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quarta-feira, 15 de julho de 2009

O regime militar acabou mais um pouquinho

por Marcos Guterman - Estado de São Paulo,

Samuel Wainer, Paulo Francis, Carlos Castelo Branco, Hélio Fernandes, Barbosa Lima Sobrinho, Boris Casoy, Herbert Moses, Fernando Pedreira, Claudio Abramo, Carlos Lacerda.

Dessa turma aí de cima, nenhum passou por faculdade de jornalismo. Pelo jeito, para eles e muitos outros o diploma não fez e não faz falta. Assim, a decisão do STF que derrubou a obrigatoriedade do diploma é correta.

Eu estudei jornalismo – sou formado na Cásper Líbero. Foi uma época divertida, principalmente pelos porres com os amigos no bar de uma chinesa na alameda Campinas, ao lado do Maksoud. Aulas mesmo, só valeram a pena as de Direito Jornalístico, com o grande professor Clóvis de Barros Filho, e as de Ética, com o mestre Carlos Alberto Di Franco, além das provocações sempre pertinentes de Marco Antonio Gomes de Araújo, um professor tão bom que virou meu amigo e se tornou meu padrinho de casamento.

Do resto, me lembro vagamente que tive aulas de Economia, em que o professor achou importante explicar que “salário” vinha de “sal”; ou então aulas de Taquigrafia, que até hoje não sei se tive mesmo ou se foram fruto de um delírio meu, por causa dos porres.

Reminiscências à parte, posso assegurar que o pouco que sei de Jornalismo aprendi em duas décadas de redação, acompanhando o trabalho dos mestres e errando um bocado. E só fui ter algum estofo acadêmico ao me formar em História, quando já era jornalista profissional. Um semestre na História tem uma bibliografia básica mais extensa do que quatro anos de Jornalismo, de longe.

Ademais, o curso de Jornalismo não é garantia de formação de bons jornalistas, como querem os corporativistas. A maioria dos profissionais envolvidos na infame cobertura do caso da Escola Base certamente possuía diploma de Jornalismo, e deu no que deu.

Mas a melhor notícia nessa história toda é que, afinal, caiu mais uma excrescência jurídica do regime militar. Quem preza as liberdades individuais e o Estado de Direito está comemorando.
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Atividades que não precisa ter diploma para exercer a profissão:

Chefe de Cozinha
Costureira
Desenhista
Jornalista
Comentarista de Blog
Presidente da República

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Tudo estaria bem, ao bem de todos vindo, exceto por um detalhe: nunca antes nesse País, se viu tantos jornalistas ameaçados, perseguidos e agredidos, como se vê no governo do semi-analfabeto Luís Inácio Lula da Silva:

Jornalista Larry Rothman
The New York Times

Jornalista Maria de Lourdes Ramos da Silva
Jornal do Municipio

Jornalista Leonardo Coutinho
Revista Veja

Jornalista Lucio Flavio Pinto
Jornal Pessoal

Jornalista Rodrigo Oliveira
Radio Guaiba

Jornalista Marcelo Campos
TV RBA - Bandeirantes

Jornalista Adjamilton Pereira
Radio Difusora de Cajazeiras

Jornalista Daniele Jammal
Jornal DHOJE

Jornalista Heleno Lima
Jornal Portal Jampanews

Jornalista Roberto Pazzianotto
Jornal Dois Pontos

Jornalista Renato Heitor Santos Moreira
Revista da Associacao Medica do Espirito Santo

Jornalista Vilmar Berna
Jornal do Meio Ambiente

Jornalista Fernando Araujo
Jornal Extra

Jornalista Iremar Marinho de Barros
Jornal Extra

Jornalista Luiz Torres
Associacao Paraibana de Imprensa (API)

Jornalista Jose Ursilio de Souza e Filho
Diario de Marilia

Jornalista Wagner Vilaron
Diario de Sao Paulo

Jornalista Alexandre Araujo
Sindicato dos Jornalistas de Rondonia


Jornalista Teoney Guerra
Jornal Opiniao

Jornalista Joacir Goncalves da Silva
Jornal Regional Enfoque Social

Jornalista Luciano Amaral
Jornal Regional Enfoque Social

Jornalista Carly Falcao
Sistema Jornal do Comercio de Comunicacao

Jornalista Marcos Grutzmacher
Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondonia


