contra o PT e o governo do presidente Lula’”, critica a entidade. O texto ressalta também o fato de Naine ter citado “o canal de televisão privado TV Globo e os diários Correio Braziliense, O Estado de São Paulo, O Globo e Folha de São Paulo como veículos que ‘nunca fizeram antes oposição a um governo como o fazem agora’”.

A TV Globo, Estadão e Folha de S. Paulo não quiseram comentar as acusações ou o texto da executiva. O Correio Braziliense não retornou os contatos até o fechamento desta matéria. A decisão do PT é descrita como “inoportuna e sem fundamento”. A RSF lembra ainda que a mídia privada não deixa de criticar “representantes dos partidos de oposição citados em casos de corrupção, abuso de poder e fraude”.


Apagão

“Sugiro uma visita dos dirigentes petistas às coleções dos jornais para lerem o que a imprensa publicou - o que inclui o que os petistas disseram - durante o apagão elétrico no governo FH, em 2001”, declarou a editora Silvia Fonseca, da editoria O País do jornal O Globo.

“É nosso dever lembrar, contudo, que a revelação, às vésperas das eleições de outubro de 2006, de um escândalo envolvendo membros do PT - que tentaram comprar um falso dossiê contendo acusações contra candidatos de oposição - provocou a reação de militantes do partido contra a imprensa”,
enumera a organização.

De acordo com a RSF, a cobertura do acidente da TAM e as vaias que Lula recebeu na abertura dos Jogos Pan-americanos, fatos citados pelo PT como prova de uma suposta articulação entre mídia e oposição, são situações que não poderiam deixar de ser citadas pela mídia. "É possível responsabilizar a mídia pela insatisfação provocada pela emoção coletiva decorrente da tragédia de Congonhas?”, questiona.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Eurico Miranda é condenado em 12 mil por agressão a jornalista.
















STF mantém ação contra Eurico Miranda por agressão a jornalista de O Dia.

Da Redação:
Eurico Miranda, presidente do clube Vasco da Gama, não conseguiu suspender sua condenação a indenizar em R$ 12 mil o jornalista Carlos Monteiro, do jornal O Dia, por agressões cometidas na final do Campeonato Carioca de 2004, vencida pelo Flamengo. A ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento à Ação Cautelar (AC) 1735, proposta pelo ex-deputado.

Na semana do clássico, Miranda comunicou publicamente a encomenda de 30 mil litros de chope para comemorar uma suposta vitória do Vasco. Ao término da partida com placar de três a zero para o Flamengo, Monteiro perguntou ao dirigente o que ele faria com a bebida e foi agredido pelo presidente do clube. A indenização foi uma substituição à pena original de seis meses de detenção para o ex-deputado, que jamais explicou o destino dos 30 mil litros de chope.

domingo, 29 de julho de 2007

Sindicato de Sergipe faz cadastramento para Condomínio.





O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe formalizou um pedido de construção de um condomínio especial para os jornalistas do Estado, na superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF). "A idéia principal é atingir prioritariamente aos profissionais que ainda não possuem a sua casa própria, mas outros podem também ser atendidos", afimrou a entidade.

Cadastramento

O Sindicato está cadastrando os jornalistas interessados. “O condomínio só vai sair se tivermos uma boa adesão. Também solicitamos à Caixa um financiamento para aquisição da sede própria da entidade”, disse José Cristian Góes, presidente do Sindicato.

No formulário a ser preenchido pelos jornalistas sindicalizados e em dia com a entidade, os interessados dirão se preferem um condomínio de casas, apartamento e o tamanho das moradias. Os profissionais deverão também apontar locais para a construção do condomínio.

É preciso ainda informar renda média pessoal e familiar, qual o contrato de trabalho que possui, se tem algum outro financiamento imobiliário. “Tudo isso vai ser levando em conta para definir o tamanho, o local, o valor da prestação, tempo de pagamento. Também não sabemos ainda se o condomínio vai ser via Programa de Arrendamento Residencial (PAR) ou uma espécie de cooperativa”, informa Cristian Góes.

A data-limite para o preenchimento do formulário e sua entrega no Sindicato é 15 de agosto de 2007. Os formulários já estão disponíveis na sede da entidade.

Fonte: Sindicato Sergipe

Tribuna: ex-governador condenado a pagar indenizações.


(A Tribuna de Alagoas surgiu em 1979. O projeto do periódico foi de Paulo César Farias, ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O jornal passou por diversas crises ao longo de sua história. Antes da inauguração, PC Farias apareceu morto.

Hoje, a Tribuna de Alagoas pertence ao Banco do Nordeste. O seu funcionamento ocorre através de franquia. Atualmente, está sob comando da família de Ronaldo Lessa.)


