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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia–18/01 (Sexta)

Na contra mão do aumento

O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 17, que não irá autorizar um novo aumento no preço da passagem de ônibus, reivindicação feita pelos proprietários das empresas de transporte coletivo da capital. A confirmação foi feita durante entrevista ao programa “Fala, Rondônia!”, apresentado pela Rede TV!, em resposta à pergunta feita por uma telespectadora pelo facebook do programa.

Ele afirmou que estuda uma maneira legal de abrir nova licitação para a contratação de mais empresas para explorar o serviço. “O ideal para nós é que pelo menos três empresas operem o sistema e queremos uma frota de no mínimo 250 ônibus circulando pela cidade para que a população tenha, a partir de agora, um serviço de qualidade”, disse o prefeito.

Interesse de ajudar

Ainda falanda da prefeitura de Porto Velho, durante reunião promovida pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia (Senge), realizada na noite desta quinta-feira (17), o prefeito Mauro Nazif recebeu um documento contendo várias sugestões de políticas públicas que poderão ser colocadas em prática em sua gestão. Os engenheiros propõem ações nos mais diversos setores, como a implantação do plano diretor de drenagem urbana para evitar alagações.

O documento ainda contém sugestões para a arborização da cidade, transporte e trânsito, fortalecimento da produção do pescado e de hortifrutigranjeiro, alternativas para reaproveitamento de materiais recicláveis, planejamento de ocupação dos espaços, atenção às áreas de preservação permanentes (APP) e das matas ciliares, criação do Conselho Municipal do Orçamento Participativo, conter ocupações irregulares nas margens dos canais e construção do aterro sanitário, dentre outras.

Desburocratizar é a nova ordem do governo

A desburocratização dos serviços públicos em Rondônia é um dos principais objetivos da atual gestão. Para alcançá-la, o Núcleo Estadual do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (Gespública), ligado à Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), investiu na capacitação de servidores, que vivenciaram na prática os procedimentos de simplificação dos processos existentes nas organizações. Vejamos se a boa vontade do governo Confúcio contagia os funcionários acostumados a tantos anos de práticas viciadas em dificultar as liberações de processos, uma  questão praticamente cultural para os brasileiros.

Relatório revela crimes ambientais

sedammO relatório anual de atividades da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), elaborado no período de janeiro a dezembro de 2012, pela Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam), revela que foram apreendidos 29 mil metros cúbicos de madeiras em toras e serrada com autoria; e 1,9 mil metros cúbicos de madeira em toras sem autoria (madeira abandona pelos infratores, ou encontradas pelas equipes de fiscalização, das quais não é possível identificar os responsáveis pela exploração ilegal); 102 caminhões foram apreendidos e 36 tratores.

Os números apresentados pela Coordenadoria da Sedam apresentam o resultado da inspeção industrial realizada em todo Estado, com 586 empreendimentos inspecionados. Desse total, 105 estavam desativados ou não correspondiam com as informações indicadas na Licença Ambiental solicitada junto ao órgão, o que motivou o bloqueio imediato desses empreendimentos. Ainda durante a inspeção foram verificadas 52 empresas com licenças de operações vencidas, 58 sem licenciamento, 339 em situação regular, e 35 irregularidades no pátio.

 
Ainda de acordo com o relatório, ocorreram 1.334 entradas de processos, foram lavrados 1.255 autos de infração, 336 operações realizadas, 204 vistorias, 428 notificações e aplicadas multas no valor de R$ 64 milhões.

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com.

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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