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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Retaliações de Denis Bau, um mero presidente eleito com complexo de Deus

Uma verdadeira crise institucional sem precedentes está deflagrada na Federação das Indústrias do Estado de Rondônia - FIERO, e pelo jeito a coisa tende a ficar cada dia mais tumultuada por conta das inúmeras ações arbitrárias aplicadas pelo atual presidente Dênis Roberto Baú, que ao fazer uso de suas atribuições começa a deixar claro a sua intransigente postura ditatorial contra aqueles que se opõem aos seus interesses.

Danny_Bueno_Editorial2

Na tarde desta quinta feira (22/11), os respectivos sindicatos patronais da construção civil do Estado de Rondônia, SINICON e SINDUSCON/RO foram surpreendidos por um ofício assinado e enviado pela presidência da FIERO, em que o presidente Dênis Baú sob a pífia alegação que pela ausência das entidades por mais de seis sessões da FIERO justificava a exclusão sumária dos sindicatos e portanto, tornando-os inaptos a participarem das futuras reuniões da entidade.

O curioso é que a exclusão dos sindicatos se deu justamente duas horas após o surgimento da notícia da denúncia de fraudes nas eleições para presidente em vários sites da capital e da manifestação de 11 dos 19 sindicatos que compõem a entidade em promover o cancelamento das eleições sob fortes indícios de irregularidades aplicadas pela comissão eleitoral junto com seu presidente eleito.

O que causa estranheza maior é que, a exemplo do presidente recém empossado do SINICON, Alan Gurgel, que assumiu há duas semanas o sindicato, e portanto não poderia responder pelas ausências de seus antecessores, e pra piorar o caso, a questão é que mesmo não tendo motivos para exluir o então sindicato antes das eleições o atual presidente aguardou ser reeleito com o voto do ex-presidente, para só então se lembrar de cumprir o estatuto.

Ou seja, só por ai as eleições já poderiam se impedidas de acontecer, mas, mesmo assim o presidente Dênis Baú deu prosseguimento e computou o voto que o reconduziu ao cargo máximo da entidade.

Para o SINICON, o ato de exclusão se torna nulo por que a entidade nunca deixou de justificar as ausências e com isso preencheu as premiças do estatuto, e ainda com base no Artigo 15º § 5 do Estatuto Social da Federação, nunca foram convocados para qualquer audiência sobre o assunto.

Os demais dirigentes sindicais que foram alvos das exclusões, tais atos de desespero nada mais expressam do que a confirmação das suspeitas de que o atual presidente está maquiavélicamente e de todas as formas tentando tira do seu caminho todos prováveis acusadores e membros da FIERO venham a servir de contra ponto a sua defesa no tocando as graves denúncias que foram apresentadas no TRT/RO.

Suspeita-se que a razão e motivação de tantos absurdos praticados pelo atual presidente da FIERO sejam reflexo de suas economias abaladas por inúmeros empreendimentos mal sucedidos que acabaram por promover a falência de seus negócios que estão transbordando a em sua capacidade administrativa e por isso debilitando a sua governabilidade a frente da FIERO onde vem demonstrando frequentes indícios de descontrole emocional por parte do presidente, como se estivesse vivendo um surto psicótico de perseguição e paranóia esquizofrênica para com os funcionários e membros da diretoria.

Prova disso, é que já no começo do mês, quando vários sindicatos passaram a exigir o cancelamento das eleições, alguns funcionários e diretores de confiança da presidência, que não apoiavam as atitudes do presidente foram postos pra fora da FIERO, por meio de exoneração, sob alegação de não possuirem mais a credibilidade necessária para o cargo.

Um dos mais atingidos pelas manobras do presidente foi o diretor geral do SENAI, Vivaldo Matos, que de uma hora para outra ficou sem seu cargo após relevantes serviços prestados aquela entidade.

Outro que sofreu a degola por conta do desespero do presidente Dênis Baú em ver o cerco se fechando contra seus atos e desmandos foi Nazareno Gomes, Superintendente do Instituto Euvaldo Loddi - IEL, respeitado membro daquele organismo que tanto favorece a imagem da FIERO perante os empresários e seus funcionários.