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O ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e o empresário Bob Lyra (Robert Carlos Lyra) foram condenados, em sentença proferida pelo o juiz da 1ª Vara da Justiça do Trabalho, Gustavo Tenório Cavalcante, a pagar todos os salários atrasados e verbas rescisórias de um jornalista da Tribuna de Alagoas.

A sentença determina que Lyra, Lessa e a uma empresa criada para administrar a Tribuna de Alagoas – paguem os salários atrasados e a indenização do jornalista com multa. O valor total é de R$ 72,9 mil, fora o desembolso com honorários advocatícios, Imposto de Renda e contribuições previdenciárias, superando R$ 86 mil.

“Bob Lyra e Ronaldo Lessa foram pegos pela Justiça do Trabalho graças à boa fundamentação e aos elementos de prova juntados pelo Sindicato dos Jornalistas ao processo. Com um trabalho minucioso de investigação, a entidade conseguiu ter acesso a um contrato de gaveta onde a família de Paulo César Farias transferia a Tribuna de Alagoas para “testas de ferro” de Lessa e Lyra”, afirmou a direção do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindijornal).

Documentos descobertos pelo Sindjornal e anexados à reclamação trabalhista, através do seu departamento jurídico, alicerçaram a tese de que Bob Lyra e Ronaldo Lessa mantinham poder de mando na Tribuna.

O presidente do Sindjornal, Carlos Roberto Pereira, destacou o espírito de luta e de resistência demonstrado pelos trabalhadores da Tribuna. Desde janeiro deste ano, os trabalhadores estão sem salários e indenizações. Eles ocuparam a sede da empresa e o jornal voltou a circular através da cooperativa criada pelos jornalistas e gráficos, que aguardam a primeira cota de participação nos lucros.

O empresário Bob Lyra e o ex-governador Ronaldo Lessa, podem recorrer da sentença proferida na primeira instância ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e caso não obtenham êxito, ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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Veja abaixo a íntegra da sentença:

Processo nº 00641-2007-001-19-00-1-025


Posto isto, julgo IMPROCEDENTES os pedidos da reclamação trabalhista contra os litisconsortes VORNEI MENDES, GRÁFICA E EDITORA TRIBUNA S/A e GERALDO LESSA SANTOS e julgo PROCEDENTES EM PARTE os pedidos da mesma reclamação trabalhista, para, observada a prescrição qüinqüenal, exceto em relação ao FGTS com 40%, condenar a reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente os litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS a pagar ao reclamante R$ 72.926,06, valor atualizado até 31/07/2007, referente às verbas deferidas na fundamentação.

Condeno ainda a reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente os litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS a pagar R$ 10.938,91 de honorários advocatícios em favor do sindicato/assistente e R$ 3.026,98 de contribuições previdenciárias parte do empregador. Custas de R$ 1.458,52 pela reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente pelos litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS, calculadas sobre R$ 72.926,06, valor da condenação.

Juros e correção monetária na forma da lei, sendo o termo inicial desta última o mês seguinte ao da prestação de serviço (Súmula 381/TST). Imposto de Renda e INSS na forma da fundamentação. Intimem-se as partes. E para constar, foi lavrada a presente ata, que vai assinada na forma da lei.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

No Brasil a censura é maior do que sob o comunismo soviético.






A mídia brasileira virou um caso de psiquiatria. O Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988, o suiço Heinz Von Achlochstrecherstein, tirou uns dias de férias no Rio de Janeiro. Em entrevista ao jornalista Fernando Carvalho, da Agência EFE, ele afirmou que a censura no Brasil é muito mais forte do que sob o comunismo soviético, pois segundo ele, as chefias de redação usam métodos empresariais para exercer a censura, que são muito mais eficientes do que os velhos censores estatizados e burocráticos.

Espirrou? Culpa do LULA!

O famoso psiquiatra fez uma análise da mídia brasileira: "Toda a obsessão é um mal da mente. Nesta nova viagem que faço ao Brasil encontro os jornais brasileiros ou melhor, seus chefes de redação, acometidos de uma moléstia mental coletiva que beira a obsessão. Tudo, absolutamente tudo, para eles é culpa do presidente do país", afirmou

Para o psiquiatra, autor de vários best-sellers como "Eu quero que o mundo seja assim" e "Nicolau, agora pára com isso e larga do meu pé", "a obsessão por culpar o presidente por tudo expõe esses jornalistas ao ridículo".

Ranhuras Indispensáveis

"Depois de passar três dias inteiros, de manhã à noite, culpando o governo pela falta de umas ranhuras que só cinco pistas de aeroporto possuem em todo o país, a mídia, em vez de fazer auto-crítica quando o vice-presidente técnico da TAM revelou que o avião estava com o reverso desligado no momento do pouso, sai como louca em busca de uma nova imagem sensacionalista para desviar a atenção do público para a mentira que repetiu setenta e duas horas seguidas, sem descanso, sobre as tais "ranhuras indispensáveis", afirmou o Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988.

