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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Crônicas de Rondônia–06/11/12

Danny Bueno

Direto de Brasília

Em resposta aos mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios do Dr. Hélio Vieira, Dr. Oreste Muniz e demais advogados, a Comissão Nacional de Prerrogativas do Conselho Federal da OAB de Brasília, enviou o advogado Francisco Anis Faiad, presidente da Comissão, que veio acompanhar de perto as ações da Polícia Federal e disse ser estas abordagens “tentativas de projeções midáticas de certos magistrados que não tem respeitado o espaço sagrado que a advocacia merece no país”. Disse também que essa ação não foi isolada, pois em várias partes do país vários escritórios tem sido invadidos por ordesn judiciais, sem respeitar o sagrado direito do sigilo absoluto dos clientes.

Pontes e Progresso

Segundo o próprio senador Acir Gurgacz, dois projetos almejados há dezenas de anos pelos Estado de Rondônia e Acre podem sair do dicurso e virar realidade nos próximos anos. Uma delas é a ponte que ligará o lado brasileiro com a Bolívia em Guajará Mirin, e outro é uma ponte que ligará o Estado de Rondônia ao Acre pela Ponta do Abunã. As duas obras deverão ser licitadas pelo Dnit já em 2013 e contam com a aprovação do Planalto para que as obras se concretizem. Tomara mesmo que isso não seja mais promessas da União que nunca priorizaram nossa região norte.

Muleta de preguiçosos

A cada feriado o Brasil perder bilhões em receita que poderiam ser reenvistidas em causas sociais, educacionais e na própria saúde como na segurança pública. Particularmente fico idignado com tantos feriados que só servem para produzir cada vez mais a esbórnia entre os jovens que crescem com a concepção de que frear a produtividade  e partir para o comodismo é uma coisa salutar. Estudos oficiais apontam que só nos 12 feriados nacionais e mais de 30 que existem nos Estados, sem contar os municipais, é uma verdadeira farra pra vagabundo nenhum botar defeito, eu sinceramente me sinto enojado de tanto ficar em casa enquanto poderia estar arrecadando mais reservas para para pagar as contas que não são poucas. Muitos, assim como eu gostariam muito de  trabalhar, mas, são obrigados a fecharem as portas por conta de leis que lesam toda a pátria.

Tamanho do rombo

Segundo dados oficiais, as perdas com a vagabundagem que dura de três a quatro dias, incluindo os finais de semana, é claro, podem chegar a mais de 150 bilhões de reais. Isso mesmo: 150 BI. Essa soma astronômica representa nada menos que 3,82% do Produto Interno Bruto, o nosso PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Outro dado assustador: apenas a indústria brasileira deixará de produzir algo em torno do 4,4% do PIB e deixará de faturar este ano, onde há uma sucessão de dias parados, nada menos do que 44,6 bilhões de reais. Isso mesmo. Exatamente num setor em que precisamos de recuperação, em que estamos perdendo espaço na concorrência no mercado mundial, onde o fechamento de uma fábrica pode representar centenas de desempregados.

Corrupção dos valores

Mesmo com as portas fechadas durante dias seguidos; mesmo sem faturar absolutamente nada, todas têm que pagar religiosamente seus impostos, que formam a maior carga tributária do Planeta e cumprir seus compromissos salariais com os funcionários. Portanto, tem que ter coragem para ser empreendedor neste país que não trabalha durante dezenas de dias por ano, como se todos nós fossemos funcionários públicos. Infelizmente, a grande maioria não é e não tem os benefícios e muita moleza de tantos, que recebem mesmo descansando e prolongando seus “feriadões”...

Ocupação em massa

Famílias inteiras estão entrando para morar em suas casas inacabadas no setor Areal em Porto Velho como forma de pressionar a prefeitura a entregar de vez os imóveis que estavam programados para serem habitados há mais de dois anos. O que se vê são esqueletos de apartamentos sem qualquer previsão de entrega por parte do executivo, diante da situação os ocupantes tomaram a frente do seu  imóvel e estão colancando os batentes, as portas e as janelas para conseguir deixar o local com o mínimo de dignidade. essa chapa tem tudo para esquentar e muito, aguardem.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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