Para completar as estratégicas e manobras internas que permitiriam que Dênis Baú respirassem mais aliviado a responsável pelo cerimonial da FIERO, Roselane Suriano foi sumariamente demitida após perder a confiança que o presidente pretendia que lhe prestassem.

Ou seja, pessoas do primeiro escalão que sabiam demais e foram forçadas a concordar com irregularidades e que obviamente manifestaram seu descontentamento e tiveram que pagar o alto preço de serem colocadas em descrédito com uma demissão, ou afastamento de funções de forma tanto injustificada como constrangedora após anos de dedicação a frente de seus cargos.

Crônicas de Rondônia

Danny Bueno

Perto do fim dos tempos

Confesso que acordei um pouco ansioso ontem para escrever esta coluna pois acabei me dando conta de que estamos há menos de 30 dias da data prevista pelos Maias, através do lendário calendário que prevê que no próximo dia 22 de Dezembro toda terra passará por inúmeros terremotos, inundações e furacões de todos os estilo. Em respeito a famosa civilização que se destacou pela sua avançada tecnologia e eficientes projetos arquitetônicos que surpreendem os mais estudiosos eu resguardo um certo medo, porém, quando me lembro das práticas religiosas, baseadas em sacrifícos humanos, que a mesma civilização aplicava para manter a dominação dos reis e  imperadores maias, sou obrigado a duvidar periptantemente de todas as previsões.

Todavia

e por via das dúvidas, vou aproveitar o próximo mês para promover uma aproximação maior com todos meus amigos, parentes e simpatizantes…. Não por causa da minha consciência, pois esta está tranquila, mas, quem sabe justamente agora seja uma boa hora para introduzir essa mania de viver mais perto de quem realmente amamos, com a morte de um primo querido na semana passada acabeiu me dando conta que nunca mais vou poder passar um Natal em sua presença, e por isso mesmo, não gostaria estar lamentando no Natal de 2013 algum outro ente querido que deixe de me aproximar por puro comodismo.

FIERO em crise

a coisa não anda nada boa para o lado do atual presidente da Federação das Indústrias de Rondônia – FIERO, que enfrenta uma chuva de acusações contra a sua gestão e principalmente sobre o processo eleitoral que o reconduziu ao poder da entidade em 2012. Após ser noticiado em vários veículos da capital as indignações de 11 sindicatos, de um total de 19 filiados a FIERO, como forma de retalização a presidência enviou à dois dos principais sindicatos filiados, o SINDUSCON E O SINICON uma carta de exclusão sumária impedindo que os mesmo voltem a participar de qualquer reunião da entidade. E olha que o SINDUSCON foi UM dos fundadores da FIERO, a coisa vai feder…

Começou com o pé direito

O ministro Presidente do Superior Tribunal  Federal – STF, empossado essa semana, Joaquim Barbosa encaminhou para a pauta de julgamentos o processo promovido pela OAB/RO que extingues os salários e aposentadorias dos ex-governadores de Rondônia e causam um enorme rombo aos cofres públicos do Estado, vejamos qual vai ser o entendimento dos ministro do supremo quanto ao merecimento dos ex-governadores em continuar a receber de forma vitalícia valores exorbitantes, como se estivessem no poder, ainda mais com o Estado atravessando uma crise tão violenta que ameaça até mesmo os salários dos pobres servidores.

