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terça-feira, 30 de outubro de 2012

EDITORIAL - Os desafios e os compromissos de Mauro Nazif nos próximos 4 anos

O novo prefeito da 46ª maior cidade do país e maior do Norte do Brasil, segundo o Censo 2010, terá de equilibrar um orçamento anual de pouco mais de R$ 2 bilhões e corresponder à expectativa dos 428.527 eleitores portovelhenses que acreditaram no projeto intitulado “Porto Velho, A Hora é Agora”.

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DANNY BUENO | JORNALISTA E EMPRESÁRIO

Entre os principais desafios do novo chefe do Executivo estão: gerenciar as obras viárias inacabadas a fim de facilitar a mobilidade em Porto Velho; atuar efetivamente com relação ao saneamento de água e esgotos e à segurança nos bairros e ampliar ações da prefeitura nesse sentido; zerar o analfabetismo e expandir o número de vagas nas creches; atender mais e melhor nos postos de saúde e hospitais; e fazer com que a capital conquiste o famoso título de “cidade modelo do norte do Brasil”.

Serão pelo menos 1.460 dias à frente da prefeitura, com a responsabilidade de melhorar o lugar em que vivem quase 500 mil habitantes. Abaixo, seguem algumas das promessas e compromissos assumidos pelo novo prefeito durante a campanha e algumas sugestões da jornal A Gazeta de Rondônia para incrementar seu novo plano de governo.

Além de boa vontade política, Mauro Nazif vai precisar que a população cobre e fiscalize a administração e as ações do novo gestor. Por isso, recorte e guarde essas páginas, essenciais para acompanhar o que será feito na cidade.

GESTÃO PÚBLICA E PLANEJAMENTO DA CIDADE

• Praticar uma gestão democrática, participativa e transparente com a valorização dos servidores públicos concursados;

• Combater a corrupção por meio de auditorias estratégicas e controle interno;

• Criar subprefeituras –administrações regionais fortalecidas focadas na desconcentração da oferta dos serviços públicos;

• Fortalecer os conselhos comunitários;

• Desenvolver ações e projetos com os municípios da Região Metropolitana de Porto Velho como, por exemplo, a gestão comum das bacias hidrográficas, lixo, esgoto, mobilidade, água e segurança, visando maior integração, racionalização e visão metropolitana do processo de desenvolvimento regional;

• Transformar Porto Velho numa‘cidade inteligente’ com sistemas de apoio tecnológico às decisões de governo, tais como: análise eficaz do monitoramento das vias públicas para a melhoria do trânsito e da segurança; previsão de catástrofes naturais; identificação antecipada de demandas na saúde, educação, terceira idade e acessibilidade;

• Redução do número de secretarias e priorização das ações nas mais específicas;

• Dar transparência ao SEMTRAN bem como a contratação de novos engenheiros de tráfego;

• Pensar tecnologia de informação como fator de modernização, qualificação e incentivo a investimentos;

• Fortalecer a cidadania digital com uma infraestrutura pública federal de fibra ótica de alta velocidade instalada em Porto Velho para estimular educação e pesquisa;

• Professores da rede municipal contarão apoio e reciclagem bem como instrumentos de trabalho modernizados;

• Prédios públicos terão internet sem fio;

• Criar “ruas digitais” com acesso livre a internet;

• Criar um portal para facilitar a interação da cidadania digital com dados públicos municipais que vão estar abertos;

• Estimular a formulação colaborativa de políticas públicas com ferramentas disponibilizadas online;

• Criar o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Porto Velho (IPUPVH);

• Construir, restaurar e requalificar as calçadas de Porto Velho, com ênfase no rebaixamento dos meios fios nas esquinas para facilitar a acessibilidade;

• Implantar projeto de nomenclatura urbana para deficientes visuais;

• Executar sinalização urbana (vertical e horizontal) voltada para a segurança dos pedestres priorizando travessias em nível, em vias de trânsito local, evitando assim a descontinuidade física;

• Implementar um programa de desenvolvimento da economia verde aproveitando os recursos, competências e empreendedores locais, em parceria com o setor empresarial e governo federal;