Jornalista Andre Azevedo - Assassinado
Jornal O Dia

Jornalista Jorge Afonso Ramos
Jornal da Fronteira

Jornalista Danny Bueno de Moraes
Comite 9840 de Ouro Preto do Oeste


Jornalista Nelson Barros
Jornal Dois Estados

Jornalista Laercio Ribeiro Neves
Jornal Diario de Mogi

Jornalista Fernando de Santis
Jornal Imprensa Livre
Jornal Correio do Litoral

Jornalista Pedro Dantas
Jornal O Estado de Sao Paulo

Jornalista Graciliano Ramos
Jornal Folha de Sao Paulo

Jornalista Alex Bezerra
Jornal Tribuna de Betim

Jornalista José Gutemberg Nascimento
TV Rio Vale de Pedreiras

Jornalista Toni Marins
Jornal Online O Rebate, Macae, Rio de Janeiro

Jornalista Maria de Fatima Machado
Senado Federal

Jornalista Souza Andrade

Jornalista Altino Machado

Jornalista Gil Sobreira

Jornalista Douglas Araujo

Jornalista Jose Lopes de Araujo Fonseca

Jornalista Vera Mattos

E outros, aqui ainda não nomeados.

FONTE: http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/?title=title_593&more=1&c=1&tb=1&pb=1

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ORDEM RECEBIDA, ORDEM CUMPRIDA : Suspeito preso em operação confessa ser autor dos tiros no prédio do MP/RO


O apenado Jaime Cavalheiro Gomes, 27 anos, que cumpre sentença em prisão domiciliar, confessou ser o autor dos disparos que atingiram a fachada do prédio do Ministério Público de Rondônia em Porto Velho. Ele foi capturado no último final de semana, durante operação conjunta entre o Grupo de Investigações e Capturas (GIC), Ministério Público, através do Caex e GEI – Gerência de Estratégia e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. O suspeito tem várias passagens na polícia e já cumpriu quatro anos de cadeia, no presídio Urso Branco.

De acordo com as declarações do suspeito, ele estaria em casa no dia do atentado, quando recebeu determinações de criminosos que estão recolhidos no Urso Branco, para fazer a “parada”. O emissário da facção criminosa que atua no presídio teria entregue a Gomes uma pistola calibre 380 com capacidade para 12 tiros e determinou que o crime deveria acontecer naquele mesmo dia. Para não perder a amizade dos colegas que estão na cadeia, o acusado aceitou e solicitou o auxílio de um homem conhecido pelo apelido de “Zerão”.

TIROS


Gomes e “Zerão” saíram de casa por volta das 22 horas, em uma motocicleta Falcon vermelha. Às 23h30min, após darem várias voltas em torno do prédio para certificarem-se de que não havia perigo de serem presos em flagrante, Gomes que estava de carona, disparou 12 tiros contra as vidraças da sede do MP, que ficaram estilhaçadas. Depois do atentado cada um foi para a sua casa. Ainda segunda a versão do suspeito, caso não obedecesse à ordem que veio do presídio, correria sérios riscos junto com os familiares.

A reportagem procurou informações junto ao delegado Jeremias Mendes, do GIC que apenas confirmou a participação das equipes e que a arma apreendida será periciada e ficará a disposição da Justiça. Mas continua trabalhando.

PISTOLA

Conforme as investigações, a pistola utilizada no atentado, marca Taurus nº KS677195 pertencia a um ex-policial militar e havia sido roubada. A arma foi apreendida na madrugada do último dia 25 de junho, pela PM, após assalto que teria sido praticado por Luiz Nunes da Costa Neto, no bairro Flodoaldo Pontes Pinto, zona Norte da capital rondoniense. Três dias antes do roubo, Jaime Cavalheiro Gomes teria vendido a pistola a Neto por R$ 750,00.

FOI UM AVISO

Demonstra claramente a insegurança que reina em nossa região. Se algumas de nossas autoridades já evitavam um confronto com os bandidos, agora já tem um forte argumento para permanecer com os olhos fechados no combate ao crime. Fica difícil ser rígido e cumpridor da lei sabendo que com um simples telefonema os bandidos do sistema penal colocam em risco a vida das suas famílias.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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