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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RUBENS COUTINHO │ Irmão de Confúcio veio a pé de Ariquemes para a posse; Cahulla nem apareceu

RUBENS COUTINHO │ Irmão de Confúcio veio a pé de Ariquemes para a posse; Cahulla nem apareceu: "<(Leia completa na Gazeta de Rondônia)

RUBENSA sede do Poder Legislativo de Rondônia foi transferida para as dependências da casa de shows Nautillus , em Porto Velho, para a posse ao governador eleito Confúcio Aires Moura (PMDB) e do vice-governador Airton Gurgacz (PDT), na tarde deste sábado, 1º de janeiro de 2011. Milhares de pessoas prestigiaram o evento.

O ex-governador João Cahulla, do PPS, não compareceu ao Palácio Getúlio Vargas para transferir a faixa ao governador eleito após este ser empossado pela Assembléia Legislativa na Nautillus.



O presidente da Assembleia legislativa, deputado estadual Neodi Carlos (PSDC) , conduziu os trabalhos durante a posse, juntamente com o primeiro secretário , deputado Jesualdo Pires (PSB) , e o segundo secretário ,Amauri dos Santos (PMDB).



A deputada Daniela Amorim (PTB) e o deputado Luizinho Goebel (PV) conduziram ao plenário o governador Confúcio Moura e o vice Airton Gurgacz.



O Hino Nacional abriu a cerimônia. Confúcio Moura fez o juramento de defender e cumprir as constituições Federal e Estadual e observar as Leis vigentes. Prometeu ainda desempenhar com lealdade e integridade todas as funções atribuídas ao governador de Rondônia.



Em seguida , foi lavrado e lido o termo de posse do novo governador. Confúcio Moura assinou o termo bem como todos os membros da mesa diretora e deputados estaduais. O deputado Jesualdo Pires deu seqüência lendo o termo de posse do vice-governador Airton Gurgacz, que também fez o juramento das obrigações de um vice-governador de estado.



Em nome do Poder Legislativo fez uso da tribuna o deputado estadual Ribamar Araújo (PT), que agradeceu pela indicação de representar os deputados e disse que o governador terá imensos desafios, mas que terá pleno êxito ao olhar para trás e ver o que já foi enfrentado. Lembrou de Percival Farquar nas obras de construção da Estrada de Ferro Madeira -Mamoré. Deu como exemplo essa obra para afirmar que foi possível alcançar a vitória e que com ele (Confúcio) não será diferente. 'Ao assumir cargos importantes homens de humildade se agigantam ainda mais', disse Ribamar.



O deputado lembrou-se de ações da Assembleia Legislativa . Destacou a emenda parlamentar que destina dinheiro ao orçamento de 2011 para a implantação da Unestado -Universidade Estadual de Rondônia.



NOBEL MOURA



No primeiro discurso como governador de Rondônia, Confúcio Moura agradeceu a presença de amigos e familiares, especialmente ao irmão Nóbel Moura, que, aos 61 anos de idade , veio a pé de Ariquemes até Porto Velho.Ele percorreu quase 200 Km para prestigiar a posse.



Nobel Moura, o polêmico irmão do governador, também é médico, já foi deputado federal (cassado por corrupção - compra de votos de outros parlamentares) e responde há vários anos pela acusação de ter mandado assassinar um radialista em Rondônia, num caso que envolve crime de pistolagem e tráfico de droga. Os executores já cumpriram pena. O policial militar Paulo Mitoso, o Paulo Bomba, contratado para assassinar o radialista, morreu atingido por raio no presídio Ênio Pinheiro quando cumpria pena pelo crime.



O processo contra Nobel Moura é a ação penal (crime doloso contra a vida - quando há a intenção de matar) número 0052877-04.1995.822.0001 e tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri desde 1995, há mais de 15 anos. Desde o dia 27 de outubro de 2010 o processo está suspenso ou sobrestado por decisão judicial aguardando recurso no Superior Tribunal de Justiça.



'CASO MARINALDO '
O radialista Marinaldo de Souza, que trabalhava em Machadinho do Oeste, foi executado a tiros na cabeça, na noite de 9 de fevereiro de 1995, em um varadouro transversal à estrada do Japonês, na zona rural de Porto Velho.
Conforme foi apurado pelo delegado Alberto Jaquier, na época titular da Delegacia de Homicídios, a execução do radialista foi encomendada pelo ex-deputado federal Nobel Moura, que mais tarde foi condenado pela Vara do Tribunal do Júri. Os executores foram descobertos e condenados. Suely Bittencourt Bezerra da Silva foi sentenciada a 19 anos de reclusão, Shirley Rejane Macedo Ribeiro a 12 e Paulo Mitoso de Lima, o Paulo Bomba, a 19. Em 1998, Paulo Mitoso morreu atingido por um raio quando jogava bola no pátio do Presídio Ênio Pinheiro. Um quinto acusado, conhecido por Fernando, que foi convidado a participar da execução, acabou morto dias depois de Marinaldo, no bairro Embratel, numa ação típica de queima-de-arquivo, segundo a Polícia.



DISCURSO



Confúcio se lembrou de como iniciou os estudos em Goiânia. Falou da importância da educação na vida das pessoas e disse que 'só se faz educação com dois pilares básicos, os direitos e os deveres dos alunos. Tudo deve ser equilibrado'.



Emocionado, declarou estar alegre ao tomar posse e disse que a vitória não veio à toa, mas da soma de resultados. Em tom de euforia reafirmou não ter medo do mandato, não ter medo de desafios, pois se considera militante e pioneiro que valoriza o Estado passo a passo. Não se esqueceu de agradecer a expressiva votação que recebeu no município de Guajará – Mirim. O governador ressaltou que 'nasce uma nova Rondônia'. E mandou um recado a quem deseja investir no estado, afirmando 'que esses novos investidores serão bem tratados e que o jogo no Poder Executivo, a partir de agora, será outro,
jogo limpo'.



O governador salientou que vai trabalhar para colocar Rondônia no mundo. Vai unir força política com os deputados estaduais e o novo governo federal. Sobre o meio ambiente, Confúcio disse que vai pregar desmatamento zero, sem prejudicar madeireiros, natureza e empresários. 'Abaixo a propina para a liberação de processos'.



Para a saúde pública sobraram as maiores críticas de Confúcio Moura. Declarou que as primeiras ações serão para tirar os pacientes do chão dos hospitais públicos e só depois fazer asfalto e inaugurar obras. Encerrou o pronunciamento conclamando todos para o trabalho. 'Vamos pensar grande, vamos começar pequeno, que eu tenho pressa' finalizou.



A sessão foi encerrada pelo deputado Neodi Carlos, que parabenizou o novo governador e desejou sucesso no mandato. disse que Rondônia espera muito dele. 'A Assembléia Legislativa está aberta e será parceira do seu governo'.
O governador e o vice – governador seguiram para o palácio do governo para transmissão de cargo e posse aos novos secretários. O ex-governador João Cahulla não apareceu para transferir a faixa.



Deputados
No dia 1º de fevereiro de 2011, a sede da Assembleia Legislativa será novamente transferida, desta vez para as dependências da casa de eventos 'Talismã 21', localizada na Avenida Mamoré, 530, no bairro Três Marias, em Porto Velho, para a realização das sessões preparatórias da 8ª Legislatura, com posse dos deputados eleitos e eleição da nova mesa diretora da Casa de leis.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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