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domingo, 29 de julho de 2007

Sindicato de Sergipe faz cadastramento para Condomínio.





O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe formalizou um pedido de construção de um condomínio especial para os jornalistas do Estado, na superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF). "A idéia principal é atingir prioritariamente aos profissionais que ainda não possuem a sua casa própria, mas outros podem também ser atendidos", afimrou a entidade.

Cadastramento

O Sindicato está cadastrando os jornalistas interessados. “O condomínio só vai sair se tivermos uma boa adesão. Também solicitamos à Caixa um financiamento para aquisição da sede própria da entidade”, disse José Cristian Góes, presidente do Sindicato.

No formulário a ser preenchido pelos jornalistas sindicalizados e em dia com a entidade, os interessados dirão se preferem um condomínio de casas, apartamento e o tamanho das moradias. Os profissionais deverão também apontar locais para a construção do condomínio.

É preciso ainda informar renda média pessoal e familiar, qual o contrato de trabalho que possui, se tem algum outro financiamento imobiliário. “Tudo isso vai ser levando em conta para definir o tamanho, o local, o valor da prestação, tempo de pagamento. Também não sabemos ainda se o condomínio vai ser via Programa de Arrendamento Residencial (PAR) ou uma espécie de cooperativa”, informa Cristian Góes.

A data-limite para o preenchimento do formulário e sua entrega no Sindicato é 15 de agosto de 2007. Os formulários já estão disponíveis na sede da entidade.

Fonte: Sindicato Sergipe

Tribuna: ex-governador condenado a pagar indenizações.


(A Tribuna de Alagoas surgiu em 1979. O projeto do periódico foi de Paulo César Farias, ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O jornal passou por diversas crises ao longo de sua história. Antes da inauguração, PC Farias apareceu morto.

Hoje, a Tribuna de Alagoas pertence ao Banco do Nordeste. O seu funcionamento ocorre através de franquia. Atualmente, está sob comando da família de Ronaldo Lessa.)


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O ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e o empresário Bob Lyra (Robert Carlos Lyra) foram condenados, em sentença proferida pelo o juiz da 1ª Vara da Justiça do Trabalho, Gustavo Tenório Cavalcante, a pagar todos os salários atrasados e verbas rescisórias de um jornalista da Tribuna de Alagoas.

A sentença determina que Lyra, Lessa e a uma empresa criada para administrar a Tribuna de Alagoas – paguem os salários atrasados e a indenização do jornalista com multa. O valor total é de R$ 72,9 mil, fora o desembolso com honorários advocatícios, Imposto de Renda e contribuições previdenciárias, superando R$ 86 mil.

“Bob Lyra e Ronaldo Lessa foram pegos pela Justiça do Trabalho graças à boa fundamentação e aos elementos de prova juntados pelo Sindicato dos Jornalistas ao processo. Com um trabalho minucioso de investigação, a entidade conseguiu ter acesso a um contrato de gaveta onde a família de Paulo César Farias transferia a Tribuna de Alagoas para “testas de ferro” de Lessa e Lyra”, afirmou a direção do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindijornal).

Documentos descobertos pelo Sindjornal e anexados à reclamação trabalhista, através do seu departamento jurídico, alicerçaram a tese de que Bob Lyra e Ronaldo Lessa mantinham poder de mando na Tribuna.

O presidente do Sindjornal, Carlos Roberto Pereira, destacou o espírito de luta e de resistência demonstrado pelos trabalhadores da Tribuna. Desde janeiro deste ano, os trabalhadores estão sem salários e indenizações. Eles ocuparam a sede da empresa e o jornal voltou a circular através da cooperativa criada pelos jornalistas e gráficos, que aguardam a primeira cota de participação nos lucros.

O empresário Bob Lyra e o ex-governador Ronaldo Lessa, podem recorrer da sentença proferida na primeira instância ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e caso não obtenham êxito, ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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Veja abaixo a íntegra da sentença:

Processo nº 00641-2007-001-19-00-1-025


Posto isto, julgo IMPROCEDENTES os pedidos da reclamação trabalhista contra os litisconsortes VORNEI MENDES, GRÁFICA E EDITORA TRIBUNA S/A e GERALDO LESSA SANTOS e julgo PROCEDENTES EM PARTE os pedidos da mesma reclamação trabalhista, para, observada a prescrição qüinqüenal, exceto em relação ao FGTS com 40%, condenar a reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente os litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS a pagar ao reclamante R$ 72.926,06, valor atualizado até 31/07/2007, referente às verbas deferidas na fundamentação.

Condeno ainda a reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente os litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS a pagar R$ 10.938,91 de honorários advocatícios em favor do sindicato/assistente e R$ 3.026,98 de contribuições previdenciárias parte do empregador. Custas de R$ 1.458,52 pela reclamada ETN - EDITORA TRIBUNA DE NOTÍCIAS LTDA. e solidariamente pelos litisconsortes ROBERT CARLOS LYRA e RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS, calculadas sobre R$ 72.926,06, valor da condenação.

Juros e correção monetária na forma da lei, sendo o termo inicial desta última o mês seguinte ao da prestação de serviço (Súmula 381/TST). Imposto de Renda e INSS na forma da fundamentação. Intimem-se as partes. E para constar, foi lavrada a presente ata, que vai assinada na forma da lei.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Alagoas

No Brasil a censura é maior do que sob o comunismo soviético.






A mídia brasileira virou um caso de psiquiatria. O Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988, o suiço Heinz Von Achlochstrecherstein, tirou uns dias de férias no Rio de Janeiro. Em entrevista ao jornalista Fernando Carvalho, da Agência EFE, ele afirmou que a censura no Brasil é muito mais forte do que sob o comunismo soviético, pois segundo ele, as chefias de redação usam métodos empresariais para exercer a censura, que são muito mais eficientes do que os velhos censores estatizados e burocráticos.

