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sábado, 1 de janeiro de 2011

Chuva forte faz as honras na posse de Dilma

posse
Apesar de toda a expectativa de que o desfile a caminho da posse pudesse se transformar em uma grande festa popular, um forte chuva fez resfriar os ânimos de todos os presentes, que o digam os integrantes da segurança pessoal da presidente Dilma Roussef, que ficaram literalmente encharcados e ao mesmo tempo tiveram que ficar muito mais atentos aos possíveis atentados, pois a chuva torrencial tornou-se o inimigo numero da equipe de segurança federal.
Já para o povo, que está tão acostumado a ir a luta faça chuva ou faça sol, creio que a festa não foi tão diminuta, pois a simples presença ao evento já contenta a grande maioria que sabem que milhões de brasileiros que dedicaram seus votos a presidente eleita, gostariam de estar presentes a esta festa da democracia neste dia histórico.
Existem ainda os supersticiosos, que não veêm com bons olhos a presença de uma chuva tão inconveniente, chegando ao cúmulo de anunciar um mal presságio, mas, para quem esteve presente a única visão que se manifesta é a incrível evolução política que o Brasil alcança, com o amadurecimento das classes que souberam sair das profundezas preconceituais, que alienava o Brasil há centenas de anos, mas que, ao longo de muita luta por parte das mulheres, alcança hoje o mais alto crédito perante uma nação soberana.

Discursso da posse

 Queremos ver Dilma conquistando e cumprindo todas as suas promessas, conforme o discursso de posse, entre elas, erradicar a pobreza, defender as mulheres, idosos e crianças e principalmente dar continuidade a todos os planos e projetos do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual é segundo ela o verdadeiro responsável por todo o desenvolvimento que virá a seguir, como grande professor das necessidades do povo, sendo ela apenas a sua eterna aluna.

Dilma fez questão de lembrar da luta travada pelo vice presidente José de Alencar, o qual considerou um Guerreiro e modelo de homem para todos os brasileiros.
Outro ponto importante que foi destacado em seu discurso de posse foi a educação e a segurança, aos quais a presidente eleita garantiu a nação que não dará tréguas ao crime organizado e elevará os salários e nível educacional dos próprios professores, os quais considerou como autoridades da nossa edificação.

O momento mais emocionante de seu discurso, foi quando fez questão de dedicar a sua vitória aos companheiros de luta que tombaram ao longo do caminho durante o longo processo político que o país atravessou durante a ditadura, do qual ela foi personagem protagonista nos piores momentos de repressão.

Fez questão de citar o poeta mineiro Guimarães Rosa, quando deixou claro que não se arrepende de nada pelo que passou e tão pouco guardou mágoas dos que a afligiram, pronunciando o seguinte trecho de um de seus poemas:

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem".

Para encerrar, não deixou de falar sobre o Pré-sal, que segundo os seus discurssos ao longo de todos os debate de campanha, é passaporte para o futuro do Brasil, e o grande símbolo responsável pela futura riqueza econômica que o país atravessará e dos quais serão revertidas em benefícios para todo o povo brasileiro.
Ao final citou um poeta mineiro, do qual não disse o nome que assim escreveu: “ O que tem que ser, tem muita força…”
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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