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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Confúcio Moura diz que agora: "O jogo mudou"

Confúcio Moura diz que agora: "O jogo mudou": " <(Leia completa na Gazeta de Rondônia)

A Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, em sessão realizada neste sábado – primeiro dia do ano – na casa de shows Nautilus, deu posse ao Governador Confúcio Moura (PMDB) e ao vice-governador Airton Gurgacz (PDT). O evento foi prestigiado por diversas autoridades do Estado, além da família do Governador e do povo.



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' – A Nova Rondônia é um simples slogan de campanha. É a Rondônia de sempre investida de novos compromissos. E tudo que a primeira vista pode ser simbólica, passa a se concretizar com algumas ações simples' – disse.



Ao falar sobre incentivos fiscais, o Governador salientou que, é um poderoso instrumento de desenvolvimento local que deve ser distribuído igualmente para grandes, médios e pequenos para que seja promovida a justa distribuição em todo o Estado.



' – Quero deixar bem clara uma coisa: o jogo mudou. Todos participarão igualmente no meu Governo, mas vamos incentivar as pessoas daqui; os trabalhadores do nosso Estado de Rondônia', avisou.



Demonstrando a confiança que tem em harmonizar situações com diálogo, Confúcio disse que em seu Governo não haverá nenhuma greve:



' – Sempre me dei bem com os servidores públicos. E vou continuar do mesmo jeito. Quem tem recursos humanos bem preparados move o mundo inteiro. Não terei nenhuma greve no meu governo. Todo mundo sabe fazer conta e saberá entender os limites do Estado que são previstos em lei', declarou.



Em relação ao meio-ambiente, Confúcio disse que sua política é a do desmatamento zero. Quer assim fortalecer a relação com o setor produtivo madeireiro, agricultores e fazendeiros, para que de agora em diante, a riqueza de Rondônia persiga outros fatores modernos de produtividade.



Já na solenidade da entrega de faixa, no Palácio Presidente Vargas, quem a passou ao Governador Confúcio Moura foi o tenente-coronel Antiogenes Borges Lessa, secretário Chefe da Casa Militar.


A tarefa foi incumbida à Lessa antecipadamente, pois o ex-Governador João Cahulla (PPS) teria se irritado com Confúcio Moura em recentes declarações feitas em seu blog oficial onde criticou as benesses que considerou indevidas concedidas por Cahulla aos prefeitos de Rondônia.


O chefe da Casa Civil, Guilherme Erse e o titular da Coordenadoria Geral de Apoio a Governadoria, Carlos Canosa alegaram motivos particulares para não participar do evento também.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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