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sábado, 5 de setembro de 2009

Quanto custa um policial???

VERGONHA NACIONAL
Para os dez mil trabalhadores da construção civil de Porto Velho, que estão construindo as usinas de Jirau e Santo Antônio, custa caro a presença da Policia Militar na manutenção da sociedade, basicamente a sua própria dignidade e a liberdade de defender seus direitos, já para os proprietários das empresas Norberto Odebrecht e Camargo Correia, custa bem menos, pouco mais de vinte oito bilhões de reais.
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Durante as manifestações dos trabalhadores na tarde de ontem, que pretendia reunir os trabalhadores perante os canteiros de obras para deliberar em assembléia sobre a greve geral que já havia sido indicada na última segunda feira (31/08), o COE – Comando de Operações Especiais da Policia Militar do Estado de Rondônia, prestou-se mais uma vez ao papel desprezível, que já vem se tornando rotina nos canteiros das usinas com a Policia Ambiental, de praticar a guarda patrimonial e impedir qualquer tipo de reunião com a finalidade de promover culto religioso, abaixo assinado e toda e qualquer forma de manifestação.

Munidos de material bélico de alto poder de fogo e dispostos a tudo para não permitir que os trabalhadores se organizem em torno da paralisação da categoria, em alguns casos é possível flagrar a forma cínica como é praticado o clientelismo para as empresas, quando os policiais são chamados para conversar em particular com os administradores das usinas em uma sala reservada durante o início das manifestações, sem a presença de um integrante do sindicato ou dos trabalhadores.

Durante a manifestação de ontem a tropa do COE, sob o comando do comandante Góes, fez papel de guarda de trânsito, ao liberarem centenas de ônibus abarrotados de trabalhadores para trafegarem em pé dentro dos ônibus, apesar dos protestos dos trabalhadores, o que é proibido por lei federal, sem o menor critério de segurança na BR 364, o que não deixa de ser também uma negligência da policial rodoviária federal que, acompanha todos os dias essas irregularidades sem notificar as empresas responsáveis, ficando patente a indiferença das autoridades quanto à alegação desconsertada de estarem ali para preservar o direito de ir e vir dos trabalhadores e garantir as leis de trânsito, quando na verdade estavam nitidamente tele-guiados pela ordem de impedir a votação da assembléia.

Além desta, são milhares de denuncias que se acumulam diariamente na sede do STICCERO – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado de Rondônia, que tem apoio e acompanhamento das centrais CUT e da CONTICON, quanto à presença de policiais ambientais no interior dos refeitórios e escritórios administrativos assegurando e coagindo trabalhadores que manifestem alguma reclamação contra as construtoras.

Tais policiais se servem de “favores individuais” como reuniões comemorativas e refeições fornecidas pela construtora e desfrutam de ambiente interno de lazer dos trabalhadores, para matar o tempo, enquanto deveriam atuar firmemente contra os abusos ambientais a que uma obra desta magnitude possa afetar no equilíbrio ecológico do empreendimento.

Na verdade, segundo nossas fontes oficiais, é que centenas de policiais militares de civis, que escondem seus crachás na hora de serem filmados, exercem a velha pratica do “bico” e trabalham paramentados com armas do estado fazendo segurança pessoal durante 24 horas aos administradores, gerentes e até encarregados dentro e fora das usinas, em muitos casos são revelados até tais atos são praticados até mesmo durante o período de atividade na corporação fazendo uso da farda.

Na lista de empresas que mais tem colaborado para essa pratica criminosa que corrompeu de vez o policiamento da capital, são justamente aquelas que vieram de fora como as gigantes Andrade Gutierrez, Camargo Correia e Norberto Odebrecht, que na tentativa de se eximirem de suas responsabilidades sub empreitam as suas obras para construtoras de outros estados, como a BS Construtora, da cidade de Sorriso, interior do Mato Grosso, que já exercem as mesmas arbitrariedades e importam seus capatazes com fama de jagunços para promover o medo e aplicar a violência física diante dos indefesos trabalhadores.

Como pano de fundo, os policiais usam como justificativa os altos investimentos em veículos, armas e equipamentos que as usinas proporcionaram ao governo do estado como compensação social pelo impacto das obras, porém, fica explícito a todo o momento que desde o alto comando como a mais baixa patente, percebe-se que nenhuma esfera tem qualquer compromisso com os direitos dos trabalhadores que são submetidos diariamente a todo tipo de hostilização e descaso do setor da segurança.

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Danny Bueno - DRT-1183/MT (FENAJ 60810)
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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