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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cota e Pium fazem a alegria do povo.

De volta a cidade de Ouro Preto do Oeste, não poderiamos deixar de comparecer a mais uma sessão solene da Câmara de Vereadores para rever os estimados amigos edis que compõe esta nova legislatura (Tudo gente boa...), mas confesso que jamais acreditaria se alguém me contasse com todas as riquezas de detalhes sobre os episódios envolvendo os vereadores Evaldo Pium e Joaquim Cota.

Mas, como cabe a mim, que fui uma das testemunhas oculares da paródia, contar as impagáveis cenas presenciadas naquela casa, com o máximo de fidelidade possível, é com muito esforço e respeito para não chorar de tanto rir que narrarei as próximas linhas:

O vereador Evaldo Pium, que de bobo só tem a cara e o jeito de andar, esquecendo-se da pretensão política de sua liderança executiva para 2010 (que pretende se expor o mínimo possível à opinião pública), decidiu sugerir ao presidente Geovani que a Câmara passe a realizar algumas sessões itinerantes no distrito de Rondominas e em alguns colégios do município.

Em um discurso acalorado, em tom de euforia comos e tivesse descoberto a fórmula da Coca Cola, sendo embrasado ainda mais pelo vereador Deraldo que encheu-lhe a bola quanto a surpreendente iniciativa, berrava aos microfones que o presidente providenciasse de imediato a medida necessária para a realização de tais sessões.

Já o vereador Geovani, presidente da Câmara, sem perder o guancho do companheiro de mesa, emendou a sua resposta e disse que "ainda no esse ano, no mês de outubro o pedido do vereador Pium seria atendido".

E isso foi o suficiente para detonar uma das sessões mais hilárias já realizadas naquela casa de leis, assustado com a resposta do presidente, o vereador Pium arregalou os olhos, se sentindo traído pelo colega que esfriava-lhe os ânimos, quase que engasgando com a própria saliva, deu três passos pra trás e gritou: "Como é que é seu presidente?"

Ao ouvir novamente a confirmação sobre a possibilidade das sessões ocorrerem apenas no mês de outubro, aplumou os ombros e insistiu na explicação: "Por causa de quê seu presidente?"

Já em tom presidencial, o vereador Geovani disse que preferia explicar em particular sobre o mês escolhido para as sessões, porém, o vereador Pium não satisfeito com a retirada do vereador presidente, exigiu que o mesmo esclarecesse o por quê de tanta demora, ali mesmo, ai a confusão estava armada.

A essa altura, todo o público presente e os próprios vereadores que acompanhavam a sessão já se esborrachavam no chão de tanto rir com a cara de incompreensão do vereador Pium que mais parecia um baleado no meio de um salão de festa.

Preocupado com que a discussão se prolongasse, o presidente Geovani, renovando a postura de dirigente, porém, acometido de um esforço sobre humano para não ceder a situação pra lá de engraçada e roxo de vontade de rir, engrossou mais uma vez a voz e praticamente ordenou que o vereador Pium recolhesse suas guarras pois o assunto não seria esclarecido em público, deixando o desnorteado companheiro ainda mais empilhado cuspindo fogo pelas ventas.


Outro fato inusitado foi o dicursso do vereador Joaquim Cota, que duas vezes esqueceu do nome do bairro em que morava (Setor do Aeroporto), e outra hora do nome de uma rua do município.

Foi o que bastou para o vereador Almir Barbosa, já fora da sessão, sacar a seguinte frase: "E eu que pensei que o cara pra se eleger a vereador precisava saber pelo menos o nome do bairro aonde mora?"

Nem preciso dizer que a semana estava ganha e acredito que nem mesmo os pernilongos da Câmara sairam sem cambalear as pernas de tanta dor de barriga e os olhos rasos d'água pela impagável noite que tiveram por conta da humorística discussão e dos flashs de aminésia que se apoderaram do vereador Cota, que não deixou por menos e ao ouvir o o presidente pronunciar o final da sessão, não teve dúvidas e gritou ainda em sua mesa do plenário, "Agora eu vou tomar é uma pinga!!!"
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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