quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia (30/01) – Problemas em série estão sendo discutidos

Risco eminente de novas tragédias

Segundo dados do comando do  Corpo de Bombeiros de Rondônia em Porto Velho, existem apenas 44  casas noturnas na capital em condições legais de funcionar e que possuem os certificados fornecidos pelos bombeiros. Tais números, expostos apenas agora devido a tragédia em Santa Maria, são pra lá de alarmantes, pois segundo o mesmo comando, só em 2011 foram emitidos 7 mil notificações em todo Estado, ficando a capital com duas mil destas notificações. Agora em 2013, ao assistir uma das piores tragédias mundiais envolvendo jovens univertários e eventos noturnos, a própria corporação dos bombeiros no Estado assegura que não tem conhecimento de quais as mediddas estavam sendo tomadas para a segurança de tais eventos. Até o final desta semana, representantes dos órgãos públicos de segurança participarão de uma reunião técnica onde definirão quais medidas serão tomadas e quais locais serão priorizados para intensificar o monitoramento.

Prefeitura endurece

Quem não está nada contente com o atual prefeito são os donos das empresas de ônibus da capital que parecem não acreditar que o prefeito Mauro Nazif vai sim cumprir o seu compromisso feito com a população de fiscalizar com rigor e quebrar o monopólio das empresas de ônibus. Uma guerra silenciosa está sendo travada nos bastidores e ao que tudo indica o desespero já tomou conta dos empresários. Só essa semana a prefeitura mandou apreender 13 ônibus que estavam em situação precária, ou seja verdadeiros ferros velhos, que circulavam livremente pelas ruas podendo causar graves acidentes que envolveriam um números considerável de vítimas.

Documentação atrasada

Os veículos foram apreendidos por fiscais da Divisão de Fiscalização de Transportes, da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran). As apreensões ocorreram durante fiscalizaçãode rotina realizada na última semana em vários pontos da Capital. Todos os veículos foram recolhidos ao pátio do Departamento Estadual Trânsito (Detran). Segundo o laudo de apreensão, a maioria dos veículos estava com o licenciamento vencido, IPVA atrasado, lacre deplacas violado, entre outras irregularidades. Todos os ônibus pertencem à empresa Rio Madeira.´

Às de Espadas

Quem pode acabar saindo de “tradutor” nas conversações entre a prefeitura e as empresas, é o vereador eleito Márcio do Sintetupron (PSB), primeiro por pertencer ao partido do prefeito, segundo por que Márcio é ex-presidente do sindicato do motorista e cobradores de ônibus de Rondônia, portanto entende como ninguém a situação dos trabalhadores e tem um trânsito livre com os empresários, quem sabe ajude a apaziguar os ânimos e faça com que os mesmos cumpram a novas exigências da era Nazif com relação aos ônibus, ou abram espaço para quem quer atender a população com dignidade.

Um “lixo” de atendimento

populacao2Outro assunto que está na mira da prefeitura e do Tribunal de Contas do estado, é a coleta de lixo da capital, atualmente prestada pela empresa Marquise, não é a tõa que na tarde de ontem a população e os próprios garis, funcionários da empresa, participaram de uma Audiência Pública na Câmara Municipal com a presença da diretoria da Marquise, deputados estaduais e o prefeito. Na audiência, que estava lotada, a empresa alegou que o crescimento da cidade foram um dos motivos que fizeram a prestaçõa de serviços se tornar deficiente e ainda justifica que há dois anos solicitou um realinhamento de contas com a prefeitura e por não ter sido contemplada com o valor solicitado, não pode aumentar o contingente de funcionários bem como não pode mellhorar a prestação do serviço prestado. Já o prefeito Mauro Nazif, disse que a empresa é muito bem paga para fazer o serviço e não vai admitir que a população pague com a falta de responsabilidade de terceiros.

Diversas irregularidades

Já o Tribunal de Contas apontou um número considerável de irregularidades no contrato com a Marquise a ponto de recomendar a prefeitura a suspender os pagamentos, duas das diversas irregularidades apontadas pelo TCE no contrato de prestação de serviço da empresa Marquise são a construção do aterro sanitário e a desativação do lixão - ambas não foram atendidas. O problema, segundo a empresa Marquise, é a falta de um local para realizar a construção do aterro, o terreno não foi cedido pela prefeitura. "A empresa não tem como fazer o serviço porque todos os terrenos apresentados pela prefeitura geraram algum problema e não puderam ser utilizados.

CONTATOS: Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com. No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno

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Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno

_______________Arquivo vivo: