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quarta-feira, 11 de julho de 2007


Laptops de até R$ 2 mil dão conta do recado.



G1 testou três modelos vendidos no Brasil que custam até R$ 2 mil.
Laptops servem para funções básicas, mas engasgam nas multitarefas







O notebook deixou de ser um privilégio. Graças à queda do dólar e aos programas federais de incentivo fiscal à fabricação de computadores populares, não é preciso mais desembolsar uma fortuna para ter um PC móvel. Para ajudar aqueles interessados nos portáteis considerados populares, o G1 testou três notebooks que custam menos de R$ 2 mil. Veja tabela comparativa desses produtos.

Participaram desse teste o Compaq Presario V6210BR, o Mirax MS-4200 e o Positivo Mobile V43. As fabricantes Acer, Dell e Itautec também têm modelos nesta faixa de preço, mas não emprestaram os equipamentos para participar do teste do G1.

Com os modelos testados pelo G1, os usuários podem realizar tarefas básicas, como navegar na internet, assistir a vídeos, ver fotos, ouvir música, trocar mensagens instantâneas e preparar textos, planilhas e apresentações. O problema das máquinas aparece quando elas tentam realizar algumas dessas tarefas simultaneamente.



Desempenho
Os processadores dos três notebooks têm velocidade aproximada. Foi possível utilizar tranqüilamente o Google Earth, programa que mostra mapas e exige potência moderada da máquina.

O problema é tentar fazer várias atividades simultaneamente. Os três modelos engasgam quando muitos aplicativos são abertos ao mesmo tempo. Isso se deve principalmente à combinação de pouca memória RAM com o sistema operacional instalados nas máquinas.

Mas saiba que fazer o upgrade de memória RAM não é caro. Um módulo de memória de 512 MB custa entre R$ 100 e R$ 200.

Sistema operacional
A quantidade mínima de memória RAM necessária para o computador rodar bem vai variar principalmente conforme a versão do sistema operacional utilizado.

Com apenas 256 MB de RAM, o Compaq vem com Linux (distribuição Mandriva) – na configuração padrão, ele consegue rodar bem nesta máquina. Mas se você quiser trocar o sistema operacional para o Windows XP, por exemplo, terá de comprar mais memória RAM.

Para quem não está acostumado com o Linux, a adaptação pode ser complicada. No teste houve dificuldades, como a configuração da conexão de internet de banda larga e a instalação de novos programas. Uma boa alternativa gratuita pode ser o Ubuntu, mais amigável (leia mais sobre Linux). Se preferir o Windows, terá de desembolsar no mínimo R$ 150.

O Positivo tem 512 MB de RAM e utiliza o Windows Vista Starter, uma versão do novo sistema da Microsoft que limita a utilização de diversos aplicativos simultaneamente. No teste do G1, o notebook começou a engasgar quando havia mais de três janelas do navegador abertas, o mensageiro instantâneo e o tocador de DVD.

Com 512 MB de RAM e o Windows XP Home, o Mirax tem a combinação que possibilita o melhor desempenho. O XP não é a versão mais nova do Windows, mas isso ainda não traz problemas.

Design
Os notebooks testados não são muito leves, mas estão longe de ser um trambolho. O Positivo (2,4 quilos) e o Mirax (2,6 quilos) podem ser carregados na pasta ou mochila. O Compaq é um pouco mais pesado (3,1 quilos) e maior que os concorrentes. Mas isso se deve à dimensão da tela, de 15,4 polegadas -- o Positivo e o Mirax têm telas de 14 polegadas.

A combinação de tela e alto-falantes de qualidade faz do Compaq o melhor notebook do teste para assistir a vídeos. Os três portáteis vêm com gravador de CD e leitor de DVD. Nos testes, todos exibiram vídeos com fluidez.

O Mirax e o Positivo têm HD de 40 GB e o Compaq, de 60 GB. Não é pouco, mas se você começar a gravar muitas fotos, vídeos e músicas, esses discos rígidos ficam lotados em pouco tempo.


Bateria
Notebooks testados não são leves.
De cima para baixo, Mirax, Positivo e Compaq.
Uma das características mais importantes de um notebook é a autonomia da bateria. Porém, não espere muito dos modelos econômicos.

Em atividades intensas, como apresentação de vídeos com áudio em tela cheia, eles agüentaram cerca de 1h30, no máximo.

Os três notebooks testados apresentam suporte para conexão à internet discada (modem), banda larga com ou sem-fio (Wi-Fi). Para acessar a web, basta assinar um provedor.

Games
Se você é fã de games sofisticados, esqueça essas alternativas, pois as placas de vídeos dos equipamentos testados não dão conta de gráficos avançados. Quem trabalha com edição de imagens, sons e vídeos também deve passar longe dos notebooks mais baratos. E, se você quer um ultraportátil, saiba que irá pagar bem mais caro por ele (mais de R$ 6.000).

Se você tiver condições de investir mais dinheiro no seu notebook, pode valer a pena adquirir um modelo mais sofisticado e adiar o upgrade. Mas, se a grana estiver curta, não tenha receio de começar com um notebook "básico" que, como mostrou o teste, apresenta uma boa relação custo/benefício.

Fonte:G1
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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