Adeus Valter Bártolo

Mais um Titan da história de Rondônia tombou essa semana após uma longa vida de ricas experiência junto ao povo que o admirava, como ex-prefeito de Ji-Paraná e ex-deputado estadual, Walter Bártolo morreu na madrugada desta quinta-feira (22/11) em Porto Velho, aos 85 anos.
Walter Bártolo foi gestor publico e recebeu sempre missões difíceis de seus comandantes, quase de desbravar e colonizar regiões, e ele sempre encarou com naturalidade, competência e dignidade. Pode descansar companheiro, agora nós cuidaremos das suas canções…

Minha Revista já está saindo

A Próxima edição da Minha Revista já está sendo preparada com previsão de ser distribuída nas bancas já no próximo dia 15 de dezembro, aproveitamos para agradecer aos inúmeros telefonemas, emails e clientes visitados que elogiaram o trabalho da nossa equipe e principalmente a idéia do projeto que veio preencher uma lacuna no meio editoria em Rondônia que faltava em consideração as mulheres que tanto fazem por esse Estado desde o seu surgimento.

sábado, 17 de novembro de 2012

MEU CORAÇÃO ESTÁ DE LUTO: EU HOJE ESTOU ASSIM

LUTOvalnei e esposa

LINKS DE NOTÍCIAS DO ACIDENTE:

http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1319051&tit=Acidente-mata-casal-de-Maringa


http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--700-20121117


http://www.glup.com.br/noticia/acidente_mata_casal_maringaense_e_deixa_maringa_de_luto/658


http://maringa.odiario.com/parana/noticia/704682/casal-de-maringa-morre-em-acidente-na-pr-577/


http://joaquimdepaula.com.br/index.php/2012/11/br-376-casal-morre-em-colisao-de-bitrem-com-renault-scenic/


Meus primos Walney Antonio Godoy dos Santos (45) e Claudimara Sandri Godoy dos Santos (40), não cheguei a conhecer sua esposa primo pois há muitos anos estávamos afastados pela vida (Por isso presto meus sinceros sentimentos a família desta)…

Uma parte do meu coração e da minha infância morre hoje com o Walney, meu primo do coração, daqueles que a gente nunca vai esquecer… das caçadas de estilingues no sítio do seu avô quando o seu Pai nos levava, ou então espingardinha de pressão (quando isso não era proibido, uma vez dei um tiro perfeito que ele nunca mais me deixou em paz de tanto duvidar do que tinha visto...rsrsrs,...

Caçar Passarinhos era uma arte que poucos dominavam em Maringá naqueles tempos, mas o Walney era mestre no assunto), nadar nos corregos e riachos (Quantas vezes me livrou de afogar), comer lambari vivo, rsrsrs... (apreciava todo tipo de peixe), das caminhadas pelos pastos de boi, dos primeiros cigarrinhos de palha, das promessas para o futuro (Lembro-me que ele queria ser Piloto de avião), das conversas na madrugada ouvindo as FMs de Maringá (Maringá FM entre outras), das primeiras promessas de namoro, das brincadeiras de rua, das horas intermináveis de futebol de rua, o bicho era um trator, forte como um touro….

Era o meu protetor, escudeiro e grande Amigo…Corajoso e briguento como ninguém (Temido e respeitado por toda molecada do bairro, mas dócil e compreensivo com todos que amava), muitas vezes me defendeu e me ensinou a enfrentar vários medos quando menino…

De um coração que não cabia dentro de si esteve sempre ao meu lado durante a separação dos meus pais, na verdade foi sempre um conselheiro que Deus designou naquela hora (Me adotou como irmão mais novo homem, que nunca teve e, eu como irmão mais velho), me ensinou sempre a ser honrado, honesto e trabalhador…

Meu coração está arrasado, estendo meu consolo as minhas amadas primas, Tânia Mara Godoy dos Santos e Eliana Cláudia Godoy dos Santos, bem como ao meu tio Valdir dos Santos (Tio Amado), que nessa hora de intensa dor devem buscar lembrar apenas das coisas mais puras e verdadeiras que tivemos o privilégio de receber do Walney, …

Lamento muito não poder estar ai e, lamento mais ainda não poder ter me perdoado com ele ainda em vida, pois há mais de 15 anos não nos víamos e em nossa ultima conversa tivemos um desentendimento… (coisa de primos) mas, mesmo assim sempre desejei em meu coração que no dia em voltasse à Maringá daria um grande abraço e esqueceríamos tudo como bons irmãos…

Sua mãe (Amada Tia Zely Godoy dos Santos se foi há dois anos, e com certeza estará te aguardando com os braços abertos na eternidade, pois tu eras o menino amado dela)...