Espirrou? Culpa do LULA!

O famoso psiquiatra fez uma análise da mídia brasileira: "Toda a obsessão é um mal da mente. Nesta nova viagem que faço ao Brasil encontro os jornais brasileiros ou melhor, seus chefes de redação, acometidos de uma moléstia mental coletiva que beira a obsessão. Tudo, absolutamente tudo, para eles é culpa do presidente do país", afirmou

Para o psiquiatra, autor de vários best-sellers como "Eu quero que o mundo seja assim" e "Nicolau, agora pára com isso e larga do meu pé", "a obsessão por culpar o presidente por tudo expõe esses jornalistas ao ridículo".

Ranhuras Indispensáveis

"Depois de passar três dias inteiros, de manhã à noite, culpando o governo pela falta de umas ranhuras que só cinco pistas de aeroporto possuem em todo o país, a mídia, em vez de fazer auto-crítica quando o vice-presidente técnico da TAM revelou que o avião estava com o reverso desligado no momento do pouso, sai como louca em busca de uma nova imagem sensacionalista para desviar a atenção do público para a mentira que repetiu setenta e duas horas seguidas, sem descanso, sobre as tais "ranhuras indispensáveis", afirmou o Prêmio Nobel de Psiquiatria de 1988.

"Podia ser o Lula tirando meleca. Podia ser Dona Marisa, limpando o sapato depois de pisar em cocô de um dos cachorrinhos do presidente. Podia ser qualquer coisa, contanto que desviasse a atenção. Quis o destino que fosse o tal assessor, fazendo "top-top" atrás da cortina do seu escritório...", afirmou Von Achlochstrecherstein.

Quem acredita?

"Sinceramente, eu gostaria de perguntar aos "barões da mídia" e seus cúmplices: quem vocês acham que ainda acredita em vocês? Vocês não têm medo de perder completamente o que lhes restou de credibilidade?", cutucou o psiquiatra suiço.

"Esse caso parece a versão do capitalismo que nos irradiava dia e noite a televisão da ex-RDA ( Alemanha Oriental) . Tudo para eles era culpa do capitalismo!", comparou.

"Mandar cinegrafistas ficar nas janelas do Palácio do Planalto filmando as janelas dos escritórios para pegar alguém coçando prurido anal, o buraco do nariz ou da orelha é uma atitude que denota absoluta falta de controle emocional e uma obsessão que pode ser contagiosa", alertou Heinz Von Achlochstrecherstein.

Receita

"Em vez de obsessão por Lula, esses jornalistas deveriam transformar toda essa energia em obsessão saudável pelo sexo oposto, como essa que me faz correr 45 minutos todos os dias e ainda dar conta da Licimara, que vive comigo em Berlin há quase cinco anos... Todos os dias!", receitou.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Em carta, mãe de vítima critica governo após o acidente.



















Mãe de jovem morto no vôo 3054 escreve carta pública ao governo Lula e ao País


SÃO PAULO - "Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer", afirma a mãe de uma das vítimas do vôo 3054 da TAM, em carta destinada aos governantes e ao País. Adi Maria Vasconcellos Soares, mãe de Luís Fernando Soares Zacchini, uma das 187 pessoas que estava no Airbus que se chocou com o prédio da TAM Express na última terça-feira, 17/07/2007.

Íntegra da carta:
CARTA DE UMA MÃE:

Aos governantes e à família brasileira,

Perdi o meu único filho.

Ninguém, a não ser outra mãe que tenha passado por semelhante tragédia, pode ter experimentado dor maior.

Mesmo sem ter sido dada qualquer publicidade à missa que ontem oferecemos à alma de meu filho, Luís Fernando Soares Zacchini, mais de cem pessoas compareceram. Em todos os olhos havia lágrimas. Lágrimas sinceras de dor, de saudade, de empatia. Meus olhos refletiam todos os prantos derramados por ele, por mim, por seu filhinho, por sua esposa, por todos parentes e amigos. Por todos os sacrificados na catástrofe do Aeroporto de Congonhas.

Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer. Sabia que os vôos neste país não oferecem segurança no céu e na terra. Que no Brasil a voracidade de vender bilhetes aéreos superou o respeito à vida humana. A culpa é lançada sobre um número insuficiente de mal remunerados operadores aéreos ou sobre as condições das turbinas dos aviões. Um Governo alheio a vaias é responsável pelo desmonte de uma das mais respeitáveis e confiáveis empresas aéreas do mundo, a VARIG, em benefício da TAM, desde então, a principal provedora de bilhetes pagos pelo Governo. Que a opinião pública é desviada para supostos erros de bodes expiatórios, permitindo aos ambíguos incompetentes que nos governam continuarem sua ação impune. Que nossos aeroportos não têm condições de atender à crescente demanda de vôos cujo preço é o mais caro do mundo. Quando os usuário aguardam uma explicação, à falta de respeito ao cidadão juntam-se o escárnio e a cruel vulgaridade de uma ministra recomendando aos viajantes prejudicados que relaxem e gozem. Assuntos de alcova não condizentes com a reta postura moral e respeito exigidos no exercício de cargos públicos. Assessores do presidente deste país eximem-se da responsabilidade e do compromisso com a segurança de nosso povo exibindo gestos pornográficos. Gestos mais apropriados a bordéis do que a gabinetes presidenciais. Ao invés de se arrependerem de uma conduta chula, incompatível com a dignidade de um povo doce e amável como o brasileiro, ainda alardeiam indignação, único sentimento ao alcance dos indignos. Aqueles que deveriam comandar a responsabilidade pelo tráfego aéreo no Brasil nada fazem exceto conchavos. Aceitam as vantagens de um cargo sem sequer diferenciarem caixa preta de sucata. Tanto que oneraram e humilharam o país ao levar o material errado para ser examinado em Washington. Essas são as mesmas autoridades agraciadas com louvor e condecorações do Governo em nome do povo brasileiro, enquanto toda a nação, no auge de sofrimento, chorava a perda de seus filhos.

