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domingo, 5 de abril de 2009

CASO PIZZANO: A POLÍCIA JÁ DEU POR ENCERRADO O CASO, PORÉM...


A população quer saber:

A violência em Rondônia vem se acentuando tragicamente. Em comparação com as notícias sobre o assunto no Brasil, estamos certamente entre os primeiros colocados no pernóstico ranking.

Quando pensamos que já vimos tudo, eis que surge um delegado querido por pessoas de bem, assassinado em circunstâncias pra lá de misteriosas. A rapidez que o crime foi solucionado(?) está fazendo a população a questionar alguns pontos considerados obscuros e nebulosos.

Porém:, "A Secretaria da Segurança Defesa e Cidadania, através do diretor-geral da Polícia Civil, delegado Morio Ikegawa, informa que a autoria do latrocínio que vitimou o delegado e secretário-adjunto da Segurança, Cézzar Pizzano, está esclarecido com a prisão de dois rapazes, que confessaram o delito".
As perguntas são muitas e as respostas não são claras.
Vejamos :

1) O que faziam os dois delegados as 23,45 horas da uma noite de sábado com o carro estacionado em um local, que até o demônio evita passar no horário do meio dia?(Por ser mencionado como área de várias bocas de fumo)

2) Foi publicado que esperavam duas amigas. Cadê o nome das duas amigas, idade, estado civil, local de trabalho, profissão, a imagem delas e etc... Tudo que se pergunta a qualquer testemunha ou envolvido.

3) Primeiro foi divulgado que o delegado Pizzano participando de uma missão foi abordado dentro do veículo e depois saiu no encalço dos bandidos, sendo então alvejado. Depois apresentam outra versão de que foi alvejado dentro do carro.

4) Se foi alvejado dentro do carro a queima-roupa, a bala ficou no seu corpo ?

5) Por que o delegado que o acompanhava estava desarmado?

6) Foi publicado que o corpo foi achado por populares. Como? Onde estava o delegado que o acompanhava?

7) Por que não investigar as duas “amigas” e os "amigos" das “amigas” ?

8) Não é muito simples dizer que Pizzano, um dos delegados mais famosos e experientes de Rondônia sofreu um assalto e foi assassinado.

9) Mesmo com um revolver apontado e tivemos detalhes precisos da roupa e tênis do assassino?

10) Com um suspeito de nome Magno preso, por que não fazer o retrato falado do outro bandido e divulgar na tv?

Por volta das 6 horas da manhã deste domingo no bairro Aponiã, Rafael Pereira Araújo e Erisson Gomes Silva, os dois com 20 anos de idade, foram presos pelo assassinato do delegado Cézar Pizzano, ocorrido no início da madrugada de sábado (04) em Porto Velho. assalto. Os suspeitos foram encaminhados para Delegacia de Homicídios onde serão ouvidos. A polícia disse já ter a informaçao que o autor do disparo foi Rafael Pereira Araújo que já responde processo por assalto a mão armada.

PERGUNTO : Então já não mais o MAGNO quem fez o disparo que matou o delegado?

11) Por que não investigar as chamadas recebidas e realizadas dos telefones do delegado Pizzano e do seu colega que estava no local?

12) Por que só considerar a versão do assalto e assassinato? Por que não considerar também a hipótese de uma cilada, já que o delegado era uma pessoa considerada de extrema importância na obtenção de informações para as investigações internas e externas da polícia estadual?

13) Por que a pressa em alardear que as “amigas “ nada tem a ver com o assassinato?

14)
UMA DAS VERSÕES : “Após efetuar os disparos, os suspeitos correram e o delegado abriu a porta do carro já agonizando e caiu alguns metros adiante.“

OUTRA VERSÃO :
“ O corpo de Pizzano foi encontrado por pedestres próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros, na Estrada da Penal.”, da Folha Online. Pergunto eu : Mas ele não estava com o amigo ?

POIS BEM :
Não avançaram as investigações da PM e Polícia Civil no caso do assassinato do secretário-adjunto da Defesa, Cezar Pizzano. A Polícia Federal foi chamada a ajudar e também investiga.

Apesar de terem prendido um suspeito e os delegados confirmarem que ele era o autor dos disparos não há novas informações e as autoridades reforçaram pedido para que a população ajude.

O delegado Everaldo Castro Magalhães, que acompanhava Pizzano no momento do crime e não reagiu, está em estado de choque e por isso pode ter prestado informações desencontradas.

Pizzano e ele se encontravam na esquina da Rua do Contorno com Heitor Villas Lobos, no Bairro 4 de Janeiro, em um veículo Citroën, quando os bandidos bateram no vidro do veículo anunciando o assalto.

A partir daí duas versões foram apresentadas:
1)Na Delegacia de Homicídios, disse que ouviu um tiro e Pizzano perseguiu os acusados.
2)Ocorrência na Central de Polícia, diz que os dois saíram do carro e Pizzano iniciou discussão com um deles, tendo sido alvejado.



SERÁ QUE O PIZZANO NÃO ERA UM HOMEM QUE SABIA DEMAIS???

Essa morte cercada de mistérios me fez vivenciar na mesma hora o assassinato do ex-presidente da Câmara de vereadores de Ouro Preto do Oeste, Edison Gasparotto, que coincidentemente teve vários fatos semelhantes, inexplicáveis e até agora insolúveis por parte da polícia civil.

No final da noite, a Secretaria da Defesa informou que as buscas continuam e pediu que a população faça denúncias, que podem ser feitas por chamadas a cobrar para os seguintes telefones:

69-3216-8810
69-3216-8821
190
69-3216-8965
69-3216-8808
FONTE: www.mariomoraes.com
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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