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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ALEX TESTONI - CLIENTELISMO, PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA E PROMOÇÃO PESSOAL.


Como se já não bastasse o clientelismo praticado pelo deputado Alex Testoni durante a aplicação de lama asfáltica no município de Ouro Preto do Oeste em novembro a dezembro de 2007, quando o mesmo bancou de seu próprio bolso, o valor de R$ 25.000,00, para o pagamento do caminhão usina que veio de Mato Grosso aplicar o material.

A cada dia Ouro Preto do Oeste presencia mais e mais abusos e manifestação de publicidade pessoal promovida pelo deputado e sua equipe de assessores como se ainda em campanha estivessem, talves seja mera inexperiência, ou até mesmo falta de conhecimento da legislação brasileira, o que complica cada vez mais a vida política do estreiante na vida pública.

No Carnaouro 2008, em Ouro Preto do Oeste, era comum ver o automóvel Fiat Mille, que é o veículo oficial do gabinete do deputado, desfilando pelas ruas do município divulgando de forma ensurdecedora a vinda da Banda Bahiana Tchaka Bum.
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Bom até ai pode se dzer que tudo bem, pois qualquer político pode prestar "apoio" aos eventos festivos e culturais, porém nesse caso a Banda em questão foi contratada pelos próprios filhos do deputado Alex Testoni que arrebanharam uma multidão na compra de Abadás vendidos a R$ 100,00, para uma apresentação no dia 02/02/2008, fato que não aconteceu, pois a Banda não compareceu, sendo que até as vésperas do show Ouro Preto do Oeste não constava no calendário de shows da banda, mas sim a cidade de Cacoal apenas.

Milhares de foliões de municípios vizinhos se viram prejudicados por que não tiveram como comparecer no dia da apresentação da banda, 48 horas após, mesmo por que não foi feita em tempo hábil a devida comunicação por parte da organização do evento que conseguiu contornar a situação remanejando a vinda da mesma para o dia 04/02 e desembolsando novamente mais R$ 25.000,00 para cumprir o pagamento do cachê para que a mesma se apresentasse, ainda assim a organização não cumpriu a promessa de desfilar pelas avenidas da cidade em cima do trio elétrico e tocou parada sem cumprir o devido acordo de isolamento dos foliões que desembolsaram R$ 100,00, ou seja quem não pagou também curtiu a Tchaka Bum sem a menor cerimônia usufruindo das mesmas regalias dos que portavam os abadás.
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Não satisfeitos, a brilhante equipe e o deputado agora promovem o lançamento da pré candidatura de seu irmão, o empresário Jacques Testoni, para concorrer a cadeira de prefeito do município através de propaganda política antecipada, associando o nome do empresário a todos os eventos festivos do município, desde a última Agri-Show Norte e principalmente no Latino Americano de Moto Cross, onde o nome do mesmo foi massiçamente pulverizado pelos microfones e um considerável numero de bonés contendo o nome do empresário foi despejado entre a multidão que compareceu ao evento, e que são utilizados propositalmente pelos funcionários do Gabinete Central do deputado e pelo próprio pré candidato em suas aparições públicas.
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Essa semana a farra se tornou ainda maior, pois espalham-se pela cidade diversas faixas de agradecimento e auto promoção do deputado em vias públicas e em colégios do estado, como se todos devessem reverênciar o legislador por toda sorte de coisas que existem no município.
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A ponto de, até mesmo de se utilizarem de integrantes do sistema prisional para promoverem a imagem política do deputado Alex Testoni dentro de órgãos públicos do estado.
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Em entrevista gravada concedida ontem (18/02/2008), a nossa reportagem, o senhor Douglas Vailant Mariano, que cumpre pena de detenção de 14 anos no presídio municipal em regime semi aberto, por pratica de roubo, artigo 157, diz que a mais de um mês recebeu pessoalmente das mãos do Chefe de Gabinete Central em Ouro Preto do Oeste, Marcos Marques, uma camiseta com o nome do deputado, com os dizeres:"Equipe Alex Testoni", contendo o logotipo de campanha do deputado (Fora de época, diga-se de passagem) e um boné do Posto Avenida, que pertence ao Grupo Dom Bosco, com o objetivo de que o mesmo sirva de uniforme de trabalho dentro das dependências do Colégio Estadual Joaquim de Lima aonde presta serviços comunitários para a redução de sua pena.

No momento em que concluíamos a entrevista fomos surpreendidos por mais um integrante da equipe do deputado Alex Testoni e funcionário da Dom Bosco, de nome Giovani,e que também é pré-candidato a uma das vagas de vereador no município nas próximas eleições, o qual se sentiu extremamente incomodado a presença de nossa reportagem a ponto de sugerir uma intimidação indireta e depois impediu a continuidade da entrevista do apenado sugerindo que o mesmo se recolhesse para o interior do colégio, demonstrando uma evidente autoridade sobre os serviços do detento naquela entidade educacional.
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Emitimos aqui a nossa repulsa a exploração de seres humanos que desconhecem o fato de estarem sendo usados para fins escusos e todos os abusos de autoridade e cometidos por esse deputado e toda a sua equipe que obviamente só faz o que faz por o seu comandante se acha acima da lei e de todas as normas e convenções éticas, sociais e morais que fundamentam a democracia e a vida pública.
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Como diria Barnun: "A cada minuto nasce um "otário", e graças DEUS por eles existirem, em sua essência são o sal da terra, pois são aqueles nos quais se perpetua a idéia de que a felicidade nunca vai morrer, pois a recusa de observar as regras de decência e honestidade estabelecidas leva muitos homens a serem menos respeitados e infinitamente infelizes, exatamente por que ampla maioria da humanidade, ou seja, os "otários", sentem intuitivamente que a decência e a honra são necessárias para a busca da felicidade; são assim relativamente inocentes e até certo ponto estão a mercê de pessoas inescrupulosas, mas que porém, certamente se tivessem tomado o caminho certa não se veriam excluídos da verdadeira felicidade."

Se alguém encontrar dignidade nesse tipo de político, por favor me avisem...
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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