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sábado, 17 de novembro de 2012

MEU CORAÇÃO ESTÁ DE LUTO: EU HOJE ESTOU ASSIM

LUTOvalnei e esposa

LINKS DE NOTÍCIAS DO ACIDENTE:

http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1319051&tit=Acidente-mata-casal-de-Maringa


http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--700-20121117


http://www.glup.com.br/noticia/acidente_mata_casal_maringaense_e_deixa_maringa_de_luto/658


http://maringa.odiario.com/parana/noticia/704682/casal-de-maringa-morre-em-acidente-na-pr-577/


http://joaquimdepaula.com.br/index.php/2012/11/br-376-casal-morre-em-colisao-de-bitrem-com-renault-scenic/


Meus primos Walney Antonio Godoy dos Santos (45) e Claudimara Sandri Godoy dos Santos (40), não cheguei a conhecer sua esposa primo pois há muitos anos estávamos afastados pela vida (Por isso presto meus sinceros sentimentos a família desta)…

Uma parte do meu coração e da minha infância morre hoje com o Walney, meu primo do coração, daqueles que a gente nunca vai esquecer… das caçadas de estilingues no sítio do seu avô quando o seu Pai nos levava, ou então espingardinha de pressão (quando isso não era proibido, uma vez dei um tiro perfeito que ele nunca mais me deixou em paz de tanto duvidar do que tinha visto...rsrsrs,...

Caçar Passarinhos era uma arte que poucos dominavam em Maringá naqueles tempos, mas o Walney era mestre no assunto), nadar nos corregos e riachos (Quantas vezes me livrou de afogar), comer lambari vivo, rsrsrs... (apreciava todo tipo de peixe), das caminhadas pelos pastos de boi, dos primeiros cigarrinhos de palha, das promessas para o futuro (Lembro-me que ele queria ser Piloto de avião), das conversas na madrugada ouvindo as FMs de Maringá (Maringá FM entre outras), das primeiras promessas de namoro, das brincadeiras de rua, das horas intermináveis de futebol de rua, o bicho era um trator, forte como um touro….

Era o meu protetor, escudeiro e grande Amigo…Corajoso e briguento como ninguém (Temido e respeitado por toda molecada do bairro, mas dócil e compreensivo com todos que amava), muitas vezes me defendeu e me ensinou a enfrentar vários medos quando menino…

De um coração que não cabia dentro de si esteve sempre ao meu lado durante a separação dos meus pais, na verdade foi sempre um conselheiro que Deus designou naquela hora (Me adotou como irmão mais novo homem, que nunca teve e, eu como irmão mais velho), me ensinou sempre a ser honrado, honesto e trabalhador…

Meu coração está arrasado, estendo meu consolo as minhas amadas primas, Tânia Mara Godoy dos Santos e Eliana Cláudia Godoy dos Santos, bem como ao meu tio Valdir dos Santos (Tio Amado), que nessa hora de intensa dor devem buscar lembrar apenas das coisas mais puras e verdadeiras que tivemos o privilégio de receber do Walney, …

Lamento muito não poder estar ai e, lamento mais ainda não poder ter me perdoado com ele ainda em vida, pois há mais de 15 anos não nos víamos e em nossa ultima conversa tivemos um desentendimento… (coisa de primos) mas, mesmo assim sempre desejei em meu coração que no dia em voltasse à Maringá daria um grande abraço e esqueceríamos tudo como bons irmãos…

Sua mãe (Amada Tia Zely Godoy dos Santos se foi há dois anos, e com certeza estará te aguardando com os braços abertos na eternidade, pois tu eras o menino amado dela)...

Vai meu irmãozinho, que Deus te prepare um lugar especial ao lado da sua esposa que escolhestes nessa vida e que um dia possamos sentar todos na mesa do nosso salvador Jesus Cristo.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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