"Podia ser o Lula tirando meleca. Podia ser Dona Marisa, limpando o sapato depois de pisar em cocô de um dos cachorrinhos do presidente. Podia ser qualquer coisa, contanto que desviasse a atenção. Quis o destino que fosse o tal assessor, fazendo "top-top" atrás da cortina do seu escritório...", afirmou Von Achlochstrecherstein.

Quem acredita?

"Sinceramente, eu gostaria de perguntar aos "barões da mídia" e seus cúmplices: quem vocês acham que ainda acredita em vocês? Vocês não têm medo de perder completamente o que lhes restou de credibilidade?", cutucou o psiquiatra suiço.

"Esse caso parece a versão do capitalismo que nos irradiava dia e noite a televisão da ex-RDA ( Alemanha Oriental) . Tudo para eles era culpa do capitalismo!", comparou.

"Mandar cinegrafistas ficar nas janelas do Palácio do Planalto filmando as janelas dos escritórios para pegar alguém coçando prurido anal, o buraco do nariz ou da orelha é uma atitude que denota absoluta falta de controle emocional e uma obsessão que pode ser contagiosa", alertou Heinz Von Achlochstrecherstein.

Receita

"Em vez de obsessão por Lula, esses jornalistas deveriam transformar toda essa energia em obsessão saudável pelo sexo oposto, como essa que me faz correr 45 minutos todos os dias e ainda dar conta da Licimara, que vive comigo em Berlin há quase cinco anos... Todos os dias!", receitou.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Em carta, mãe de vítima critica governo após o acidente.



















Mãe de jovem morto no vôo 3054 escreve carta pública ao governo Lula e ao País


SÃO PAULO - "Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer", afirma a mãe de uma das vítimas do vôo 3054 da TAM, em carta destinada aos governantes e ao País. Adi Maria Vasconcellos Soares, mãe de Luís Fernando Soares Zacchini, uma das 187 pessoas que estava no Airbus que se chocou com o prédio da TAM Express na última terça-feira, 17/07/2007.

Íntegra da carta:
CARTA DE UMA MÃE:

Aos governantes e à família brasileira,

Perdi o meu único filho.

Ninguém, a não ser outra mãe que tenha passado por semelhante tragédia, pode ter experimentado dor maior.

Mesmo sem ter sido dada qualquer publicidade à missa que ontem oferecemos à alma de meu filho, Luís Fernando Soares Zacchini, mais de cem pessoas compareceram. Em todos os olhos havia lágrimas. Lágrimas sinceras de dor, de saudade, de empatia. Meus olhos refletiam todos os prantos derramados por ele, por mim, por seu filhinho, por sua esposa, por todos parentes e amigos. Por todos os sacrificados na catástrofe do Aeroporto de Congonhas.

Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer. Sabia que os vôos neste país não oferecem segurança no céu e na terra. Que no Brasil a voracidade de vender bilhetes aéreos superou o respeito à vida humana. A culpa é lançada sobre um número insuficiente de mal remunerados operadores aéreos ou sobre as condições das turbinas dos aviões. Um Governo alheio a vaias é responsável pelo desmonte de uma das mais respeitáveis e confiáveis empresas aéreas do mundo, a VARIG, em benefício da TAM, desde então, a principal provedora de bilhetes pagos pelo Governo. Que a opinião pública é desviada para supostos erros de bodes expiatórios, permitindo aos ambíguos incompetentes que nos governam continuarem sua ação impune. Que nossos aeroportos não têm condições de atender à crescente demanda de vôos cujo preço é o mais caro do mundo. Quando os usuário aguardam uma explicação, à falta de respeito ao cidadão juntam-se o escárnio e a cruel vulgaridade de uma ministra recomendando aos viajantes prejudicados que relaxem e gozem. Assuntos de alcova não condizentes com a reta postura moral e respeito exigidos no exercício de cargos públicos. Assessores do presidente deste país eximem-se da responsabilidade e do compromisso com a segurança de nosso povo exibindo gestos pornográficos. Gestos mais apropriados a bordéis do que a gabinetes presidenciais. Ao invés de se arrependerem de uma conduta chula, incompatível com a dignidade de um povo doce e amável como o brasileiro, ainda alardeiam indignação, único sentimento ao alcance dos indignos. Aqueles que deveriam comandar a responsabilidade pelo tráfego aéreo no Brasil nada fazem exceto conchavos. Aceitam as vantagens de um cargo sem sequer diferenciarem caixa preta de sucata. Tanto que oneraram e humilharam o país ao levar o material errado para ser examinado em Washington. Essas são as mesmas autoridades agraciadas com louvor e condecorações do Governo em nome do povo brasileiro, enquanto toda a nação, no auge de sofrimento, chorava a perda de seus filhos.