Tudo isto eu sabia. A mim, bastava-me minha dor, bastava meu pranto, bastava o sofrimento dos que me amam, dos que amaram meu filho. Nenhum choro ou lamento iria aumentar ou minorar tanta tristeza. Dores iguais ou maiores que a minha, de outras mães, dos pais, filhos e amigos dos mortos necessitam de consolo. A solidariedade e amor ao próximo obrigam-nos a esquecer a própria dor.

Não pensei, contudo, que teria de passar por mais um insulto: ouvir a falsidade de um presidente, sob a forma de ensaiadas e demagógicas palavras de conforto. Um texto certamente encomendado a um hábil redator, dirigido mais à opinião pública do que a nossos corações, ao nosso luto, às nossas vítimas. Palavras que soaram tão falsas quanto a forçada e patética tentativa que demonstrou ao simular uma lágrima. Não, francamente eu não merecia ter de me submeter a mais essa provação nem necessitava presenciar a estúpida cena: ver o chefe da nação sofismar um sofrimento que não compartilhava conosco.

Senhores governantes: há dias vejo o mundo através de lágrimas amargas mas verdadeiras. Confundem-se com as lágrimas sinceras e puras de todos os corações amigos. Há dias, da forma mais dolorosa possível, aprendi o que é o verdadeiro amor. O amor humano, o Amor Divino. O amor é inefável, o amor é um sentimento despojado de interesse, não recorre a histriônicas atitudes políticas.
Não jorra das bocas, flui do coração!

E que Deus nos abençoe!


Adi Maria Vasconcellos Soares


Porto Alegre, 21 de julho de 2007.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

União tem 4.823 imóveis vagos


Agência Estado

Capital sem uso representa desperdício de ao menos R$ 2,6 bilhões.
Despesas de manutenção que chegam a R$ 250 mil por ano.


Como resultado de décadas de descaso, falhas administrativas e muita burocracia, o governo federal tem desperdiçado um patrimônio bilionário em imóveis.

De acordo com informações da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), encarregada de gerenciar esses terrenos e edificações, existem 4.823 imóveis vagos em poder do governo, espalhados por todo o país, um capital sem uso.

A maioria é de imóveis dominiais - uma categoria que inclui, por exemplo, terrenos de propriedade da Marinha. No total, o governo detém 534.764 imóveis dominiais, dos quais 4.252 estão vagos.

Entre os chamados imóveis de uso especial, cedidos a órgãos de governo para serem usados como parte de sua estrutura administrativa, 571 permanecem sem uso - de um total de 28.850.

PATRIMÔNIO DESPERDIÇADO:
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada apenas nos imóveis de uso especial indica que os 571 terrenos e edificações vagos representam, juntos, um patrimônio desperdiçado de R$ 2,6 bilhões.

Mesmo sem nenhuma serventia, causam despesas de manutenção que chegam a R$ 250 mil por ano, segundo informações do ministro Valmir Campelo, relator do processo no TCU.

Uma série de falhas em vistorias técnicas, que deveriam ser realizadas periodicamente nesses imóveis, foi detectada pela auditoria. Ela também apontou a dificuldade da SPU e das Gerências Regionais do Patrimônio da União (GRPUs) para conduzir esse trabalho de forma adequada.

sábado, 21 de julho de 2007

Professores derrubam mito do Português difícil



João Guimarães


Oração subordinada, metonímia, catacrese, zeugma. Esses termos e tantos outros presentes na gramática da Língua Portuguesa renderam ao idioma a fama de ser um dos mais difíceis de se aprender em todo o mundo. Para saber se a afirmação é verdadeira, o Diário consultou lingüistas de universidades do Estado. A resposta dos entrevistados foi uma só: isso não passa de mito.

O primeiro ponto é que não se pode fazer comparações entre diferentes idiomas. Cada língua possui uma complexidade própria. Se no Português o número de flexões é enorme, no Inglês os diferentes usos das preposições são de enlouquecer.

“Toda língua é suficiente para a comunicação da sua sociedade”, explica a lingüista Anna Christina Bentes, do Instituto de Estudos de Linguagem da Unicamp (Universidade de Campinas).

A sensação de facilidade que se tem ao aprender um segundo idioma é falsa. Para a doutora em lingüística e presidente do Conselho Geral de Pós-Graduação da PUC (Pontifícia Universidade Católica), Ana Maria Marques Cintra, a maioria das pessoas não aprende de verdade.

A principal razão para o surgimento do mito é a metodologia do ensino no Brasil. Os professores priorizam a gramática e se esquecem de trabalhar a linguagem. Isso acaba gerando um hábito nos alunos de apenas decorar as regras, ou seja, eles não aprendem. “Tem que ser o contrário, a teoria tem que ficar em segundo plano”, diz Ana Maria.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

TAM nega "blindagem da informação"




Tiago Cordeiro



Por meio de sua assessoria, a TAM negou qualquer “blindagem da informação” como alguns repórteres que cobriram ontem à noite o acidente chegaram a declarar na terça-feira (17/07) durante a cobertura da tragédia. “Colocamos boletins com informações disponíveis. Sempre que temos algo novo, estamos divulgando”.