Vai meu irmãozinho, que Deus te prepare um lugar especial ao lado da sua esposa que escolhestes nessa vida e que um dia possamos sentar todos na mesa do nosso salvador Jesus Cristo.

MEU CORAÇÃO ESTÁ DE LUTO - EU HOJE ESTOU ASSIM

Perdi meu irmão mais velho

Claudimara Sandri e Walney Godoy dos Santos



http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1319051&tit=Acidente-mata-casal-de-Maringa

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--700-20121117

http://www.glup.com.br/noticia/acidente_mata_casal_maringaense_e_deixa_maringa_de_luto/658

http://maringa.odiario.com/parana/noticia/704682/casal-de-maringa-morre-em-acidente-na-pr-577/

http://joaquimdepaula.com.br/index.php/2012/11/br-376-casal-morre-em-colisao-de-bitrem-com-renault-scenic/


Meus primos Walney Antonio Godoy dos Santos (45) e Claudimara Sandri Godoy dos Santos (40), não cheguei a conhecer sua esposa primo pois há muitos anos estávamos afastados pela vida (Por isso presto meus sinceros sentimentos a família desta)… 
Uma parte do meu coração e da minha infância morre hoje com o Walney, meu primo do coração, daqueles que a gente nunca vai esquecer… das caçadas de estilingues no sítio do seu avô quando o seu Pai nos levava, ou então espingardinha de pressão (quando isso não era proibido, uma vez dei um tiro perfeito que ele nunca mais me deixou em paz de tanto duvidar do que tinha visto...rsrsrs,... 
Caçar Passarinhos era uma arte que poucos dominavam em Maringá naqueles tempos, mas o Walney era mestre no assunto), nadar nos corregos e riachos (Quantas vezes me livrou de afogar), comer lambari vivo, rsrsrs... (apreciava todo tipo de peixe), das caminhadas pelos pastos de boi, dos primeiros cigarrinhos de palha, das promessas para o futuro (Lembro-me que ele queria ser Piloto de avião), das conversas na madrugada ouvindo as FMs de Maringá (Maringá FM entre outras), das primeiras promessas de namoro, das brincadeiras de rua, das horas intermináveis de futebol de rua, o bicho era um trator, forte como um touro….
Era o meu protetor, escudeiro e grande Amigo…Corajoso e briguento como ninguém (Temido e respeitado por toda molecada do bairro, mas dócil e compreensivo com todos que amava), muitas vezes me defendeu e me ensinou a enfrentar vários medos quando menino… 
De um coração que não cabia dentro de si esteve sempre ao meu lado durante a separação dos meus pais, na verdade foi sempre um conselheiro que Deus designou naquela hora (Me adotou como irmão mais novo homem, que nunca teve e, eu como irmão mais velho), me ensinou sempre a ser honrado, honesto e trabalhador… 
Meu coração está arrasado, estendo meu consolo as minhas amadas primas, Tânia Mara Godoy dos Santos e Eliana Cláudia Godoy dos Santos, bem como ao meu tio Valdir dos Santos (Tio Amado), que nessa hora de intensa dor devem buscar lembrar apenas das coisas mais puras e verdadeiras que tivemos o privilégio de receber do Walney, …
Lamento muito não poder estar ai e, lamento mais ainda não poder ter me perdoado com ele ainda em vida, pois há mais de 15 anos não nos víamos e em nossa ultima conversa tivemos um desentendimento… (coisa de primos) mas, mesmo assim sempre desejei em meu coração que no dia em voltasse à Maringá daria um grande abraço e esqueceríamos tudo como bons irmãos… 
Sua mãe (Amada Tia Zely Godoy dos Santos se foi há dois anos, e com certeza estará te aguardando com os braços abertos na eternidade, pois tu eras o menino amado dela)... 
Vai meu irmãozinho, que Deus te prepare um lugar especial ao lado da sua esposa que escolhestes nessa vida e que um dia possamos sentar todos na mesa do nosso salvador Jesus Cristo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Rolando na NET: Manifesto de alemães exige de Dilma Roussef cota racial de 5%