• Estimular a criação de polos de empreendimentos da economia criativa: propaganda, arquitetura, mercados de arte e antiguidades, artesanato, design, moda, filme e vídeo, software de lazer, artes performáticas, edição, jogos de computador, serviços de televisão e rádio no centro e nos bairros, visando estimular a geração de empregos e novas oportunidades aos jovens talentos portovelhenses;

• Apoiar o desenvolvimento do setor de software por meio de incentivos, poder de compra do município e zoneamento urbano adequado;

• Investir na implantação de um‘Centro de Pesquisas Tecnológicas Avançadas’, em parceria com entidades acadêmicas, governo federal e fontes de fomento internacionais para estimular o desenvolvimento de empresas inovadoras locais e à atração de empresas.

• Estabelecer parcerias com os sindicatos empresariais e de trabalhadores, sistema S (SENAI, SESI, SENAC e SESC), entidades educacionais e governo federal com o intuito de qualificar e requalificar os trabalhadores;

SAÚDE

• Garantir e melhorar acesso da população a serviços de saúde de qualidade, mediante aprimoramento da política de atenção básica e da atenção especializada;

• Contratação de mil profissionais da área de saúde;

• Construir Posto de Saúde Municipal 24 horas, que poderá ser feito em parceria com hospitais filantrópicos, como o Hospital Pequeno Príncipe;

• Garantir funcionamento do Posto de Saúde Municipal com investimento em recursos humanos, equipamentos com permanente capacitação;

• Implantar centros de especialidades médicas no Posto de Saúde Municipal para a expansão das consultas e exames especializados para diminuir filas e tempo de espera;

• Realizar mutirões periódicos para consultas e cirurgias eletivas;

• Aumentar o número de equipes de do Programa Saúde da Família, atendimento domiciliar e de agentes comunitários, dando prioridade para atenção básica e preventiva;

• Ampliar a cobertura da saúde para mais de 50% da população;

• Ampliar o ‘Hospital da Mulher’;

• Promover a atenção integral à saúde da mulher, dos idosos e da criança com ênfase nas áreas e populações de maior vulnerabilidade;

• Atuar junto à saúde suplementar (operadoras de planos de saúde) para melhoria do acesso e da qualidade do atendimento aos usuários deste sistema, considerando-se que em torno de 20% a 30% das pessoas de Porto Velho são detentoras de algum tipo de seguro saúde;

• Consórcio Metropolitano para gerir o SUS;

• Implantar um projeto para aumentar segurança e combatendo a violência no trânsito;

• Melhorar atendimento das unidades 24 horas do Posto de Saúde Municipal, reestruturando o modelo de gestão;

• Reestruturar o sistema de informática da Secretaria de Saúde;

• Valorizar e aperfeiçoar os planos de cargos e salários dos servidores públicos da área da saúde com permanente capacitação;

• Fortalecer a gestão de saúde com conselhos localizados;

• Manter programas da prefeitura atual que são bem avaliados e fortalecer parceria com Ministério de Saúde;

• Criar comitê integrado antidrogas e um programa integrado de atendimento a dependentes químicos e à família;

• Desenvolver campanhas educativas de combate às drogas em todas as escolas municipais, estaduais e federais públicas ou privadas, além de igrejas e clubes de serviços;

• Capacitar profissionais para o atendimento adequado a dependentes químicos e disponibilizar pelo menos 500 vagas para eles;

EDUCAÇÃO

• Aumentar os investimentos no setor em 30%, provenientes da receita dos impostos e transferências, devido a expansão da educação infantil e educação integral;

• Investimento em projetos pedagógicos e tecnologias, permitindo acesso à internet wireless nas unidades de educação, acervo a livros, reformas nas escolas;

• Erradicar o analfabetismo até 2018;

• Aumentar escolaridade de crianças e jovens, ampliando permanência de oito para 13 anos;

• Investir na educação infantil até os três anos de idade;

• Estabelecer diálogo com as escolas públicas e privadas para garantir a inovação no setor;

• Garantir que todas as escolas disponham de bibliotecas e de quadras poliesportivas cobertas nas áreas disponíveis;

• Ampliar a educação integral e promover o contraturno nas escolas, com atividades de lazer e cultura;