A empresa disponibilizou um hotsite com os comunicados oficiais sobre o acidente. O último anúncio informa a lista dos 186 passageiros que estavam no avião. Na manhã desta quarta-feira, a descrição do atendimento à imprensa era que “o telefone está tocando sem parar”. O C-se não conseguiu detalhes sobre o trabalho de assessoria que a CDN está prestando na crise enfrentada pela companhia.

Após horas sem atualização, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) publicou uma nota lamentando o acidente. A reportagem não conseguiu falar com a assessoria da empresa. Na madrugada desta quarta-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil também divulgou uma nota se solidarizando com os familiares das vítimas.

A primeira entrevista coletiva da TAM foi marcada para 11h e adiada para 14h30min, no Hotel Renaissance. "A assessoria da TAM já saiu pra falar com a gente e a empresa até marcou uma coletiva, mas o que a gente quer é um estudo preliminar do que aconteceu", explicou Bianca Vasconcelos, repórter do SBT.

A jornalista lembra ainda que "a situação é delicada", o que explicaria a demora na divulgação das informações. Em diversos momentos, a TAM já comunicou que a prioridade é a comunicação com os parentes das vítimas do acidente.

Desde às 4h em Gongonhas, Vanessa Di Sevo, da Rádio CBN, não tem o que criticar do trabalho da assessoria. "Eles estão por perto, têm boa vontade, quando não sabem uma informação procuram descobrir e nos passar. Seria um sonho chegar aqui depois de uma acidente como aquele e ter todos os dados. Mas tudo é assim mesmo, um quebra-cabeças".

Três pessoas estão respondendo pela assessoria da companhia de aviação na entrada do saguão de autoridades. Médicos legistas, policia, Corpo de Bombeiros e a Companhia de Engenharia de Tráfego, fora autoriades do governo, têm se mostrado atenciosas com a mídia.


Lista
Entre os passageiros, está o nome de Marcelo Marthe. Apesar da reportagem não conseguir obter informações sobre ele, o Comunique-se confirmou com a redação da Veja que não se trata do repórter do veículo que tem o mesmo nome. “Ele estava aqui ontem à noite”, afirmou um jornalista da publicação.

Simulações sobre o acidente preparadas pelo jornalista José Antônio Meira da Rocha podem ser vistas ao clicar nas imagens desta matéria. O site Jornalistas da Web preparou uma simulação através da ferramenta Google Maps, com a descrição da trajetória enquanto o G1 disponibilizou um infográfico.

Nos comentários das matérias do Comunique-se sobre o acidente diversos usuários reclamam da cobertura jornalística de algumas emissoras. A Rede Record produziu uma edição especial do Jornal da Record enquanto a rede Bandeirantes e Rede TV! entravam ao vivo no acidente. A TV Globo manteve sua programação normal com chamadas que entravam até o Jornal Nacional, que deu destaque ao acidente. O SBT manteve sua programação normal e abordou o assunto apenas no SBT Brasil assim como a TVJB fez com o Telejornal do Brasil.

Vôo JJ 3054: site da Infraero traz apenas notícias institucionais.




Da Redação




Mais de 12 horas após o maior acidente da aviação do País, o site da Infraero permanece desatualizado e sem nenhuma informação sobre a tragédia. Na manchete do site, apenas a matéria “Redirecionados Vôos do Santos Dumont para o Galeão”, publicada às 18h40 desta terça-feira, minutos antes da tragédia do Airbus A320 da Tam. O restante do conteúdo trata apenas de notícias institucionais de cunho positivo como inaugurações e os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

O site ainda traz em sua home notícias como “Aeroportos preparados para os Jogos Pan e Parapan-Americanos”, “Terminal de Exportação do Galeão comemora um mês de inauguração”, “Edifício-Garagem do Aeroporto de Congonhas conquista prêmio de arquitetura” e “Galeão homenageia atletas brasileiros em exposição de caricaturas”.

Esta nota foi fechada por volta de 10h30, quando nenhuma alteração foi feita. A disponibilização das notícias pode ser conferida clicando na imagem ao lado.

terça-feira, 17 de julho de 2007

RCTV volta ao ar




Da Redação



A Radio Caracas Televisión (RCTV) voltou ao ar nesta segunda-feira quase dois meses após ter seu sinal cortado pelo governo de Hugo Chávez. Com o nome RCTV Internacional, o canal voltou a transmitir via cabo e satélite por assinatura a partir das 6h (7h de Brasília) através de Directv, Inter, NET Uno e Planet Cable. “A RCTV foi fechada de forma injusta”, declarou Eladio Lares, diretor da empresa.

A nova programação prevê o retorno do telejornal “O Observador”, às 9h (hora local), e uma edição especial do programa "A Puerta Cerrada", em homenagem à Globovisión. O dia começa com a exibição de uma versão do Hino Nacional cantada pelos funcionários da emissora, e com o programa de entrevistas do jornalista Miguel Ángel Rodríguez, que chegou a ser acusado por autoridades venezuelanas de ser um agente da CIA na Venezuela.

“Os trabalhadores do canal nos contarão suas histórias durante o fechamento em ‘dias de silêncio’”, explica o site da empresa, fazendo referência a um especial sobre o período em que a emissora esteve fora do ar, transmitindo seus programas em praça pública e pelo site de compartilhamento de vídeos YouTube. Marcel Granier, presidente da RCTV, reiterou que a nova transmissão não significa que a empresa desistirá da disputa legal para obter novamente o sinal de TV aberta.

