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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Jefferson deveria ser testemunha, diz defesa...




Luiz Francisco Barbosa disse que seu cliente fez 'assistência pública' para a acusação.
Ele pediu que a denúncia contra Jefferson seja considerada improcedente.

O advogado Luiz Francisco Barbosa, que defende o ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson, disse nesta quinta-feira (23) que seu cliente deveria figurar como testemunha no caso do mensalão, e não como acusado. "Ele é denunciante do mensalão. Não há parlamentar do partido que tenha sido indicado como partícipe do mensalão".

O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra 40 pessoas acusadas de participar do esquema. Caso a denúncia seja aceita, o STF abrirá uma ação penal para julgar os denunciados.

O ex-deputado Roberto Jefferson é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Ele era a mais valiosa testemunha de acusação que se possa ter nesse caso e, não obstante, aparece como denunciado", disse o advogado, que deixou claro não estar pedindo a rejeição da denúncia, mas a improcedência das acusações.

Barbosa disse que o caso é "atípico, anômalo e inusitado" pois figura, na opinião dele, uma "espécie de assistência pública da acusação feita pelo sr. Roberto Jefferson ao procurador da República".

O advogado afirmou que Roberto Jefferson não poderia ser acusado de corrupção passiva porque, segundo ele, o cargo de deputado não é função pública. Sobre a acusação de lavagem de dinheiro, Luiz Francisco Barbosa afirmou que não se sabia a origem do dinheiro que o PTB recebeu do PT, dinheiro que afirmou ser fruto de acordo partidário "amparado pela lei".

"Como cogitar, em junho de 2004, que o bravo Partido dos Trabalhadores, o imaculado Partido dos Trabalhadores, que aquele dinheiro poderia ter origem espúria, criminosa", argumentou.

Julgamento
Dezoito acusados no inquérito do mensalão apresentam nesta quinta-feira (23) suas defesas para o caso. Na quarta (22), 17 advogados de 22 acusados fizeram uso da palavra na tribuna da Corte para defender seus clientes.

Nesta quinta, a sessão será retomada às 10h, sendo que 15 advogados representarão os 18 suspeitos. A previsão é de que o julgamento seja interrompido às 18h, quando alguns ministros do STF que integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terão que deixar a Corte para participar da sessão no tribunal eleitoral.

Após os advogados apresentarem a defesa, o julgamento prossegue com o voto do relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa. A votação dos demais ministros vai determinar a abertura ou não de processo criminal contra os 40 suspeitos de participação no esquema de compra de votos de parlamentares.

O STF reservou suas sessões até sexta-feira (24) para o caso, mas a presidente do Supremo, Ellen Gracie, já disse que, se a questão não for resolvida nesta semana, haverá sessão especial na segunda-feira.

Denúncias
Na denúncia, o procurador-geral disse que o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino eram os líderes do esquema. “Não é possível imaginar que um esquema desse porte tenha existido sem o envolvimento de algum membro do governo e de integrantes do partido do governo.”

Para Souza, Genoino era a "principal face política" do esquema, ou seja, negociava os acordos com os partidos governistas, oferecendo "vantagem" em troca de apoio."Além do papel político indispensável pelo sucesso do esquema, Genoino tinha muita confiança em Marcos Valério."

Segundo a denúncia, Dirceu "homologava" todos os acordos negociados
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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