Tudo isto eu sabia. A mim, bastava-me minha dor, bastava meu pranto, bastava o sofrimento dos que me amam, dos que amaram meu filho. Nenhum choro ou lamento iria aumentar ou minorar tanta tristeza. Dores iguais ou maiores que a minha, de outras mães, dos pais, filhos e amigos dos mortos necessitam de consolo. A solidariedade e amor ao próximo obrigam-nos a esquecer a própria dor.

Não pensei, contudo, que teria de passar por mais um insulto: ouvir a falsidade de um presidente, sob a forma de ensaiadas e demagógicas palavras de conforto. Um texto certamente encomendado a um hábil redator, dirigido mais à opinião pública do que a nossos corações, ao nosso luto, às nossas vítimas. Palavras que soaram tão falsas quanto a forçada e patética tentativa que demonstrou ao simular uma lágrima. Não, francamente eu não merecia ter de me submeter a mais essa provação nem necessitava presenciar a estúpida cena: ver o chefe da nação sofismar um sofrimento que não compartilhava conosco.

Senhores governantes: há dias vejo o mundo através de lágrimas amargas mas verdadeiras. Confundem-se com as lágrimas sinceras e puras de todos os corações amigos. Há dias, da forma mais dolorosa possível, aprendi o que é o verdadeiro amor. O amor humano, o Amor Divino. O amor é inefável, o amor é um sentimento despojado de interesse, não recorre a histriônicas atitudes políticas.
Não jorra das bocas, flui do coração!

E que Deus nos abençoe!


Adi Maria Vasconcellos Soares


Porto Alegre, 21 de julho de 2007.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

União tem 4.823 imóveis vagos


Agência Estado

Capital sem uso representa desperdício de ao menos R$ 2,6 bilhões.
Despesas de manutenção que chegam a R$ 250 mil por ano.


Como resultado de décadas de descaso, falhas administrativas e muita burocracia, o governo federal tem desperdiçado um patrimônio bilionário em imóveis.

De acordo com informações da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), encarregada de gerenciar esses terrenos e edificações, existem 4.823 imóveis vagos em poder do governo, espalhados por todo o país, um capital sem uso.

A maioria é de imóveis dominiais - uma categoria que inclui, por exemplo, terrenos de propriedade da Marinha. No total, o governo detém 534.764 imóveis dominiais, dos quais 4.252 estão vagos.

Entre os chamados imóveis de uso especial, cedidos a órgãos de governo para serem usados como parte de sua estrutura administrativa, 571 permanecem sem uso - de um total de 28.850.

PATRIMÔNIO DESPERDIÇADO:
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada apenas nos imóveis de uso especial indica que os 571 terrenos e edificações vagos representam, juntos, um patrimônio desperdiçado de R$ 2,6 bilhões.

Mesmo sem nenhuma serventia, causam despesas de manutenção que chegam a R$ 250 mil por ano, segundo informações do ministro Valmir Campelo, relator do processo no TCU.

Uma série de falhas em vistorias técnicas, que deveriam ser realizadas periodicamente nesses imóveis, foi detectada pela auditoria. Ela também apontou a dificuldade da SPU e das Gerências Regionais do Patrimônio da União (GRPUs) para conduzir esse trabalho de forma adequada.

sábado, 21 de julho de 2007

Professores derrubam mito do Português difícil



João Guimarães


Oração subordinada, metonímia, catacrese, zeugma. Esses termos e tantos outros presentes na gramática da Língua Portuguesa renderam ao idioma a fama de ser um dos mais difíceis de se aprender em todo o mundo. Para saber se a afirmação é verdadeira, o Diário consultou lingüistas de universidades do Estado. A resposta dos entrevistados foi uma só: isso não passa de mito.

O primeiro ponto é que não se pode fazer comparações entre diferentes idiomas. Cada língua possui uma complexidade própria. Se no Português o número de flexões é enorme, no Inglês os diferentes usos das preposições são de enlouquecer.

“Toda língua é suficiente para a comunicação da sua sociedade”, explica a lingüista Anna Christina Bentes, do Instituto de Estudos de Linguagem da Unicamp (Universidade de Campinas).

A sensação de facilidade que se tem ao aprender um segundo idioma é falsa. Para a doutora em lingüística e presidente do Conselho Geral de Pós-Graduação da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Ana Maria Marques Cintra, a maioria das pessoas não aprende de verdade.