TVes
O sinal da RCTV foi substituído pela nova TV estatal TVes, promovida pelo governo venezuelano como “a primeira televisão pública da Venezuela”, e estreando também com uma versão do hino nacional. A RCTV contava com 80% da preferência do público quando saiu do ar e deixará de receber um percentual igual em seu faturamento, de acordo com Julián Isaac, vice-presidente de Comercialização da emissora.

No domingo, um grupo de universitários fez uma manifestação exigindo a libertação de quatro colegas, presos após distribuírem panfletos em defesa da liberdade de expressão. Mónica Fernandez, advogada da ONG Foro Penal Venezuelano, informou que os jovens "não foram maltratados", mas disse desconhecer o motivo de sua prisão.

(*) Com informações da Agência Efe, O Globo e El Nacional.

sábado, 14 de julho de 2007

Justiça Federal: operar rádio comunitária não é crime.
















O funcionamento de rádios comunitárias sem autorização não é crime, segundo entendimento de uma decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais, esta semana, em São Paulo. Por dois votos a um, os juízes decidiram que a operação da Rádio Comunitária Dimensão e da Rádio Heliópolis, “embora possa ser considerado ilícito administrativo, não configura crime”.

A pena máxima, em caso de crime, poderia chegar a dois anos de reclusão para o responsável pela rádio, além de apreensão do equipamento. Como ilícito administrativo, a rádio deve apenas pagar uma multa.

O Ministério Público Federal (MPF) acusava os responsáveis pela Rádio Dimensão, Daniel Almeida dos Santos Melo, e pela Rádio Heliópolis, João Miranda. Segundo o MPF, eles teriam infringido o Código de Telecomunicação, que considera crime a operação sem autorização do Estado. No entanto, os juízes entenderam que as rádios não se enquadram na lei. Isso porque, em 1995, a Emenda Constitucional nº 8 separou a radiodifusão da telefonia.

Com base na decisão, o Escritório Modelo da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que defende a Rádio Dimensão, pretende entrar com novas ações. "Na nossa interpretação, com essa decisão, as operações envolvendo rádios não podem ser feita pela Polícia Federal, por não ser crime", avalia a advogada Ana Cláudia Vazzoler. A advogada também pretende pedir a liberação dos equipamentos da Rádio Heliópolis, retidos pela Polícia Federal.

O Escritório Modelo representa 70 rádios comunitárias em São Paulo. Segundo a advogada, essa foi a primeira decisão com esse tipo de entendimento na Justiça Federal.

Comitê organizador do PAN do Brasil dificulta participação dos jornalistas na eleição da FENAJ.

Os colegas que trabalham na cobertura do PAN correm o risco de não conseguir votar na eleição da FENAJ. A entidade acusa o Comitê organizador do PAN do Brasil de dificultar a participação dos jornalistas. Veja abaixo, nota de protesto emitida hoje (13) pela Federação:






A Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ - torna público seu protesto aos organizadores dos Jogos Panamericanos por sua demonstração de desrespeito à organização sindical dos jornalistas, não permitindo que seja instalada uma urna coletora de votos das eleições para a Federação no Comitê de Imprensa do PAN, no Rio de Janeiro.

Os esforços para viabilizar a participação dos jornalistas nas eleições da FENAJ, que ocorrem de 16 a 18 de julho, foram vários.

Estiveram envolvidos a Executiva da Federação, seu presidente, a Comissão Eleitoral Nacional, o Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro e a Comissão Eleitoral local. Por várias semanas foram feitos contatos com a Comissão Organizadora do PAN, sua assessoria de imprensa e o Ministério do Esporte.

Infelizmente, profissionais dos mais diversos veículos e de todos os estados do Brasil, que estarão diariamente envolvidos na cobertura dos Jogos Panamericanos, cumprindo suas funções para levar à sociedade informações com qualidade, terão dificuldades - grande parte deles ficará praticamente impedida - de participar do processo eleitoral de sua entidade nacional representativa.

Já é histórica a participação e envolvimento dos jornalistas neste processo, especialmente porque a FENAJ foi a primeira e continua a ser uma das poucas federações de trabalhadores a realizar eleições diretas, mobilizando a categoria em todo o país.

A postura da Comissão Organizadora do PAN despreza princípios básicos da democracia, como o respeito à organização sindical de uma categoria de trabalhadores, ao dificultar a possibilidade dos jornalistas elegerem a futura direção da FENAJ. E deixará uma marca negativa, na memória dos jornalistas brasileiros, do PAN do Brasil de 2007.

Por isso, apelamos às autoridades e instituições envolvidas com a realização do PAN que revejam sua decisão, facilitando aos jornalistas a participação neste importante momento de sua organização enquanto categoria profissional.

quarta-feira, 11 de julho de 2007


Laptops de até R$ 2 mil dão conta do recado.



G1 testou três modelos vendidos no Brasil que custam até R$ 2 mil.
Laptops servem para funções básicas, mas engasgam nas multitarefas







O notebook deixou de ser um privilégio. Graças à queda do dólar e aos programas federais de incentivo fiscal à fabricação de computadores populares, não é preciso mais desembolsar uma fortuna para ter um PC móvel. Para ajudar aqueles interessados nos portáteis considerados populares, o G1 testou três notebooks que custam menos de R$ 2 mil. Veja tabela comparativa desses produtos.

Participaram desse teste o Compaq Presario V6210BR, o Mirax MS-4200 e o Positivo Mobile V43. As fabricantes Acer, Dell e Itautec também têm modelos nesta faixa de preço, mas não emprestaram os equipamentos para participar do teste do G1.

Com os modelos testados pelo G1, os usuários podem realizar tarefas básicas, como navegar na internet, assistir a vídeos, ver fotos, ouvir música, trocar mensagens instantâneas e preparar textos, planilhas e apresentações. O problema das máquinas aparece quando elas tentam realizar algumas dessas tarefas simultaneamente.