• Assegurar acesso à educação especializada e adaptada para as pessoas de necessidades especiais, além de garantir o transporte para o ensino especial; 33% de hora atividade para professores;

• Assegurar aposentadoria especial aos professores da rede municipal;

• Fortalecer e melhorar o processo pedagógico nas onze escolas que ofertam segunda fase do ensino fundamental;

• Criar 1 mil vagas de creche para crianças de 0 a 3 anos;

• Atender todas as crianças de quatro e cinco anos em creches;

• Revisar nos Planos de Cargos e Salários dos profissionais da área;

• Estimular a expansão descentralizada e a criação de novas escolas técnicas, pós-médio e ensino superior para incorporação de pessoas com mais de 16 anos;

• Construir um Plano Municipal de Educação.

Amanhã falaremos sobre: Segurança, Mobilidade Urbana/Transporte e trânsito, Meio Ambiente, Cultura, Bem Estar e Qualidade de vida.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Pela imediata aprovação da Proposta de Diretrizes Curriculares para o Jornalismo

O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus 31 Sindicatos de Jornalistas filiados em todo país vêm a público expressar sua preocupação com a lenta tramitação da Proposta de Diretrizes Curriculares para Cursos de Graduação em Jornalismo, que há três anos, desde o final de 2009, se encontra para aprovação no Conselho Nacional de Educação (CNE).

Entregue oficialmente ao Ministério da Educação em 18 de setembro de 2009, a proposta foi elaborada por uma Comissão de Especialistas, nomeada pelo próprio MEC, sob presidência do professor Dr. José Marques de Melo, atendendo uma demanda de vários anos na área. E para sua elaboração, a referida Comissão promoveu um amplo e democrático processo de debate com consulta pública pela internet e audiências públicas presenciais (em Recife, São Paulo e Rio de Janeiro) para ouvir os diversos segmentos da área da comunicação e também da sociedade. Sistematizada a Proposta, o documento chegou ao MEC que, por sua vez, logo a encaminhou ao CNE.

Em outubro de 2010, há exatos dois anos, a Câmara de Ensino Superior do CNE promoveu nova audiência pública, em Brasília, sobre as diretrizes curriculares em Jornalismo, convidando novamente diferentes setores da área. Representantes da FENAJ, do FNPJ, da SBPJor, da Intercom, dentre outras entidades e organizações presentes, praticamente de forma unânime, defenderam a Proposta elaborada pela Comissão de Especialistas e pediram sua rápida aprovação. Apenas alguns poucos representantes de setores não específicos do Jornalismo questionaram a necessidade de diretrizes específicas.

Por isso, o FNPJ, a SBPJor, a Intercom, a FENAJ e seus 31 Sindicatos de Jornalistas do país não entendem a demora na apreciação da Proposta entregue ao MEC e ao CNE. E, ao mesmo tempo em que voltamos a apoiá-la e a solicitar sua imediata aprovação, reafirmamos que, na nossa compreensão, constitui um significativo avanço, tanto em relação às matrizes curriculares em vigor, quanto pelo fato de ter sido formulada, como fazemos questão de ressaltar, em um amplo e democrático processo. A sua implantação nos mais de 400 Cursos de Jornalismo brasileiros representará, sim, a tão reivindicada e necessária melhora de qualidade na formação dos jornalistas profissionais.

A demora em estabelecer as novas diretrizes curriculares vem prejudicando por demais estas centenas de cursos, todos em fase de revisão de suas matrizes ou necessitando realizá-la. Isto porque seus currículos encontram-se ainda submetidos às últimas diretrizes, as quais, por já contarem com mais de dez anos de existência - são de 2001-, estão totalmente defasadas.

Diante do exposto, mais uma vez reafirmamos nossa posição pela imediata aprovação e solicitamos que a presidência do CNE e o Ministro da Educação nos recebam em audiência para uma exposição mais detalhada das nossas preocupações e da situação da formação superior jornalística no país.

