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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

COLUNA – CRÔNICAS DE RONDÔNIA

Danny Bueno

Bom dia caros leitores do jornal impresso A Gazeta de Rondônia, a partir de hoje estaremos diariamentes escrevendo sobre os fatos e o cotidiano do nosso Estado de Rondônia, por isso mesmo inserimos como título de nossa coluna o emblemático nome de “Crônicas de Rondônia”, diga-se de passagem já registrado em cartório para evitar-se desfaçatez  de certos indivíduos sem criatividade.

Melhor Definição:

Crônica é um gênero de narrativa leve que tem por função o entretenimento do leitor. Os temas são relacionados a vida cotidiana. Por ser um gênero de grande circulação social, é considerada sempre de interesse público geral.

Mas, vamos lá, para quem não sabe o que são crônicas entendam que conforme o gênero sugere estremos tratando de temas do cotidiano em nossas cidades, consequentemente falaremos sobre seus personagens em geral, tais como personalidades, autoridades, celebridades e até mesmo como dizem por aqui na capital (Porto Velho), “us di phora”.

Preparados, então apertem os cintos e embarquem conosco nesta instigante viagem jornalística pelo mundo da comunicação, que em tempos de livre ascesso a informação trataremos de tudo um pouco nos próximos parágrafos.

Pra começar

com as eleições 2012 pipocando em toodos os cantos do Estado, aqui na capital não poderia deixar de ser menos complicada a situação dos candidatos, pois apesar de algumas pesquisas apontarem este ou aquele na liderança, quem entende mesmo de análise política não aposta nenhuma ficha nos resultados das pesquisas até as últimas 24 horas do pleito eleitoral, como diria os mais experientes, ainda está uma verdadeira “briga de foiçe nos escuro” e ninguém tem qualquer garantias de nada, nas três primeiras colocações aparecem embolados Garçon (PV), Mário Português e Mariana Carvalho (PSDB), segundo o Ibope.

Em Monte Negro

o atual prefeito e candidato a reeleição, Eloísio Antônio (PSDB), não exitou nenhum segundo em  renunciar a candidatura e lançar como sucessora sua vice prefeita, Carmem Ronconi (PSDB),  após ter seu último recurso negado pelo TSE na semana passada ao perceber que mesmo podendo recorrer, as chances de escapar da impugnação que poderia impedí-lo de participar de futuras eleições que lhe deixam menos implicado com a justiça.

Pegando fogo

está a disputa pela cadeira da presidência na OAB/RO, que de certa forma tomou um ar de manifesto quanto aos últimos acontecimentos envolvendo a atual presidência nos escândalos do precatórios do SINTERO. Para  aqueles que apostam na renovação geral da atual diretoria, o lema é crer que “um novo tempo” se aproxima para a classe jurídica em Rondônia, aliando-se ao jovem Andrey Cavalcante, que tem seu escritório instalado na capital e que promete fazer uma revolução nos anais da secicional de Rondônia, já para aqueles que preferirem permanecer com a atual gestão, que sempre manteve uma visão mais conservadora da evolução dos profissionais juristas, estarão prestando seu apoio ao respeitado Ivan Maquiavelli, da região de Ji-Paraná.

Que paga a conta são os acadêmicos

da UNIR que mais uma vez terão seu ano letivo prolongado por conta da greve que durou por mais de cem dias e ninguém, de um lado ou de outro (governo e professores), sequer se lembra de respeitar o direito dos alunos em concluir seus cursos no prazo determinado pela legislação, sem absorver os problemas salariais que vem se arrastando há décadas e tanto os professores como os governos não fazem nada para previnir essa constrangedora e humilhante situação imposta aos alunos. Será que por ser publica a universidade também deve serguir a regra do descaso e desrespeito com o cidadão, aliás, como em todos órgãos públicos deste país.

Tiro no pé

se deu com o candidato a prefeito de Porto Velho, Mário Gonçalves ferreira (Mário Português – PPS), que admitiu no próprio site da sua empresa que “fugia” da fiscalização da prefeitura em uma cidade do Paraná (Mariluz), quando no começo da criação de seu império empresarial, onde fazia questão de forçar os trabalhos a seu único fncionário aos sábados e domingos e feriados para não perder um centavo de lucro das mercadorias, resta saber se esse funcionário também teve seu reconhecimento e cresceu em patrimônio pelo mérito de ter sido tão explorado. Quem quiser conferir o site basta acessar: http://dcoimbra.com.br/ext_info.asp?categoria=aempresa&categoria2=historia

Despedício de energia

é o que vem acontecendo nas praça e em alguns bairros de Porto velho, com as frequentes faltas de desligamento de postes e lâmpadas decorativas, um exemplo clássico que qualquer cidadão pode constatar são as lâmpadas dos postes temáticos da Praça das 3 caixas d’água, bem no coração da capital, basta passar pela praça lá pelas 9:00 da manhã que dá raiva só de olhar que ninguém se importa em desligar a iluminação que com certeza não deve sair nada barato para os cofres públicos.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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