A principal razão para o surgimento do mito é a metodologia do ensino no Brasil. Os professores priorizam a gramática e se esquecem de trabalhar a linguagem. Isso acaba gerando um hábito nos alunos de apenas decorar as regras, ou seja, eles não aprendem. “Tem que ser o contrário, a teoria tem que ficar em segundo plano”, diz Ana Maria.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

TAM nega "blindagem da informação"




Tiago Cordeiro



Por meio de sua assessoria, a TAM negou qualquer “blindagem da informação” como alguns repórteres que cobriram ontem à noite o acidente chegaram a declarar na terça-feira (17/07) durante a cobertura da tragédia. “Colocamos boletins com informações disponíveis. Sempre que temos algo novo, estamos divulgando”.

A empresa disponibilizou um hotsite com os comunicados oficiais sobre o acidente. O último anúncio informa a lista dos 186 passageiros que estavam no avião. Na manhã desta quarta-feira, a descrição do atendimento à imprensa era que “o telefone está tocando sem parar”. O C-se não conseguiu detalhes sobre o trabalho de assessoria que a CDN está prestando na crise enfrentada pela companhia.

Após horas sem atualização, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) publicou uma nota lamentando o acidente. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria da empresa. Na madrugada desta quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil também divulgou uma nota se solidarizando com os familiares das vítimas.

A primeira entrevista coletiva da TAM foi marcada para 11h e adiada para 14h30min, no Hotel Renaissance. "A assessoria da TAM já saiu pra falar com a gente e a empresa até marcou uma coletiva, mas o que a gente quer é um estudo preliminar do que aconteceu", explicou Bianca Vasconcelos, repórter do SBT.

A jornalista lembra ainda que "a situação é delicada", o que explicaria a demora na divulgação das informações. Em diversos momentos, a TAM já comunicou que a prioridade é a comunicação com os parentes das vítimas do acidente.

Desde às 4h em Gongonhas, Vanessa Di Sevo, da Rádio CBN, não tem o que criticar do trabalho da assessoria. "Eles estão por perto, têm boa vontade, quando não sabem uma informação procuram descobrir e nos passar. Seria um sonho chegar aqui depois de uma acidente como aquele e ter todos os dados. Mas tudo é assim mesmo, um quebra-cabeças".

Três pessoas estão respondendo pela assessoria da companhia de aviação na entrada do saguão de autoridades. Médicos legistas, policia, Corpo de Bombeiros e a Companhia de Engenharia de Tráfego, fora autoriades do governo, têm se mostrado atenciosas com a mídia.


Lista
Entre os passageiros, está o nome de Marcelo Marthe. Apesar da reportagem não conseguir obter informações sobre ele, o Comunique-se confirmou com a redação da Veja que não se trata do repórter do veículo que tem o mesmo nome. “Ele estava aqui ontem à noite”, afirmou um jornalista da publicação.

Simulações sobre o acidente preparadas pelo jornalista José Antônio Meira da Rocha podem ser vistas ao clicar nas imagens desta matéria. O site Jornalistas da Web preparou uma simulação através da ferramenta Google Maps, com a descrição da trajetória enquanto o G1 disponibilizou um infográfico.

Nos comentários das matérias do Comunique-se sobre o acidente diversos usuários reclamam da cobertura jornalística de algumas emissoras. A Rede Record produziu uma edição especial do Jornal da Record enquanto a rede Bandeirantes e Rede TV! entravam ao vivo no acidente. A TV Globo manteve sua programação normal com chamadas que entravam até o Jornal Nacional, que deu destaque ao acidente. O SBT manteve sua programação normal e abordou o assunto apenas no SBT Brasil assim como a TVJB fez com o Telejornal do Brasil.

Vôo JJ 3054: site da Infraero traz apenas notícias institucionais.




Da Redação




Mais de 12 horas após o maior acidente da aviação do País, o site da Infraero permanece desatualizado e sem nenhuma informação sobre a tragédia. Na manchete do site, apenas a matéria “Redirecionados Vôos do Santos Dumont para o Galeão”, publicada às 18h40 desta terça-feira, minutos antes da tragédia do Airbus A320 da Tam. O restante do conteúdo trata apenas de notícias institucionais de cunho positivo como inaugurações e os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

O site ainda traz em sua home notícias como “Aeroportos preparados para os Jogos Pan e Parapan-Americanos”, “Terminal de Exportação do Galeão comemora um mês de inauguração”, “Edifício-Garagem do Aeroporto de Congonhas conquista prêmio de arquitetura” e “Galeão homenageia atletas brasileiros em exposição de caricaturas”.

Esta nota foi fechada por volta de 10h30, quando nenhuma alteração foi feita. A disponibilização das notícias pode ser conferida clicando na imagem ao lado.

terça-feira, 17 de julho de 2007

RCTV volta ao ar




Da Redação



A Radio Caracas Televisión (RCTV) voltou ao ar nesta segunda-feira quase dois meses após ter seu sinal cortado pelo governo de Hugo Chávez. Com o nome RCTV Internacional, o canal voltou a transmitir via cabo e satélite por assinatura a partir das 6h (7h de Brasília) através de Directv, Inter, NET Uno e Planet Cable. “A RCTV foi fechada de forma injusta”, declarou Eladio Lares, diretor da empresa.

A nova programação prevê o retorno do telejornal “O Observador”, às 9h (hora local), e uma edição especial do programa "A Puerta Cerrada", em homenagem à Globovisión. O dia começa com a exibição de uma versão do Hino Nacional cantada pelos funcionários da emissora, e com o programa de entrevistas do jornalista Miguel Ángel Rodríguez, que chegou a ser acusado por autoridades venezuelanas de ser um agente da CIA na Venezuela.

“Os trabalhadores do canal nos contarão suas histórias durante o fechamento em ‘dias de silêncio’”, explica o site da empresa, fazendo referência a um especial sobre o período em que a emissora esteve fora do ar, transmitindo seus programas em praça pública e pelo site de compartilhamento de vídeos YouTube. Marcel Granier, presidente da RCTV, reiterou que a nova transmissão não significa que a empresa desistirá da disputa legal para obter novamente o sinal de TV aberta.

TVes
O sinal da RCTV foi substituído pela nova TV estatal TVes, promovida pelo governo venezuelano como “a primeira televisão pública da Venezuela”, e estreando também com uma versão do hino nacional. A RCTV contava com 80% da preferência do público quando saiu do ar e deixará de receber um percentual igual em seu faturamento, de acordo com Julián Isaac, vice-presidente de Comercialização da emissora.

No domingo, um grupo de universitários fez uma manifestação exigindo a libertação de quatro colegas, presos após distribuírem panfletos em defesa da liberdade de expressão. Mónica Fernandez, advogada da ONG Foro Penal Venezuelano, informou que os jovens "não foram maltratados", mas disse desconhecer o motivo de sua prisão.

(*) Com informações da Agência Efe, O Globo e El Nacional.

sábado, 14 de julho de 2007

Justiça Federal: operar rádio comunitária não é crime.
















O funcionamento de rádios comunitárias sem autorização não é crime, segundo entendimento de uma decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais, esta semana, em São Paulo. Por dois votos a um, os juízes decidiram que a operação da Rádio Comunitária Dimensão e da Rádio Heliópolis, “embora possa ser considerado ilícito administrativo, não configura crime”.

A pena máxima, em caso de crime, poderia chegar a dois anos de reclusão para o responsável pela rádio, além de apreensão do equipamento. Como ilícito administrativo, a rádio deve apenas pagar uma multa.

O Ministério Público Federal (MPF) acusava os responsáveis pela Rádio Dimensão, Daniel Almeida dos Santos Melo, e pela Rádio Heliópolis, João Miranda. Segundo o MPF, eles teriam infringido o Código de Telecomunicação, que considera crime a operação sem autorização do Estado. No entanto, os juízes entenderam que as rádios não se enquadram na lei. Isso porque, em 1995, a Emenda Constitucional nº 8 separou a radiodifusão da telefonia.

Com base na decisão, o Escritório Modelo da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que defende a Rádio Dimensão, pretende entrar com novas ações. "Na nossa interpretação, com essa decisão, as operações envolvendo rádios não podem ser feita pela Polícia Federal, por não ser crime", avalia a advogada Ana Cláudia Vazzoler. A advogada também pretende pedir a liberação dos equipamentos da Rádio Heliópolis, retidos pela Polícia Federal.

O Escritório Modelo representa 70 rádios comunitárias em São Paulo. Segundo a advogada, essa foi a primeira decisão com esse tipo de entendimento na Justiça Federal.

Comitê organizador do PAN do Brasil dificulta participação dos jornalistas na eleição da FENAJ.

Os colegas que trabalham na cobertura do PAN correm o risco de não conseguir votar na eleição da FENAJ. A entidade acusa o Comitê organizador do PAN do Brasil de dificultar a participação dos jornalistas. Veja abaixo, nota de protesto emitida hoje (13) pela Federação:






A Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ - torna público seu protesto aos organizadores dos Jogos Panamericanos por sua demonstração de desrespeito à organização sindical dos jornalistas, não permitindo que seja instalada uma urna coletora de votos das eleições para a Federação no Comitê de Imprensa do PAN, no Rio de Janeiro.

Os esforços para viabilizar a participação dos jornalistas nas eleições da FENAJ, que ocorrem de 16 a 18 de julho, foram vários.

Estiveram envolvidos a Executiva da Federação, seu presidente, a Comissão Eleitoral Nacional, o Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro e a Comissão Eleitoral local. Por várias semanas foram feitos contatos com a Comissão Organizadora do PAN, sua assessoria de imprensa e o Ministério do Esporte.

