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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

02/10/2012 - (DANNY BUENO)| Crônicas de Rondônia: Ibope na berlinda / Luana Najara reclama / Guerra dos desesperados

by Danny Bueno

A pergunta que não quer calar é

como um instituto de envergadura nacional como o IBOPE, que em geral sempre serviu de referência para os demais institutos de pesquisas do país pode esquecer-se de incluir o nome um candidato relevante como Mário Português (PPS) na sondagem de votos, a ponto de ter seus resultados barrados pelo TRE/RO , engolindo uma liminar na Justiça contra o por haver esquecido de incluir o nome dele nas intenções de voto para o segundo turno.

Algo de podre no ar

é justamente isso que se sente, ao perceber que em menos de uma semana o mesmo instituto não apenas inclui o nome do candidato que outrora ignorou, excluindo-o até do segundo turno, e acima de tudo o alavanca para segundo colocado nas pesquisas onde antes nem pontuava.

Passou da hora

de alguém investigar quais as misteriosas manobras que fizeram esse milagre acontecer bem nas barbas do experientes procuradores e advogados eleitorais da linha adversária, até quando todo mundo vai ficar calado diante do intrigante poder financeiro execido pelo candidato luzitano, aliás, na minha opinião: Brasileiros deveriam votar em brasileiros, caso contrário devolvamos o país aos nossos conquistadores e voltemos ser capinais hereditárias.

Garanto que nas próximas pesquisas

que deverão sair a poucas horas da votação, um certo candidato oriundo de Coimbra, será o primeiro colocado a despeito de qualquer ação das autoridades em investigar a fundo sobre as reais intenções dos institutos de pesquisas contratados por empresas tão suspeitas quanto estes.

Luana Najara reclama

A renomada jornalista e apresentadora da Rede Record (Tv Candelária), abriu uma discução polêmica através de seu Facebook que vai dar muito pano pra manga, ao revelar que suas contas de energia elétrica que antes não passavam de 200 a 300 reais passou a vir acima de 1200 reais, sendo que não houve qualquer aumento no consumo de sua residência.

Bastou uma postagem

para que a diva começasse a receber confirmações do mesmo aumento em mais de 100%, em todos os casos, através de seus amigos adicionados dos mais diferentes cantos do Estado. Em menos de uma hora já eram mais de 60 comentários relatando os mais absurdos e abusivos aumentos nas tarifas residenciais dos consumidores da Eletrobrás. Em alguns casos os mesmos comentaristas  lembraram que está por vir um desconto de 28% pelo que determinou a presidenta Dilma Roussef, porém, de nada servirá o desconto já que a empresa se antecipou em aumentar indiscriminadamente os valores em mais de 100%.

Aos interessados em participar da discussão basta acessar o link da apresentadora no Facebook: http://www.facebook.com/luana.najara.5

Enquanto isso

nos demais municípios do interior que também estarão escolhendo seus representantes à chefe do executivo e a Câmara dos vereadores, aparentemente, tudo discorre sem muitas discórdias até o momento, em algum casos as situações já estão bem cômodas para alguns candidatos, diferente da capital, mas, se tudo correr bem nada sairá da normalidade.

Mas é claro que

algumas cidades de grande concetração de votos e altíssimo poder de arrecadação, como os municípios de Ji-Paraná, Vilhena, Ariquemes e até mesmoCacoal, os ditos “caldeirões políticos”, as coisas não andam muito calmas e parece que tem candidato apelando até mesmo para a baixaria de sair de madrugada pessoalmente para destruir material de propaganda eleitoral dos adversáriosna esperança de que estes venham a ser menos lembrados no dia 7 de outubro. Atitudes deploráveis como essas que devem ser analisadas com carinho pelos eleitores que iriam votar nessa pessoa que com certeza não sabe competir de maneira ética e equilibrada e com certeza vai transferir essas atitudes para dentro do mandato.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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