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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia – (17/01)

Violência extrema

A população de Porto Velho acordou pasma com a notícia da tentativa de homicídio ocorrida na noite desta quarta feira (16/01), a um jovem que saia de casa com a namorada e foi brutalmente alvejado traiçoeiramente por um desconhecido que evadiu-se do local tomando rumo ignorado.  Seria mais um crime bárbaro daqueles que os canais de Programas policiais exibem todos dias, senão fosse o fato de haver um ar de mistério no caso, por envolver um ex-vereador da capital, que no caso é o Professor Mário Jorge. O jovem que foi vítima da tentativa se chama também Mário Henrique Abuzed (22).

Investigações

O caso está sendo tratado como tentativa de assalto, mas, pelo fato de ter sido atingido fatalmente na região da cabeça não se pode ignorar que existe fortes indícios de se tratar de um crime encomendado, acerto de contas ou mesmo crime de vingança, mesmo por que não houve qualquer tentativa, por parte dos autores do atentado, de levar qualquer objeto de valor das vítimas ou do interior do veículo. Depois de atirar no jovem, os suspeitos fugiram do local na companhia de um casal que estavam no interior de um Saveiro.

Talento na música

maria clara_cantora-countryMudando de assunto, o ano de 2013 começou com previsão de sucesso para a jovem cantora Maria Clara. A nova musa do pop sertanejo do Brasil está gravando neste mês de janeiro, o clipe da faixa Violetas, música de trabalho do seu primeiro CD Menina Bonita, lançado em novembro do ano passado.

As gravações têm como cenário o Rio de Janeiro e o deserto de Atacama no Chile, constituindo – se, portanto numa mega produção para o lançamento oficial da canção que já está sendo tocada em rádios do Brasil, principalmente de Goiânia, Minas Gerais e Brasília, por onde começou a campanha de marketing da nova artista.

Sorte passeia por Rondônia

Os moradores mais supersticiosos do Estado de Rondônia estão crentes que essa semana alguma coisa boa vai acontecer com a chegada do “Caminhão da Sorte”, que promove os sorteios das loterias da Caixa Econômica em todo Brasil. O veículo ficará por uma semana no Estado e os sorteios ocorrerão no município de Ariquemes aonde os moradores podem acompanhar bem de perto como são executados os sorteios, sendo inclusive convidados a participar como auditores populares.

Vai que ganha

Tomara mesmo que possamos divulgar a boa notícia de que alguém de nossas cidades conseguiu alcançar a sorte grande e levou uma bolada merecida para casa, dentre tantas notícias tristes que somos obrigados a divulgar esta seria uma que fariamos com grande alegria, eu mesmo vou arriscar uns reaiszinhos na lotérica pra não perder a oportunidade da passagem do Caminhão da sorte, vai que por azar eu levo alguma coisa, no mais desejo também muita sorte à todos.

 

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com.

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda nowww.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar paraAvenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados deDanny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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