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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Crônicas de Rondônia (27/02) – Fantasmas, demissões e piquetes

Fantasmas do passado

Segundo o colega colunista, Antônio Serpa do Amaral Filho: “um fenômeno sobrenatural vem acontecendo no centro histórico da capital: fantasmas e vultos de outro mundo foram vistos perambulando pelo interior do prédio da Unir-Centro. Assustados e surpresos, alguns vigilantes e guardetes da jornada noturna juram, por todos os santos da Bahia, inclusive São Sebastião, terem visto inúmeras manifestações fantasmagóricas fazendo mungango para os vivos nos corredores do outrora Porto Velho Hotel”. (atualmente conhecida como UNIR centro).

Casos recentes

“Se as aparições são frutos da imaginação ou do medo, não se sabe. O fato é que o professor Adilson Siqueira, hoje chefe de gabinete da reitora Berenice Tourinho, depois de escrever uma homenagem ao falecido filósofo Pedro Vicente Lourensatto, teve também uma experiência no mínimo curiosa: quando ativou a tecla ENVIAR do correio eletrônico, para destinar a matéria aos jornais locais, as lâmpadas fluorescentes do teto estouraram, uma sutil atmosfera permeou o ambiente, deixando o gabinete às escuras e provocando calafrios nas veias do militante do PSOL”. Será que os tais fantasmas não estariam descontentes com mesmice na administração da UNIR que continua a tratar seus acadêmicos  e professores com o tradicional descaso de sempre.

100 Comissionados a menos na Assembléia

O clima entre os ocupantes de cargos comissionados na Assembleia Legislativa de Rondônia é de incerteza desde que o Diário oficial daquele poder publicou, nesta segunda-feira, 25, o listão com cerca de 120 decretos de exonerações. Especula-se que novos cortes de comissionados podem ocorrer, o que gerou um corre-corre entre os assessores junto aos parlamentares para saber quem fica e quem sai.

A Assembleia não deu qualquer explicação oficial para os cortes, mas, nos bastidores, surgiu a informação de que o Poder Legislativo enfrenta dificuldades para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

SEMTRAN sitiada

Na manhã desta Terça (26/02), centenas de moto-taxistas e e taxista da capital sitiaram a entrada da Secretaria Municipal de Trânsito de Porto Velho,  com intuito de obter uma audiência com o atual secretário, Carlos Gutemberg e assim desfazer várias medidas que a secretaria está tomando para melhorar o serviço na capital.

Itamar o líder das confusões

O mais engraçado é que os piquetes, que são conduzidos pelos sindicatos apadrinhados da CUT, que tem como presidente o ex-secretário da mesma SEMTRAN, Itamar Ferreira, tem  como único objetivo chamar a atenção da imprensa para a sua imagem que anda bem apagada nos meio político, principalmente após a sua derrota eleitoral em 2010 e os recentes escândalos do PT, protagonizados por seus amigos de carteirinha Roberto Sobrinho, Mírian Saldanha e Israel Xavier.

O mais interessante

É perceber que basta uma confusão surgir, que lá aparece o dito presidente da CUT com seu microfone inflamando e agitando os trabalhadores para cima de qualquer tipo de entidade, privada ou pública. è claro que as pessoas mais instruídas sabem muito bem que isso não é de graça, pois para se adiantar a frente desse tipo de situação o “experiente” dirigente sindical exige gordas contribuições para sustentar as suas estratégicas perturbações da ordem social. Ademais, por que será que durante o governo do PT e de sua própria administração a frente da SEMTRAN ele mesmo e a sua Central não se compadeceram dos “companheiros taxistas” com tanta paixão? Será que ele iria lá empoeirar seu terninho de executivo de terceira a troco de nada?

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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