Infelizmente, profissionais dos mais diversos veículos e de todos os estados do Brasil, que estarão diariamente envolvidos na cobertura dos Jogos Panamericanos, cumprindo suas funções para levar à sociedade informações com qualidade, terão dificuldades - grande parte deles ficará praticamente impedida - de participar do processo eleitoral de sua entidade nacional representativa.

Já é histórica a participação e envolvimento dos jornalistas neste processo, especialmente porque a FENAJ foi a primeira e continua a ser uma das poucas federações de trabalhadores a realizar eleições diretas, mobilizando a categoria em todo o país.

A postura da Comissão Organizadora do PAN despreza princípios básicos da democracia, como o respeito à organização sindical de uma categoria de trabalhadores, ao dificultar a possibilidade dos jornalistas elegerem a futura direção da FENAJ. E deixará uma marca negativa, na memória dos jornalistas brasileiros, do PAN do Brasil de 2007.

Por isso, apelamos às autoridades e instituições envolvidas com a realização do PAN que revejam sua decisão, facilitando aos jornalistas a participação neste importante momento de sua organização enquanto categoria profissional.

quarta-feira, 11 de julho de 2007


Laptops de até R$ 2 mil dão conta do recado.



G1 testou três modelos vendidos no Brasil que custam até R$ 2 mil.
Laptops servem para funções básicas, mas engasgam nas multitarefas







O notebook deixou de ser um privilégio. Graças à queda do dólar e aos programas federais de incentivo fiscal à fabricação de computadores populares, não é preciso mais desembolsar uma fortuna para ter um PC móvel. Para ajudar aqueles interessados nos portáteis considerados populares, o G1 testou três notebooks que custam menos de R$ 2 mil. Veja tabela comparativa desses produtos.

Participaram desse teste o Compaq Presario V6210BR, o Mirax MS-4200 e o Positivo Mobile V43. As fabricantes Acer, Dell e Itautec também têm modelos nesta faixa de preço, mas não emprestaram os equipamentos para participar do teste do G1.

Com os modelos testados pelo G1, os usuários podem realizar tarefas básicas, como navegar na internet, assistir a vídeos, ver fotos, ouvir música, trocar mensagens instantâneas e preparar textos, planilhas e apresentações. O problema das máquinas aparece quando elas tentam realizar algumas dessas tarefas simultaneamente.



Desempenho
Os processadores dos três notebooks têm velocidade aproximada. Foi possível utilizar tranqüilamente o Google Earth, programa que mostra mapas e exige potência moderada da máquina.

O problema é tentar fazer várias atividades simultaneamente. Os três modelos engasgam quando muitos aplicativos são abertos ao mesmo tempo. Isso se deve principalmente à combinação de pouca memória RAM com o sistema operacional instalados nas máquinas.

Mas saiba que fazer o upgrade de memória RAM não é caro. Um módulo de memória de 512 MB custa entre R$ 100 e R$ 200.

Sistema operacional
A quantidade mínima de memória RAM necessária para o computador rodar bem vai variar principalmente conforme a versão do sistema operacional utilizado.

Com apenas 256 MB de RAM, o Compaq vem com Linux (distribuição Mandriva) – na configuração padrão, ele consegue rodar bem nesta máquina. Mas se você quiser trocar o sistema operacional para o Windows XP, por exemplo, terá de comprar mais memória RAM.

Para quem não está acostumado com o Linux, a adaptação pode ser complicada. No teste houve dificuldades, como a configuração da conexão de internet de banda larga e a instalação de novos programas. Uma boa alternativa gratuita pode ser o Ubuntu, mais amigável (leia mais sobre Linux). Se preferir o Windows, terá de desembolsar no mínimo R$ 150.

O Positivo tem 512 MB de RAM e utiliza o Windows Vista Starter, uma versão do novo sistema da Microsoft que limita a utilização de diversos aplicativos simultaneamente. No teste do G1, o notebook começou a engasgar quando havia mais de três janelas do navegador abertas, o mensageiro instantâneo e o tocador de DVD.

Com 512 MB de RAM e o Windows XP Home, o Mirax tem a combinação que possibilita o melhor desempenho. O XP não é a versão mais nova do Windows, mas isso ainda não traz problemas.

Design
Os notebooks testados não são muito leves, mas estão longe de ser um trambolho. O Positivo (2,4 quilos) e o Mirax (2,6 quilos) podem ser carregados na pasta ou mochila. O Compaq é um pouco mais pesado (3,1 quilos) e maior que os concorrentes. Mas isso se deve à dimensão da tela, de 15,4 polegadas -- o Positivo e o Mirax têm telas de 14 polegadas.

A combinação de tela e alto-falantes de qualidade faz do Compaq o melhor notebook do teste para assistir a vídeos. Os três portáteis vêm com gravador de CD e leitor de DVD. Nos testes, todos exibiram vídeos com fluidez.

