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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crônicas de Rondônia–(25/01) Mais um grande companheiro que se vai

Mais um Companheiro que se vai

É com profundo desgosto e enorme pesar que comunicamos a morte do nosso colega de profissão Sued Pinheiro, editor Chefe do Jornal Alto Madeira, que veio a falecer na madrugada dessa sexta-feira (25/01), em sua casa, logo após sofrer um infarto fulminante enquanto assistia televisão em sua casa ao lado do filho de 16 anos. Profissional de mão cheia, companheiro de todas as horas, amante da boa música popular brasileira e acima de tudo, sempre um ombro amigo e conselheiro para aqueles a quem a ele recorriam. Tive a grata satisfação de conheçê-lo e trabalhar junto na implantação do extinto jornal Diário do Povo, de Ji-paraná, que não properou, mas deixou boas lembranças da equipe de jornalismo que se formou.

Violência, violência e mais violência

Dessa vez foi um jovem cheia de vida Naiara Karine da Costa, estudante de jornalismo, trabalhadora e de boa família que estampa as páginas de notícias de todo o Estado, deixando a população de Rondônia cada vez mais estarrecida com o a escalada da violência que se aplaca em nossas pequenas e grandes cidades. Mais uma criança, de 18 anos que foi assassinada em Porto Velho.

Comentário via Facebook: Sandra Santos (Rondoniagora)– “Gente, mais uma garota, uma criança, de 18 anos foi assassinada em Porto Velho. Quando iremos levantar a bunda da cadeira e deixar de ser um povo sem raça, sem valores, sem personalidade e ir a luta? Tô de saco cheio de ver toda essa violência e todos nós aqui, olhando, indiferentes a toda essa violencia. Proponho a toda a populaçao, sites, politicos, empresarios, e todos os profissionais, que nos unamos em um so objetivo: Iniciar um grande movimento para exigir dos politicos que trabalhem para a mudança do codigo penal. Podemos começar aqui e quem sabe, outros estados poderão unirem-se a nós. Tô cansada de ficar inerte e ver essa inercia em todos nós”.

Atenção Mulheres

Leonice PolidorioUma moradora de Cacoal, Leonice Polidório (40), morreu essa semana na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra após uma cirurgia de Lipoaspiração. Ela trabalhava como agente de saúde na cidade e disse aos parentes e amigos que estava indo apenas acompanhar uma amiga que estava com cirurgia marcada. Para a surpresa de todos, foi a funcionária pública que acabou sendo mais uma vítima fatal dessas recorrentes emal sucedidas cirurgias de risco dentro e fora do país. Há que se ter muitos critérios antes de buscar esse tipo de reparação estética profissional, todo cuidado é pouco quando o assunto é nosso bem mais precioso: A nossa vida.

Veja a reportagem do G1 aqui 

http://g1.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/brasileira-de-40-anos-morre-durante-cirurgia-de-lipoaspiracao-na-bolivia/2365945/

Nem tudo são dores

Boas novas na saúde do Estado, o governador Confùcio Moura, através de=a Secretaria de Saúde, representada pelo seu secretário, Williames Pimentel recepcionou os prefeitos e secretários de saúde dos 52 municípios de Rondônia no Hotel Aquàrius Selva Park, para firmar novos convênios e entregar equipamentos e ambulâncias destinadas a suprir as carências das cidades em relação a saúde pública, que hoje em dia é um dos maiores desafios do poder executivo a nível nacional.

CONTATOS: Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com. No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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