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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Crônicas de Rondônia (22/02) – Incêndios duvidosos alarmam a população

Incêndios duvidosos

20fev13-foto_cleris_muniz-agencia_imagem_news_3Com a chegada a Porto Velho de três do bandidos suspeitos de serem os ordenantes da onda de incêndios a ônibus coletivos que assolou mais de 36 municípios em Santa Catarina, um fato pra lá de coincidente vem tirar o sono de grande parte da população da capital, que foi surpreendida com um incêndio também criminoso de 5 veículos na madrugada do último dia 20/02 (Quarta). É bem verdade que o Modus Operandis dos incêndios ocorridos em Porto Velho não batem com a onda de ataques em Santa Catarina, mas, não deixa de ser no mínimo estranho que justamente na chegada dos supostos líderes incendiários veículos particulares sejam destruídos sem qualquer motivo aparente, até onde sabemos, em Porto Velho não se tem notícias  desse tipo de “vandalismo” registrada nos anais da história da capital. É aguardar pra ver.

A volta de Dênis

Ainda ontem nós falávamos antes da publicação de nossa edição de ontem (21/02), sobre a saída humilhante do ex-presidente ou presidente retornado, nem sei mais como nominar, Dênis Baú do comando da FIERO. Pois bem, não que a juíza substituta do TRT/RO extinguiu a liminar emitida pelo Vice Presidente do próprio TRT/RO, Desembargador Francisco Cruz e, retornou ao poder da entidade agravando ainda mais a crise instalada entre as partes, que já vinham divulgando uma montanha de irregularidades  e promovendo denúncias gravíssimas que certamente resultarão em sérias demandas civis e criminais contra o “ex-presidente retornado” se defender. Se nem a justiça se entende, quem vai salvar a FIERO?

Tudo pronto

Segundo a organizadora do bota fora que acontecerá neste Domingo, às 16:00 hs, contra a eleição de Renan Calheiros a presidência do Senado, tudo está preparado para que o povo de Rondônia através da sua capital exprima sua indignação pelos votos secretos aplicados pelos senadores aliados de Renan que, segundo ela, traíram a confiança de seus eleitores sem respeitar a vontade de ampla maioria que jamais sonhou com essa possibilidade, Ou seja, ver um político ficha suja, de má fama e processado por diversos crimes assentando-se na linha de sucessão como o terceiro a governar a nação. Esperamos que seja uma bonita festa democrática e que o recado fique bem dado aos nossos senadores.

É mais ou menos assim.

Na minha opinião, os nossos senadores representantes erraram feio, pois dar a presidência do Senado de mãos beijada à Renan Calheiros, que tem um alonga ficha de escândalos, basta lembrar da sua renúncia pelo fato de pagar a pensão de um filho fora do casamento com uma assessora, com dinheiro público. Seria a mesma coisa que os nossos deputados reconduzirem o ex-presidente da Assembleia Valter Araújo, mais conhecido como “Agarra-me se puder”, ao cargo sem respeitar a opinião do povo de Rondônia, não acredito que tenha deputado tão cara de pau assim, será??

Passeata por Naiara Carine

A poucos dias do fatídico primeiro mês do assassinato da jovem Naiara Carine, trucidada por mais de 20 facadas, estuprada e jogada num matagal, a polícia continua sem pistas para elucidar o caso. A família da jovem está programando uma passeata de protesto para este próximo domingo, dia 24. Enquanto isso, o que todos torcem é para que os matadores de Naiara, sejam logo presos, até para evitar que eles voltem a atacar jovens indefesas. E façam com elas, o mesmo que fizeram com a linda garota chacinada. Domingo será um dia de muitas emoções como brasileiro, e como pai de família, espero todos lá.

CONTATOS: Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo email: danny_bueno3@hotmail.com. No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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