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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Crônicas de Rondônia

Danny Bueno

Perto do fim dos tempos

Confesso que acordei um pouco ansioso ontem para escrever esta coluna pois acabei me dando conta de que estamos há menos de 30 dias da data prevista pelos Maias, através do lendário calendário que prevê que no próximo dia 22 de Dezembro toda terra passará por inúmeros terremotos, inundações e furacões de todos os estilo. Em respeito a famosa civilização que se destacou pela sua avançada tecnologia e eficientes projetos arquitetônicos que surpreendem os mais estudiosos eu resguardo um certo medo, porém, quando me lembro das práticas religiosas, baseadas em sacrifícos humanos, que a mesma civilização aplicava para manter a dominação dos reis e  imperadores maias, sou obrigado a duvidar periptantemente de todas as previsões.

Todavia

e por via das dúvidas, vou aproveitar o próximo mês para promover uma aproximação maior com todos meus amigos, parentes e simpatizantes…. Não por causa da minha consciência, pois esta está tranquila, mas, quem sabe justamente agora seja uma boa hora para introduzir essa mania de viver mais perto de quem realmente amamos, com a morte de um primo querido na semana passada acabeiu me dando conta que nunca mais vou poder passar um Natal em sua presença, e por isso mesmo, não gostaria estar lamentando no Natal de 2013 algum outro ente querido que deixe de me aproximar por puro comodismo.

FIERO em crise

a coisa não anda nada boa para o lado do atual presidente da Federação das Indústrias de Rondônia – FIERO, que enfrenta uma chuva de acusações contra a sua gestão e principalmente sobre o processo eleitoral que o reconduziu ao poder da entidade em 2012. Após ser noticiado em vários veículos da capital as indignações de 11 sindicatos, de um total de 19 filiados a FIERO, como forma de retalização a presidência enviou à dois dos principais sindicatos filiados, o SINDUSCON E O SINICON uma carta de exclusão sumária impedindo que os mesmo voltem a participar de qualquer reunião da entidade. E olha que o SINDUSCON foi UM dos fundadores da FIERO, a coisa vai feder…

Começou com o pé direito

O ministro Presidente do Superior Tribunal  Federal – STF, empossado essa semana, Joaquim Barbosa encaminhou para a pauta de julgamentos o processo promovido pela OAB/RO que extingues os salários e aposentadorias dos ex-governadores de Rondônia e causam um enorme rombo aos cofres públicos do Estado, vejamos qual vai ser o entendimento dos ministro do supremo quanto ao merecimento dos ex-governadores em continuar a receber de forma vitalícia valores exorbitantes, como se estivessem no poder, ainda mais com o Estado atravessando uma crise tão violenta que ameaça até mesmo os salários dos pobres servidores.

Adeus Valter Bártolo

Mais um Titan da história de Rondônia tombou essa semana após uma longa vida de ricas experiência junto ao povo que o admirava, como ex-prefeito de Ji-Paraná e ex-deputado estadual, Walter Bártolo morreu na madrugada desta quinta-feira (22/11) em Porto Velho, aos 85 anos.
Walter Bártolo foi gestor publico e recebeu sempre missões difíceis de seus comandantes, quase de desbravar e colonizar regiões, e ele sempre encarou com naturalidade, competência e dignidade. Pode descansar companheiro, agora nós cuidaremos das suas canções…

Minha Revista já está saindo

A Próxima edição da Minha Revista já está sendo preparada com previsão de ser distribuída nas bancas já no próximo dia 15 de dezembro, aproveitamos para agradecer aos inúmeros telefonemas, emails e clientes visitados que elogiaram o trabalho da nossa equipe e principalmente a idéia do projeto que veio preencher uma lacuna no meio editoria em Rondônia que faltava em consideração as mulheres que tanto fazem por esse Estado desde o seu surgimento.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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