Mirna Tonus

Presidente do FNPJ

Dione Moura

Presidente da SBPJor

 

 

 

 

Antonio Hohlfeldt

Presidente da Intercom

Celso Schröder

Presidente da FENAJ

Brasília, 26 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

ENQUETE–SUGIRA UM NOME QUE REPRESENTE ESSA SIMILARIADADE ENTRE O TWITTER E RONDÔNIA

ENQUETE - TODO MUNDO JÁ PERCEBEU QUE O ESTADO DE RONDÔNIA PARECE O PASSARINHO DO TWITTER AO CONTRÁRIO?
POR TANTO, É ÓBVIO CONCLUIR AQUI PODE SER CONSIDERADA A "TERRA DO FUXICO", OU SE PREFERIR, "NOTÍCIAS SEMPRE FRESQUINHAS"... QUEM SUGERE UM NOME MELHOR?
rondonia e twitter

sábado, 13 de outubro de 2012

PÉROLAS DA ELEIÇÕES 2012

"DOS MALES OS MAIORES"
O canditado a vereador no Paraná, conhecido como "ANÃO" não conseguiu se eleger no pleito de 2012. Com um slogan interessante "DOS MALES O MENOR" o candidato conseguiu apenas 166 votos.

QUASE  UNAMINIDADE
Luiz Koga do PSDB, foi as ruas agradecer a expressiva votação que obteve no último dia 7 de outubro. O prefeito foi eleito com 98,12 dos votos, em Cajati no Vale do Ribeira.

ANTES TARDE DO QUE NUNCA
Pela primeira vez depois de sete anos  de ser criado, o partido do PSOL, elegeu no domingo seu primeiro prefeito, Gelsimar Gonzaga, irá esta no comando da prefeitura de Itaocara no Rio de Janeiro.

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ
Ex-morador de rua é eleito vereador  mais bem votado na cidade de Varginha em Minas. Adilson Badboy, conhecido como  "Pé de Chumbo" conseguiu 2.863 e é mais um a compor  a câmara Municipal da cidade.

JÁ DEU O QUE TINHA!
Agnaldo Timóteo, passou mal ao conferir seus votos no domingo (7). O cantor recebeu apenas 12.000 votos, que não foram suficientes  para elege-lo como vereador de São Paulo.

TENSO!
O candidato a prefeito, José Wilde Vieira Bringel (PT) de Penaforte no Ceará, não conseguiu se eleger com seus 1.681 votos, contra os 4.001 de seu concorrente, já o candidato a vereador Domingos Gomes da Rocha do (PC do B) da cidade de Riachão das Neves na Bahia, obteve 274 votos, suficientes para ficar em 9º lugar como vereador da cidade de Riachão. No entanto a fatalidade aconteceu, vencedor e vencido, morreram no domingo, após a apuração dos votos. Lamentável!

QUEM DISSE QUE 1 VOTO NÃO DECIDE UMA ELEIÇÃO?
Léo Saraiva (PDT)  da cidade de Exu no Pernambuco obteve 10.023 votos contra Jaíson Bento do (PSB) com 10.022 votos. Edimilson (PSB) teve 4.621 votos, contra Junior (PR) com 4.620 na cidade de Correntes também no Pernambuco. Na cidade de Caiçara, Cicero (PSB) recebeu 2.736 votos  e seu oponente, Bola do (PMDB) 2.735 votos.

O MEU NEGÓCIO É CANTAR
A cantora que ficou famosa com a música "Como uma Deusa" , Rosana do (PC do B), fracassou na  tentativa de ser eleita  vereadora do Rio de Janeiro. Ela ficou decepcionada com seus  apenas 319 votos.

PARA O AUTO E AO INFINITO
Usar nomes de super-heróis, não trouxe sorte para vários candidatos este ano. Nomes  como Batmam, Super-Homem, Wolverine, Mulher Maravilha, Hulk, Flash  e muitos outros, ficaram longe de se elegerem vereadores pelo país.


EX-MULHER NO PODER
A candidata a prefeita da cidade de Porciúncula-RJ, Mírian do (PMDB) foi eleita a primeira mulher a comandar a cidade com 5.554 votos, ela derrotou nas urnas o candidato Buquinha do (PT) que obteve 4.221 votos, não suficientes para sua sonhada vitória. Detalhe, Mírian, a nova prefeita é ex mulher de Buquinha!

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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