À "presidenta" Dilma Roussef
Como minoria segregada no Brasil, nós, descendentes de alemães, solicitamos providências do governo federal para sermos igualados aos negros, perdão, afrodescendentes, no que tange aos direitos dos cidadãos. Para tanto, pacificamente reivindicamos seja aprovada  Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que contemple os seguintespontos:
01 - Fica estabelecida a cota de 5% para alemães e seus descendentes nas universidades públicas brasileiras. 
02 - Fica proibido chamar descendentes de alemães, ucranianos, holandeses e outros europeus de polaco. 
03 - Fica proibido chamar um indivíduo de "alemão", pois o termo é pejorativo e denigre a imagem deste como ser humano. 
04 - Fica estabelecido que os descendentes de alemães devem sem chamados de "germanodescendentes"; chamá-los de alemão passa a ser considerado crime de racismo inafiançável - a despeito do fato de a raça humana ser uma só. 
05 - Igualmente deve ser considerado crime de racismo o uso das expressões "alemão", "alemãozinho", "alemoa", "alemoazinha", bicho de goiaba, etc, para se referir aos germanodescendentes. 
06 - Fica proibido o uso de expressões de cunho pejorativo associadas aos descendentes de alemães, coimo "Coisa de alemão!", "Alemão porco....", "Só podia ser alemão", " alemão batata", " comedor de chucrute", “português que sabe matemática”, etc. 
07 - Fica estabelecido o dia 25 de julho o "Dia Nacional da Consciência Germânica", com feriado nacional. 
08 - Fica estabelecido o dia 25 de novembro o "Dia Nacional do Orgulho Alemão”, com feriado nacional , mesmo que não se possa chamar alemão de alemão. 
09 - Fica criada a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial. 
10 - Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã virar Ministério dos Alemães, juntando-se aos outros 38 ministérios brasileiros, mesmo que não possa chamar alemão de alemão. 
11 - Fica proibida qualquer atitude de segregação aos descendentes de alemães,que os caracterizem com inferiores a outros seres humanos. 
12 - Fica restrita ao governo brasileiro a pressuposição de que os alemães são inferiores, estabelecendo as cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas. 
13 - Passa a ser crime de "germanofobia" qualquer agressão deliberada contra um descendente de alemães, mesmo que não possa chamar alemão de alemão. 
14 - Toda criança que usar a expressão "alemão batata come queijo com barata" estará cometendo bullying e deve ser encaminhada para tratamento psicológico. 
15 - Em caso de um negão chamar um alemão de alemão, este adquire o direito de chamar o negão de negão sem aplicação das sanções previstas em lei. 
16 - Ficam estabelecidos como Centros Nacionais da Cultura Alemã o bairro Buraco do Raio, em Ivoti/RS, a zona central de Blumenau/SC e o bairro “Drei Parrulho”, em Santa Cruz do Sul. 
Brasília, 2012.

domingo, 11 de novembro de 2012

Duas Mulheres, duas histórias

sandra santosDe manha sempre leio as noticias nos principais sites e hoje encontro duas oportunidade de aprendizado, enquanto leio.

Uma, que so li a manchete, é a sobre a oportunista e sem carater, Denise Rocha, ex-assessora parlamentar do video de sexo.

Julgo mesmo. É uma cretina oportunista. O tipo de mulher que nao é exemplo para mulher nenhuma. Uma pessoa que, formada em direito, tinha todos os caminhos abertos para uma carreira de sucesso, mas se vendeu pela fama.

Vendeu o corpo e o carater. Se nao tivesse sido ela mesma a gravar o video e colocar na internet para jogar com o objetivo de se tornar famosa, por uma questao de carater, jamais iria posar para revista masculina.

Iria até o fim para colocar na cadeia quem colocou o seu video intimo. Nao sendo assim, entao foi ela a responsavel por isso. Julguei e condenei. A atitude dela me fez ter essa atitude.