O Mirax e o Positivo têm HD de 40 GB e o Compaq, de 60 GB. Não é pouco, mas se você começar a gravar muitas fotos, vídeos e músicas, esses discos rígidos ficam lotados em pouco tempo.


Bateria
Notebooks testados não são leves.
De cima para baixo, Mirax, Positivo e Compaq.
Uma das características mais importantes de um notebook é a autonomia da bateria. Porém, não espere muito dos modelos econômicos.

Em atividades intensas, como apresentação de vídeos com áudio em tela cheia, eles agüentaram cerca de 1h30, no máximo.

Os três notebooks testados apresentam suporte para conexão à internet discada (modem), banda larga com ou sem-fio (Wi-Fi). Para acessar a web, basta assinar um provedor.

Games
Se você é fã de games sofisticados, esqueça essas alternativas, pois as placas de vídeos dos equipamentos testados não dão conta de gráficos avançados. Quem trabalha com edição de imagens, sons e vídeos também deve passar longe dos notebooks mais baratos. E, se você quer um ultraportátil, saiba que irá pagar bem mais caro por ele (mais de R$ 6.000).

Se você tiver condições de investir mais dinheiro no seu notebook, pode valer a pena adquirir um modelo mais sofisticado e adiar o upgrade. Mas, se a grana estiver curta, não tenha receio de começar com um notebook "básico" que, como mostrou o teste, apresenta uma boa relação custo/benefício.

Fonte:G1

domingo, 8 de julho de 2007




ANTÓNIO OLIVEIRA E SILVA, Paris
CLAUDE PARIS-AP (imagem)





Nicolas Sarkozy é considerado pelos meios de comunicação social franceses e estrangeiros como alguém especialmente dotado para a comunicação e para o debate. E o peso que o recém-eleito presidente francês tem nos media está mesmo a preocupar jornalistas e organismos representativos da classe, como sindicatos e os Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A demonstração dos seus dotes com a comunicação não é de hoje. Em 1993, tentara negociar, então como presidente da Câmara Municipal da cidade de Neuilly-sur-Seine, com Eric Schmitt, o informático que mantinha reféns 21 crianças num jardim-de-infância daquela localidade.

Foi visto como a voz dos franceses em fúria pelas inúmeras vezes em que disse o que pensava a câmaras de televisão, sem complexos. Incendiou literalmente o debate político e social no Hexágono, em 2006, quando era ministro do Interior, ao explicar a uma senhora que a livraria de toda a escumalha (em francês, racaille) que a incomodava.

Polémico incontornável, Nicolas Sarkozy bateu recordes de audiência em entrevistas concedidas em programas de televisão para os canais TF1 e France 2, superando em ambas as vezes os sete milhões de telespectadores, segundo o Le Monde.

A relação entre Sarkozy como Chefe de Estado e os grandes grupos de comunicação franceses começa definitivamente a preocupar organismos como os RSF, que não se coíbe de lançar alertas.

Em 2005, O jornalista Alain Genestar foi afastado da direcção da revista Paris-Match, propriedade grupo Lagardère, depois da publicação de uma fotografia de Cecilia Sarkozy (mulher do presidente) com um então seu companheiro sentimental.

O director geral e accionista maioritário do grupo, Arnaud Lagardère, é amigo pessoal do Presidente.

Acusações ao poder

Um episódio de auto-censura aconteceu posteriormente, durante as presidenciais deste ano. Jacques Espérandieu, director da redacção do Journal du Dimanche, outra publicação do referido grupo, teria reconhecido perante a France Press ter recebido "chamadas da parte de pessoas insistindo na não publicação dos documentos que comprovavam que Cécilia Sarkozy não teria ido votar, por se tratar de assuntos da vida privada".

Ambos os episódios são descritos num comunicado dos Repórteres Sem Fronteiras de Maio deste ano, onde organização apela à vigilância para o mandato de Nicolas Sarkozy na Presidência e alerta para eventuais atentados contra a liberdade de expressão.

Um artigo encontrado na versão digital do diário Libération a propósito do referido affair faz eco das preocupações dos principais sindicatos de jornalistas franceses, que têm denunciado o poder instalado de ter "decidido passar a pente fino as redacções de certas publicações e que consideram tal situação chocante".

Um caso mais recente, mas igualmente suspeito, constitui a nomeação de Laurent Solly, de 36 anos e antigo director de campanha adjunto de Nicolas Sarkozy, como presidente do canal de televisão privado TF1, o primeiro em termos de audiência.

A oposição socialista veio de imediato a terreiro denunciar a situação, classificando-a de "completamente indecente".

Uma jornalista da revista Marianne, conhecida por pelo seu papel de contestatária do poder, assinou um artigo no início deste ano, onde confirma a habilidade do então ministro do governo de Chirac em exercer a sua influência perante os principais grupos de comunicação franceses, grupos publicitários incluídos.|

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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