Desempenho
Os processadores dos três notebooks têm velocidade aproximada. Foi possível utilizar tranqüilamente o Google Earth, programa que mostra mapas e exige potência moderada da máquina.

O problema é tentar fazer várias atividades simultaneamente. Os três modelos engasgam quando muitos aplicativos são abertos ao mesmo tempo. Isso se deve principalmente à combinação de pouca memória RAM com o sistema operacional instalados nas máquinas.

Mas saiba que fazer o upgrade de memória RAM não é caro. Um módulo de memória de 512 MB custa entre R$ 100 e R$ 200.

Sistema operacional
A quantidade mínima de memória RAM necessária para o computador rodar bem vai variar principalmente conforme a versão do sistema operacional utilizado.

Com apenas 256 MB de RAM, o Compaq vem com Linux (distribuição Mandriva) – na configuração padrão, ele consegue rodar bem nesta máquina. Mas se você quiser trocar o sistema operacional para o Windows XP, por exemplo, terá de comprar mais memória RAM.

Para quem não está acostumado com o Linux, a adaptação pode ser complicada. No teste houve dificuldades, como a configuração da conexão de internet de banda larga e a instalação de novos programas. Uma boa alternativa gratuita pode ser o Ubuntu, mais amigável (leia mais sobre Linux). Se preferir o Windows, terá de desembolsar no mínimo R$ 150.

O Positivo tem 512 MB de RAM e utiliza o Windows Vista Starter, uma versão do novo sistema da Microsoft que limita a utilização de diversos aplicativos simultaneamente. No teste do G1, o notebook começou a engasgar quando havia mais de três janelas do navegador abertas, o mensageiro instantâneo e o tocador de DVD.

Com 512 MB de RAM e o Windows XP Home, o Mirax tem a combinação que possibilita o melhor desempenho. O XP não é a versão mais nova do Windows, mas isso ainda não traz problemas.

Design
Os notebooks testados não são muito leves, mas estão longe de ser um trambolho. O Positivo (2,4 quilos) e o Mirax (2,6 quilos) podem ser carregados na pasta ou mochila. O Compaq é um pouco mais pesado (3,1 quilos) e maior que os concorrentes. Mas isso se deve à dimensão da tela, de 15,4 polegadas -- o Positivo e o Mirax têm telas de 14 polegadas.

A combinação de tela e alto-falantes de qualidade faz do Compaq o melhor notebook do teste para assistir a vídeos. Os três portáteis vêm com gravador de CD e leitor de DVD. Nos testes, todos exibiram vídeos com fluidez.

O Mirax e o Positivo têm HD de 40 GB e o Compaq, de 60 GB. Não é pouco, mas se você começar a gravar muitas fotos, vídeos e músicas, esses discos rígidos ficam lotados em pouco tempo.


Bateria
Notebooks testados não são leves.
De cima para baixo, Mirax, Positivo e Compaq.
Uma das características mais importantes de um notebook é a autonomia da bateria. Porém, não espere muito dos modelos econômicos.

Em atividades intensas, como apresentação de vídeos com áudio em tela cheia, eles agüentaram cerca de 1h30, no máximo.

Os três notebooks testados apresentam suporte para conexão à internet discada (modem), banda larga com ou sem-fio (Wi-Fi). Para acessar a web, basta assinar um provedor.

Games
Se você é fã de games sofisticados, esqueça essas alternativas, pois as placas de vídeos dos equipamentos testados não dão conta de gráficos avançados. Quem trabalha com edição de imagens, sons e vídeos também deve passar longe dos notebooks mais baratos. E, se você quer um ultraportátil, saiba que irá pagar bem mais caro por ele (mais de R$ 6.000).

Se você tiver condições de investir mais dinheiro no seu notebook, pode valer a pena adquirir um modelo mais sofisticado e adiar o upgrade. Mas, se a grana estiver curta, não tenha receio de começar com um notebook "básico" que, como mostrou o teste, apresenta uma boa relação custo/benefício.

Fonte:G1

domingo, 8 de julho de 2007




ANTÓNIO OLIVEIRA E SILVA, Paris
CLAUDE PARIS-AP (imagem)





Nicolas Sarkozy é considerado pelos meios de comunicação social franceses e estrangeiros como alguém especialmente dotado para a comunicação e para o debate. E o peso que o recém-eleito presidente francês tem nos media está mesmo a preocupar jornalistas e organismos representativos da classe, como sindicatos e os Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A demonstração dos seus dotes com a comunicação não é de hoje. Em 1993, tentara negociar, então como presidente da Câmara Municipal da cidade de Neuilly-sur-Seine, com Eric Schmitt, o informático que mantinha reféns 21 crianças num jardim-de-infância daquela localidade.

Foi visto como a voz dos franceses em fúria pelas inúmeras vezes em que disse o que pensava a câmaras de televisão, sem complexos. Incendiou literalmente o debate político e social no Hexágono, em 2006, quando era ministro do Interior, ao explicar a uma senhora que a livraria de toda a escumalha (em francês, racaille) que a incomodava.

Polémico incontornável, Nicolas Sarkozy bateu recordes de audiência em entrevistas concedidas em programas de televisão para os canais TF1 e France 2, superando em ambas as vezes os sete milhões de telespectadores, segundo o Le Monde.

A relação entre Sarkozy como Chefe de Estado e os grandes grupos de comunicação franceses começa definitivamente a preocupar organismos como os RSF, que não se coíbe de lançar alertas.

Em 2005, O jornalista Alain Genestar foi afastado da direcção da revista Paris-Match, propriedade grupo Lagardère, depois da publicação de uma fotografia de Cecilia Sarkozy (mulher do presidente) com um então seu companheiro sentimental.