Por outro lado, Leio sobre a americana Kimberly Alexis Boulos, 25. Um exemplo para todos nós. Jogadora de futebol, que foi afetada emocionalmente pelas imagens de destruiçao do Haiti pelo terremoto em 2010.

Kimberly, que tem parentes distantes haitianos, resolveu aquele país destroçado da forma que podia: Jogando futebol. Enviou uma carta ao tecnico da seleçao haitiana perguntando como poderia colaborar e ele respondeu dizendo que a forma seria jogando. Ela entao, resolveu se naturalizar haitiana e desde entao faz parte da equipe naciona de futebol.

A jogadora, agora, tem planos de seguir colaborando com o Haiti, também atraves do maravilhoso trabalho feito pela ong brasileira Viva Rio que mantem perto de Porto Principe , um centro de treinamento para os jovens atletas haitianos, onde eles moram, se alimentam, estudam e treinam.

Duas mulheres. Duas historias.
Denise: Uma mulher que nao é exemplo para ninguem.
Kimberly: Uma garota que nos ensina que quem quer ajudar, nao fala. Faz. Um exemplo para todos nós.

Sandra Santos – Jornalista e apresentadora de TV

Meu filho, você não merece nada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

 
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

ELIANE BRUM – ARTICULISTA DA REVISTA ÉPOCA

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Chegou “Minha Revista”–A Revista da Mulher Rondoniense

Minha Revista_Face2Em nome do Grupo A Gazeta de Rondônia, orgulhosamente apresentamos à Rondônia mais esse projeto fascinante que é a “Minha Revista”, um projeto marcante, que tem a ousadia das mulheres como a sua marca maior, uma jornada que se inicia com o intuito de acessar o universo feminino em todo seu glamour e sofisticação, que é o que as mulheres de hoje buscam cada vez mais.

Esse projeto, o qual em Rondônia já é hora de se oferecer de presente à suas beldades de nosso Estado que tanto ansiavam em ter uma revista que valorizasse plenamente a beleza, a graça, a coragem e o charme da mulher rondoniense.

Foi motivado pela incessante busca em conhecer cada dia mais esse labirinto de variadas formas, jeitos, cores, tons e sabores.

Para isso, convidamos uma das mais excelentes profissionais do ramo da moda, diretamente de Goiás, Suzi Freitas, Consultora de Moda e Estilo, que aceitou o desafio e embarcou apaixonadamente em nossa proposta de traduzir em páginas informativas, tudo aquilo que a mulher moderna mais deseja saber para estar sempre a par dos últimos lançamentos nacionais e internacionais.

Nada mais justo, pois somente uma mulher, profissional no assunto, poderia nos orientar bem melhor.

A nós homens, ficamos com a responsabilidade de prover todas as formas de transformar esse projeto em um sucesso absoluto.

A Minha Revista tem o compromisso de ser dirigida especialmente ao público feminino, e com a missão de atingir 100 % do Estado de Rondônia, e com certeza transbordará essas fronteiras.

Estaremos também divulgando as últimas tendências da moda masculina e infantil, sendo que estas duas figuras são intrincicamente ligadas ao cotidiano da vida da mulher, que mais do que nunca mantém hoje total autonomia nas questões de economia doméstica, sem influir nas suas mais novas conquistas.

A mulher de hoje, nossas eternas inspirações nas mais variadas fases da vida, se transformou de exclusiva para inclusiva, deixando de ser um ser dominada para dominar no papel de Mulher Mãe, Mulher Empresária, Mulher Esposa, Mulher Filha, Mulher Médica, Mulher Advogada, Mulher Secretária, Mulher Professora, entre tantas outras funções ... A todas, que buscam a sua razão de ser mulher, é que dedicamos essa obra.

