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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia–(21/01) Após denúncia jornalística prefeitura toma providências com a rodoviária

Esgoto a céu aberto

Para quem mora e quem vem trabalhar ou visitar Porto Velho, desembarcar na Rodoviária Municipal se tornou um verdadeiro teste de resistência respiratória,  a fedentina dos banheiros e a sujeira acumulada nas lixeiras abertas, expostas a toda população já está se tornando um “Cartão Postal” humilhante para quem ama nossa capital. Após denúncia jornalística publicada pelo site da Gazeta de Rondônia.com.br, diversos veículos de comunicação e jornalistas fizeram questão de constatar de perto a situação vexatória de abandono e risco para a saúde pública que se encontra um dos portais de entrada de nossos concidadãos e dos turistas em Porto Velho. 

Providências

Segundo a atual Secretário de Trânsito do Município (SEMTRAN), Coronel Gutemberg, Já estão sendo tomadas medidas emergênciais junto aos donos de bancas, lanchonetes e empresas de ônibus para que a questão seja imediatamente solucionada. Para as milhares de pessoas de transitam diariamente no local resta aguardar e ver em quanto tempo essa solução será apresentada. Ate´que se reorganize o ambiente, que é simnplesmente uma questão de limpeza, há que se ter uma atenção especial sobre a prevenção dos usuários dos banheiros e dos passageiros em geral, que necessariamente precisam receber luvas e máscaras para poder percorrer o caminho do ônibus até a saída da rodoviária, que se tornou um trajeto impraticável até mesmo para os mais acostumados profissionais de aterro sanitários que lidam com toda sorte de escremento.

Carnaval de Porto Velho foi pro ralo

Segundo o jornal Folha de São Paulo do dia 19/01, uma recente pesquisa com as prefeituras de pelo menos 10 capitais, os administradores disseram que devido a má programação dos prefeitos que sairam para dar lugar aos novos eleitos, as prefeitura encopntram-se sem orçamento suficiente para realizar as festividades do período de carnaval, além do fato de que a maioria dos municípios brasileiros estão atolados em dívidas e sem recursos até mesmo para pagamento de folhas de funcionários e manutenção das secretarias mais básicas, como a saúde, educação e segurança. A pindaíba é tão grande que mesmo que se tivesse programado algum dinheiro para as festividades os mesmos teriam que ser automaticamente direcionados para as prioridades dos municípios, como acontece já em alguns municípios e capitais que estão tendo que suspender as contratações de bandas e as estruturas para a promoção da festa popular. Na reportagem da Folha a referência que se faz a Porto Velho explica que o carnaval da cidade foi “adiado” e está sem data para acontecer, mas, vamos concordar: Com tantas mazelas distribuídas pelo município que não consegue nem mesmo comprar um saco de lixo para colocar na rodoviária, arrumar dinheiro para festejos carnavalescos vai virar caso de polícia.

Parabéns aos competentes agentes da Polícia Civil

mario henrique abuzedCapturados na manhã deste Domingo, os dois envolvidos na tentativa de assalto que resultou na tentativa de homicídio do filho do ex-vereador de Porto Velho, Professor Mário Jorge, que está internado em estado grave na UTI do Hospital de Base de Porto Velho. O estudante de Medicina, Mário Henrique Abuzed de Oliveira, de 23 anos, luta pela vida após ter sido baleado na cabeça quando saia de casa na noite da última quarta-feira. Gostaria de aproveitar o espaço da coluna para elogiar o brioso e competente dos agentes da Polícia Civil envolvidos nessa operação que logrou todo êxito com a prisão e confissão dos autores da tentiva de assassinato ao rapaz. E que os mesms sirvam de exemplo ou estejam sempre a frente dos demais casos em que famílias nem tão conhecidas como a de Mário Henrique obtenham os mesmos resultados e possam ver seus algozes pagando caro pelo mal propagam em nosso meio. Até onde se sabe, os autores deste atentado também confessaram ter cometido outros crimes de igual ou pior natureza, são dois a menos que a Polícia Civil abate das ruas para tornar nossa cidade mais tranquila.

MARIO JORGE_ASSALTANTES

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com.

No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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