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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Despreparo preocupante: Violência de policial quebra dedo de menor em Ouro Preto do Oeste.

Em todas as instituições públicas existem sempre os que insistem em cometer abusos e arbitrariedades contra a população, e na Polícia Militar de Ouro Preto do Oeste não poderia ser diferente.
Apesar do ostensivo e preventivo trabalho de fiscalização do trânsito que os comandantes do batalhão de Polícia Militar do município, na pessoa do Capitão Áureo e do Sgtº Pires, vem desenvolvendo para renovar a consciência da população e corrigir o trânsito local quanto à necessidade do uso do capacete, coisa pouco usual há anos na cidade, algo que traz uma impressão de falta de policiamento e desordem, distinguindo Ouro Preto do Oeste dos demais municípios do país, onde o uso do utensílio de segurança é obrigatório.
Não bastasse essa sensação de insegurança por essa omissão dos comandos anteriores, o atual comando agora enfrenta um outro desafio, talvez até maior do que o fato de conscientizar a população sobre o uso de capacetes, ou seja, o despreparo de alguns soldados provoca uma nova onda de atitudes abusivas que mancham e desvirtuam o real papel da Polícia Militar que é o de promover segurança e preservar a dignidade das pessoas de bem.

No último sábado (23/02), nossa equipe de reportagem flagrou um episódio de brutal excesso de autoridade por parte do policiamento que estava realizando uma blitz na Avenida Daniel Comboni, no coração da cidade, dois adolescentes passeavam com um patinete de menos de 50 cilindradas, quando foram abordados com extrema hostilidade por policiais, que ao sugerirem a apreensão do patinete se sentiram ultrajados com o fato dos jovens perguntarem o porquê da apreensão e foram logo dando voz de prisão aos adolescentes, P. F. A. Júnior, de 17 anos, e o maior Glauber Rocha, de 20 anos.

Por ser estudante de direito o menor argumentou que não poderia ser preso e que não era bandido para que o policial o tratasse com agressividade, porém sem qualquer justificativa e perante dezenas de testemunhas e amigos os jovens foram imobilizados e empurrados para dentro do veículo policial, mesmo sobre os protestos da população.
Mesmo o estudante declarando que estava em frente ao escritório do pai, e que o mesmo deveria ser requisitado para responder por qualquer um dos seus atos, os policiais se quer deram chances de diálogo, aponto de quebra o dedo mindinho, altura do 5º quilodactilo, comprometendo permanentemente a articulação da mão esquerda do menor que foi radiacalmente preso.

O ocorrido foi registrado pela família do menor na delegacia de Ouro Preto do Oeste como lesão corporal e abuso autoridade seguido de métodos de tortura, junto ao titular Dr. José Luiz Moreira que afirmou que todos os procedimentos serão tomados para apurar os fatos e instaurar o inquérito sem reservas para com os envolvidos.
Entre os Policiais Militares que participaram dessa ação vergonhosa estavam, segundo declarações de testemunhas, o soldado PM Marcelino, o soldado PM Teodoro, o soldado PM Jailson, o soldado PM Aparecido e por último o soldado PM Lemos, que foi o autor da agressão física no menor.

O pai do menor, Pedro Felizardo de Alencar, advogado, cujo escritório fica em frente ao local da blitz, já entrou com uma representação contra a Polícia Militar do Estado de Rondônia junto ao Ministério público e pede a reparação dos danos morais e a punição máxima aos PMs pela inconcebível demonstração de desrespeito a população e violência policial do PM Lemos, que ocasionou a lesão corporal em seu filho que segundo os médicos jamais será reparada.
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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