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Danny Bueno

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Crônicas de Rondônia–06/11/12

Danny Bueno

Direto de Brasília

Em resposta aos mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios do Dr. Hélio Vieira, Dr. Oreste Muniz e demais advogados, a Comissão Nacional de Prerrogativas do Conselho Federal da OAB de Brasília, enviou o advogado Francisco Anis Faiad, presidente da Comissão, que veio acompanhar de perto as ações da Polícia Federal e disse ser estas abordagens “tentativas de projeções midáticas de certos magistrados que não tem respeitado o espaço sagrado que a advocacia merece no país”. Disse também que essa ação não foi isolada, pois em várias partes do país vários escritórios tem sido invadidos por ordesn judiciais, sem respeitar o sagrado direito do sigilo absoluto dos clientes.

Pontes e Progresso

Segundo o próprio senador Acir Gurgacz, dois projetos almejados há dezenas de anos pelos Estado de Rondônia e Acre podem sair do dicurso e virar realidade nos próximos anos. Uma delas é a ponte que ligará o lado brasileiro com a Bolívia em Guajará Mirin, e outro é uma ponte que ligará o Estado de Rondônia ao Acre pela Ponta do Abunã. As duas obras deverão ser licitadas pelo Dnit já em 2013 e contam com a aprovação do Planalto para que as obras se concretizem. Tomara mesmo que isso não seja mais promessas da União que nunca priorizaram nossa região norte.

Muleta de preguiçosos

A cada feriado o Brasil perder bilhões em receita que poderiam ser reenvistidas em causas sociais, educacionais e na própria saúde como na segurança pública. Particularmente fico idignado com tantos feriados que só servem para produzir cada vez mais a esbórnia entre os jovens que crescem com a concepção de que frear a produtividade  e partir para o comodismo é uma coisa salutar. Estudos oficiais apontam que só nos 12 feriados nacionais e mais de 30 que existem nos Estados, sem contar os municipais, é uma verdadeira farra pra vagabundo nenhum botar defeito, eu sinceramente me sinto enojado de tanto ficar em casa enquanto poderia estar arrecadando mais reservas para para pagar as contas que não são poucas. Muitos, assim como eu gostariam muito de  trabalhar, mas, são obrigados a fecharem as portas por conta de leis que lesam toda a pátria.

Tamanho do rombo

Segundo dados oficiais, as perdas com a vagabundagem que dura de três a quatro dias, incluindo os finais de semana, é claro, podem chegar a mais de 150 bilhões de reais. Isso mesmo: 150 BI. Essa soma astronômica representa nada menos que 3,82% do Produto Interno Bruto, o nosso PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Outro dado assustador: apenas a indústria brasileira deixará de produzir algo em torno do 4,4% do PIB e deixará de faturar este ano, onde há uma sucessão de dias parados, nada menos do que 44,6 bilhões de reais. Isso mesmo. Exatamente num setor em que precisamos de recuperação, em que estamos perdendo espaço na concorrência no mercado mundial, onde o fechamento de uma fábrica pode representar centenas de desempregados.

Corrupção dos valores

Mesmo com as portas fechadas durante dias seguidos; mesmo sem faturar absolutamente nada, todas têm que pagar religiosamente seus impostos, que formam a maior carga tributária do Planeta e cumprir seus compromissos salariais com os funcionários. Portanto, tem que ter coragem para ser empreendedor neste país que não trabalha durante dezenas de dias por ano, como se todos nós fossemos funcionários públicos. Infelizmente, a grande maioria não é e não tem os benefícios e muita moleza de tantos, que recebem mesmo descansando e prolongando seus “feriadões”...

Ocupação em massa

Famílias inteiras estão entrando para morar em suas casas inacabadas no setor Areal em Porto Velho como forma de pressionar a prefeitura a entregar de vez os imóveis que estavam programados para serem habitados há mais de dois anos. O que se vê são esqueletos de apartamentos sem qualquer previsão de entrega por parte do executivo, diante da situação os ocupantes tomaram a frente do seu  imóvel e estão colancando os batentes, as portas e as janelas para conseguir deixar o local com o mínimo de dignidade. essa chapa tem tudo para esquentar e muito, aguardem.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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