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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Crônicas de Rondônia (06/01) -

Receita libera restituições hoje

A Receita Federal libera às 9 horas de amanhã (6) um novo lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física, que estavam retidas na malha fina. No lote constam declarações referentes aos exercícios de 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008. O dinheiro das restituições será depositado no banco no próximo dia 15 para um total de 92.562 contribuintes.

Em relação ao exercício de 2012, serão creditadas restituições para um total de 64.289 contribuintes, com correção de 6,6 %. Para o exercício de 2011, serão creditadas restituições a um total de 12.546 contribuintes, corrigidas em 17,35 %. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ligar para o Receitafone (146) ou usar um aplicativo para tablets e smartphones.

Bota fora na FIERO

Apesar de ter tido uma decisão favoréval pela sua permanência através da juíza substituta da 5ª Vara, Fernanda Constantino de Campos, que nos autos do processo 0001064-98.2012.5.14.005, julgou desnecessária a constituição da junta governativa e ainda recomendou que o Conselho de Representantes fosse convocado para dar posse a Denis Baú na nova gestão, até que houvesse o julgamento das ações, O vice-presidente  do TRT-14 região, desembargador do trabalho Francisco Jose Pinheiro Cruz, concedeu liminar, na noite deste domingo (03), do Mandado de Segurança impetrado por nove sindicatos que compõem a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), em que ratificou a soberania do Conselho de Representantes da Fiero e determinou a posse imediata da junta governativa provisória nomeada pelo Conselho para gerir a Federação até que sejam proferidas as sentenças das ações.

Ossos do armário

A briga entre os sindicatos filiados e o atual presidente deposto pela justiça vinha se arratstando há dois anos, de lá prá cá, Denis Baú usou de todos os artifícios jurídicos e administrativos para impedir o completo acesso dos sindicatos as prestações de contas e a documentos internos que revelariam aonde estão sendo gastos os recursos repassados à entidade. Coma nova decisão, os novos dirigentes começaram ontem mesmo a realizar um pente fino em todas gavetas da FIERO e determinaram aos funcionários da casa que proibam o acesso do ex-presidente a documentos e principalmente a contas bancárias da federação. Pelo visto, se as suspeitas se confirmarem, muitos ossos poderão ser desenterrados desse “armário” que estava trancafiado a sete chaves.

7 Boates fechadas na capital

Aos poucos as autoridades começam demonstrar que o “Efeito Kiss” veio para ficar e batem duro contra os proprietários de casas de shows que insistem em manter o ambiente inseguro, insalubre e com documentação irregular.  De acordo com os resultados do CBMRO, foram vistoriados 44 estabelecimentos cadastrados na Diretoria de Prevenção e Serviços Técnicos (DPST), 18 foram notificados para correções diversas e sete interditados por não atender as mínimas regras de segurança, e 19 estabelecimentos estavam regularizados obedecendo todas as normas de segurança para locais público.
As irregularidades mais comuns encontradas foram os bares devidamente cadastrados, mas funcionando como locais de reunião de público, o que não permite as normas de segurança.

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O triste fim da Folha

Para muitos que ainda não perceberam, o jornal Folha de Rondônia, radicado em Ji-Paraná, que está paralisado há mais de uma ano, após ter agonizado por longos em uma batalha jurídica entre os antigos proprietários e os sucessivos arrendatários, finalmente chegou-se ao fim da sua novela com um final pra lá de infeliz, principalmente para os ex-funcionários que saem como maiores prejudicados após décadas de dedicação e defesa de um dos ícones da comunicação dentro do Estado.

FOLHA_GRAFICA_4Não é difícil encontrar ex-funcionários perambulando pelas ruas de Porto Velho a procura de emprego nas áreas que atuaram sistematicamente durante anos, como é o caso dos impressores, que chegavam a imprimir mais de 10 mil exemplares por dia, entre os jornal da casa e os tercerizados. Pessoas humildes, que apenas defendiam seu pão e não foram poupadas nem pela justiça e muito menos pelos ex-patrões. Ao que se sabe, o predio agora abandonado, não possui mais nenhuma folha de papel em seu interior e foi confiscado pela Justiça do Trabalho, que alienou o imóvel como forma de pagamento de outro projeto desastroso do dono do imóvel que resulltou em dezenas de causas trabalhistas. Ou seja, os funcionários da própria Folha estão longe de verem seus ativos trabalhistas recebidos por que o que seria objeto de pagamento de suas causas já foi repassados para outros credores, é lamentável, perde a imprensa rondoniense e perdem os leitores que prestigiavam o excelente trabalho executado pelos funcionários, em nome dos quais eu cito aqui em nome de todos os meus Amigos Roberto Gutierrez, Paulo Roberto (Tatu), o Deodato e o Sidney.

CONTATOS: Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email danny_bueno3@hotmail.com. No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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