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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia–16/01

Transposição/RO – Últimos Capítulos

A secretária-executiva do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Eva Chiavon, garantiu, em audiência com o governador Confúcio Moura (PMDB), nessa segunda-feira (14), que no mês de fevereiro iniciará os procedimentos de transposição dos servidores públicos do Estado de Rondônia para os quadros da União.

Chiavon disse ao governador que os processos dos servidores a serem  transpostos devem ser entregues na Secretaria de Representação do Ministério da Fazenda no Estado de Rondônia (Sanf) para que,  em seguida , as análises processuais sejam encaminhadas à Comissão Interministerial em Brasília para reanálise e publicação no Diário Oficial da União (DOU). 

Assumiu

O ex-prefeito de Porto Velho, Emerson Castro (PMDB), assumiu nesta quarta-feira, 16/01, o cargo de Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES), em solenidade que contou com a presença de amigos, familiares e autoridades que aconteceu no Palácio do Governo. Em seu discurso de posse, Emerson ressaltou o trabalho que desenvolveu na vida pública nos últimos 12 anos. “ Já fui vereador, secretário, vice-prefeito e prefeito exercício e sei que ainda posso contribuir e muito para o desenvolvimento do nosso Estado. Amo Porto Velho de paixão, meu pai por exemplo, é um portovelhense adotivo, também quero parabenizar o Edson Vicente que iniciou um grande trabalho na SEDES”, afirmou. 

400 Ações por improbridade

O relatório anual de atividades do Ministério Público do Estado de Rondônia, elaborado pela Corregedoria-Geral da Instituição, apresenta um crescimento de 182% no número de ações civis públicas em 2012 em relação ao ano de 2011. Enquanto em 2011 foram ajuizadas 359 ações civis públicas, em 2012 esse número passou para 1.013. Deste total, 401 foram ações civis na área de improbidade administrativa, comprovando que uma das áreas prioritárias de atuação do MP de Rondônia tem sido o combate à corrupção. Os números apresentados pela Corregedoria-Geral revelam também a tendência de busca da resolução dos conflitos na esfera extrajudicial, evitando-se assim a judicialização indiscriminada e promovendo a solução dos problemas de forma a atender mais rapidamente os anseios da sociedade.

A espreita

Como se já não bastasse os altos índices de acidentes que colocam a nossa capital como a 1ª colocada em números de acidentes com morte no Brasil, uma cena inusitada foi flagrada pelas lentes deste repórter numa das principais esquinas de Porto Velho (Pinheiro Machado com Marechal Deodoro), onde nada menos que um Urubu que estava assentado sobre um semáforo a espreitar os carros e os pedestres que passavam abaixo de suas asas. Poderia ser até cômico se não fosse trágico pensar que apesar do semáforo a mesma esquina já foi palco de acidentes inclusive com mortes.

FOTO DO URUBU SOBRE O FAROL:

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo e-mail danny_bueno3@hotmail.com.

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda nowww.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar paraAvenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados deDanny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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