O director geral e accionista maioritário do grupo, Arnaud Lagardère, é amigo pessoal do Presidente.

Acusações ao poder

Um episódio de auto-censura aconteceu posteriormente, durante as presidenciais deste ano. Jacques Espérandieu, director da redacção do Journal du Dimanche, outra publicação do referido grupo, teria reconhecido perante a France Press ter recebido "chamadas da parte de pessoas insistindo na não publicação dos documentos que comprovavam que Cécilia Sarkozy não teria ido votar, por se tratar de assuntos da vida privada".

Ambos os episódios são descritos num comunicado dos Repórteres Sem Fronteiras de Maio deste ano, onde organização apela à vigilância para o mandato de Nicolas Sarkozy na Presidência e alerta para eventuais atentados contra a liberdade de expressão.

Um artigo encontrado na versão digital do diário Libération a propósito do referido affair faz eco das preocupações dos principais sindicatos de jornalistas franceses, que têm denunciado o poder instalado de ter "decidido passar a pente fino as redacções de certas publicações e que consideram tal situação chocante".

Um caso mais recente, mas igualmente suspeito, constitui a nomeação de Laurent Solly, de 36 anos e antigo director de campanha adjunto de Nicolas Sarkozy, como presidente do canal de televisão privado TF1, o primeiro em termos de audiência.

A oposição socialista veio de imediato a terreiro denunciar a situação, classificando-a de "completamente indecente".

Uma jornalista da revista Marianne, conhecida por pelo seu papel de contestatária do poder, assinou um artigo no início deste ano, onde confirma a habilidade do então ministro do governo de Chirac em exercer a sua influência perante os principais grupos de comunicação franceses, grupos publicitários incluídos.|

quarta-feira, 4 de julho de 2007

TeleVISÃO: TV DIGITAL A GRANDE "ENGANAÇÃO" DA NAÇÃO.


A grande “enganação” da TV digital brasileira

Antonio Brasil (*)



Diz a lenda que Assis Chateaubriand, o todo-poderoso empresário brasileiro das comunicações, em visita aos EUA conheceu a televisão e resolveu implantar a novidade no Brasil. Como quase tudo em nosso país, não houve tempo ou interesse para maiores pesquisas, consultas à sociedade ou avaliação das conseqüências futuras.

Chatô acreditou no seu instinto, no seu “faro” para bons negócios e resolveu trazer a novíssima tecnologia. Foi somente mais uma de suas decisões solitárias, autoritárias e muito polêmicas.

Nos anos 50 ter uma televisão era o próximo passo natural para quem já possuía um império de comunicações com centenas de jornais, revistas, agências de notícias e rádios. Ele acreditava que estava simplesmente expandindo seus negócios e defendendo seus interesses.

O governo e a sociedade – indecisos e enfraquecidos após tantos anos de ditadura (Estado Novo) resolveram não interferir nas leis do mercado ou enfrentar os interesses do poderoso chefão. Para quem não sabe, Chatô foi tão ou mais poderoso do que seu sucessor nos negócios de comunicação no Brasil, o empresário Roberto Marinho. Assis Chateaubriand foi o nosso verdadeiro Cidadão Kane, o precursor do coronelismo eletrônico.

E os televisores?
Mas voltando à lenda, meio a toque de caixa, às pressas, foram adquiridos os sofisticados e caríssimos equipamentos necessários para a implantação da TV no Brasil. Após uma verdadeira maratona, um esforço extraordinário, estávamos prontos para sermos o quarto, repito, o quarto país do mundo a ter televisão.

Apesar das baixas taxas de industrialização, saúde ou participação democrática e apesar dos altíssimos índices de inflação, analfabetismo e desemprego, o Brasil surpreendia o mundo com inauguração pioneira da televisão. Nosso país não poderia ser jamais derrotado no campeonato mundial de novas e duvidosas tecnologias.

Tudo “quase” pronto para a histórica inauguração da TV brasileira e eis que alguém se aproxima de Chatô e pergunta: e os televisores? Onde estão os aparelhos para o público assistir a inauguração da TV no Brasil?

Corte para silêncio profundo e mal-estar geral. Ninguém havia se lembrado dos principais interessados: os telespectadores brasileiros. Eles não foram consultados sobre a implantação do novo meio e agora não foram sequer convidados para grande inauguração. A sociedade brasileira embarcava em mais uma grande aventura, mais um grande projeto de seus poderosos dirigentes ou empresários como mera coadjuvante.

A solução de última hora foi igualmente típica e emblemática. A implantação da TV no Brasil não podia atrasar. Para evitar os entraves da legalidade, a lentidão da burocracia estatal, quatrocentos televisores foram sutilmente “trazidos às pressas” ou “contrabandeados”. Os aparelhos foram espalhados em lugares públicos da cidade de São Paulo e a inauguração da TV brasileira aconteceu conforme os planos do nosso grande e poderoso empresário. Como dizem os franceses, “quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas”.


TV digital adiada
As lendas e mitos têm um certo fundo de verdade. Tentam nos explicar o que temos dificuldade de aceitar ou compreender. No caso da televisão, os fatos ou as “lendas” sobre a implantação da TV no Brasil podem nos ajudar a evitar os erros do passado. Quem sabe, dessa vez, cometemos erros novos.

Com tantas manchetes sobre apagões aéreos, violência urbana e denúncias de corrupção no congresso, parece que esquecemos a polêmica decisão do governo pela implantação apressada do Sistema Brasileiro de TV Digital.

Do Brasil de Chatô ao país do ministério dos radiodifusores, poucas coisas mudaram.

Em relação às promessas da TV digital brasileira, o noticiário recente confirma as piores expectativas:

TV digital brasileira poderá ser adiada, afirma coluna "Outro Canal"

“A inauguração da TV digital brasileira corre risco de atrasar, não cumprindo a previsão do governo federal de ser realizada no dia 2 de dezembro... atraso da produção de equipamentos de sintonia dos canais...Em abril deste ano, o próprio diretor-geral da TV Globo afirmou que o cronograma de implantação da TV digital feito pelo Ministério das Comunicações é "otimista demais".

Segundo o mesmo noticiário, “os protótipos ainda estão longe do ideal e deverão custar cerca de R$ 800 --muito acima dos US$ 100 previstos pelo Ministério da Comunicação”.

Mas o pior ainda está por vir. Agora, somos obrigados a “financiar” com recursos públicos (renúncia fiscal) a grande aventura da implantação da TV digital brasileiro pelos poderosos empresários do setor:

TV Digital: Governo zera imposto de importação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou nesta quarta-feira, 27, a redução de 12% para zero da alíquota do Imposto de Importação para equipamentos de transmissão digital que não sejam produzidos no Brasil.

Os pleitos para importação de equipamentos para transmissão digital, segundo o ministério, são da ordem de US$ 40,8 milhões.

Igual à analógica
Mas se você ainda tem dúvidas sobre essa “arapuca” que se tornou processo de implantação da TV digital brasileira recomendo a leitura do excelente artigo de Diogo Moysés do Observatório de Direito à Comunicação:

TV Digital: quem é que vai às compras?

Destaco os principais argumentos:

1. O tempo de transição da TV analógica para a digital será de 10 anos...já tem gente admitindo que o prazo não será cumprido.
2. As emissoras precisam trocar seu parque de transmissão analógico por um novo, digital... a TV brasileira não é o Jardim Botânico, dá para imaginar a dificuldade que será fazer isso no interior do Brasil.
3. A população não terá motivos para comprar o conversor. Ao contrário, terá motivos para não fazê-lo.
4. A TV digital brasileira não será interativa. A TV digital será exatamente igual à analógica: sem interatividade.
5. O padrão japonês (ISDB), uma das potencialidades anunciadas era justamente a multiprogramação... a grande possibilidade de democratizar o principal meio de comunicação do país e dar voz às tantas diversidades hoje ausentes da televisão... mantido o plano de canalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), nenhum outro programador poderá ocupar o espectro. Nem mesmo as emissoras do campo público, inclusa aí a futura rede pública de televisão.
6. Sem novos conteúdos, outra razão a menos para ir às compras.
7. A maioria absoluta da população não comprará um televisor de alta definição (capaz de mostrar a melhoria substancial na qualidade de imagem), pelo simples fato de que ele (o televisor de alta definição) é caro demais...
8. O fato de o governo estar disposto a voltar atrás e permitir a instalação de mecanismos anti-cópia na televisão digital (bastou que o governo fosse pressionado pela indústria de Hollywood e pela Globo para recuar em sua intenção original)....copiar conteúdos para consumo pessoal, com fins educativos e não-lucrativos - não poderá mais ser feito, assim como não poderá fazê-lo um professor que queira gravar um conteúdo para discussão em sala de aula.
9. Isso, é claro, a despeito do que diz a Constituição Federal. Se hoje é possível copiar os conteúdos para os fins que a lei permite e se não poderei fazer isso na TV digital, por que comprar um conversor?

O artigo de Diogo Moysés é leitura essencial para entender os riscos e custos de mais uma apressada, dispendiosa e polêmica aventura.

E os televisores? E o público? A história se repete. Assim como no passado, nos tempos do Chatô, a sociedade brasileira não foi convidada a participar da grande festa da implantação da TV digital brasileira. É refém de falsas promessas, negociações nebulosas e decisões autoritárias. Mas no final será certamente convidada... a pagar a conta.

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Trabalhou no escritório da TV Globo em Londres e foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. Autor de diversos livros, a destacar "Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica" e "O Poder das Imagens". É torcedor do Flamengo e não tem vergonha de dizer que adora televisão.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Ele é meu "Bebezinho".













Mistura de Cristado Chinês com Chihuahua, Elwood foi eleito o mais feio do mundo.
Campeão de feiúra ficou famoso nos EUA.

"Ele é meu bebezinho", diz Karen Quigley, dona de Elwood, eleito o cão mais feio do mundo.

Nascido do cruzamento de um Cristado Chinês com Chihuahua, muita gente diz que ele parece um macaco, tem nariz de porco ou que é um gato sem pêlos. Mas os donos garantem: o animal é dócil e extremamente simpático.

Para tristeza dos muitos fãs da mais nova celebridade do mundo animal, Elwood não deixará herdeiros. Ele foi castrado quando era muito pequeno. O cachorro nasceu branco, esmirrado, com dentes só na metade da boca.

Então, a língua escorregou e ficou para sempre do lado esquerdo. E, como ela balança, machuca o olho, que por via das dúvidas fica fechado. Ele cresceu e vieram as manchas pelo corpo. Ficou tão feio que a antiga dona decidiu entregá-lo para a carrocinha.

O marido de Karen soube que ele seria sacrificado e salvou a vida do pequeno. O campeão de feiúra integrou-se perfeitamente à família. Agora, entrou na moda. Saiu na capa de jornais americanos e fará uma pequena turnê pelos EUA.

A dona ainda escreverá um livro sobre ele. Nele, contará todo o drama do bicho e também parte de sua vida. Antes de Elwood, ou E.T. ou Yoda, como foi apelidado, ela cuidou por 18 anos de um cachorro cego.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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