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terça-feira, 5 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (06/03) – Até aviões derrapam em Rondônia

Quase acidente

Um avião das Linhas Aéreas Rio 727200, acabou provocando um incidente e prejuízos inestimáveis á centenas de passageiros, que tiveram seus voos cancelados após uma derrapagem na pista do aeroporto internacional Jorge Teixeira na manhã desta terça feira (05/03). Cerca de 16 voos que estavam sendo aguardados não puderam decolar, tendo sidos cancelados pela INFRAERO, enquanto a perícia pudesse apurar as razões do quase acidente que poderia ter sido mais grave caso não fosse a habilidade do piloto que conduzia a aeronave.

Quase pronto

Está marcado para essa sexta feira (08/03 – Dia internacional da Mulher), a reinauguração da pista de atividades esportivas, mais conhecida como “Deroche”, ao lado do Ginásio Cláudio Coutinho, no coração de Porto Velho, no bairro Caiari. A mesma foi toda revitalizada pelo Governo do Estado que promete caprichou na reestruturação das quadras, parquinhos, equipamentos de ginástica, iluminação e recuperação do ambiente. O Complexo Poliesportivo Deroche Pequeno Franco, foi inaugurado em 1991, ainda sob o governo de Oswaldo Piana Filho e de lá pra cá estava no mais completo abandono, tendo sofrido apenas algumas poucas demãos de pinturas dos governos anteriores.

E depois de entregue?

Na verdade, para os vários frequentadores de caminhadas pela manhã e ao final de tarde no complexo, que ficarão extremamente agradecidos pelas benfeitorias sem dúvidas, o maior problema do local é a segurança. Para todas as famílias que passam por dentro da pista, o mais difícil é conviver com grupos que se reúnem diariamente para fumar o “cachimbo da paz” sem se quer se dar o luxo de disfarçar. Enquanto crianças brincam de bicicleta de um lado e seus pais caminham preocupados em torno da pista, em outra extremidade “jovens conhecidos” da blitz diárias da polícia militar se deliciam com seus “cigarrinhos” enquanto as “parangas” são passadas de mão em mão, quando não são buscadas por demais jovens de classe média alta que estacionam seus veículos rapidamente para serem abastecidos pelos “Brothers” que sempre vem com os bolsos recarregados após uma breve “colheita” realizada em esconderijos e pedras estrategicamente deixadas pelos cantos do complexo, um lugar onde deveria se cultuar apenas a saúde e qualidade de vida população. Esperamos que junto com a reforma física do parque haja também uma reforma assistencial para o bem maior da população, e olha que a tal Secretaria da Paz fica a poucos metros do local.

Aliás

O problema das drogas em Porto Velho e pelo resto do Estado está cada vez mais incontrolável, em sua última capa, a revista Painel Político retrata a inoperância e a ineficiência do Estado e dos municípios em pelo menos aplacar esse mal crônico que assola tantas famílias brasileiras, sendo elas ricas, pobres ou bem formadas. O mais lamentável é saber que milhões que deveriam estar sendo aplicados na saúde e tratamento dessas vítimas são desviados ou redirecionados para atender apenas interesses políticos eleitoreiros agravando ainda mais a proliferação do trafico e a violência que este resulta.

Absolvido pelos cumplices

ROBERTO SOBRINHOApós serem absolvidos em uma reunião fechada com a executiva do PT de Porto Velho, Roberto Sobrinho, Mirian Saldanha e os membros que votaram pela não expulsão dos mesmo do partido foram vistos aos brindes comemorando a sua “vitória” em um suntuoso restaurante da capital no sábado a noite, provocando a mais repugnante sensação de injustiça em todos os demais presentes que fizeram questão de se retirar do ambiente para não serem confundidos com a turma do Cascão. Desesperadora essa situação.

Assim falou Alan

O colega colunista Alan Alex esquadrinhou o quadro da votação da seguinte forma: “Impressiona mesmo é a desfaçatez do grupo de Roberto. Entre os 18 eleitores estão sua esposa, Lucilene Peixoto e seu cunhado, João Herberty Peixoto (ex-presidente do IPAM). Também estão Tácito Pereira, presidente da executiva municipal e ex-marido de Mirian Saldaña (também absolvida); o ex-secretário de agricultura de Roberto, vereador José Wildes e sua assessora Maria Clarice Souza; os ex-coordenadores da juventude da prefeitura, Jonathan Macedo (conhecido como Figa) e Samuel Pessoa; a ex-secretária de educação Ângela Silva; a ex-secretária da Fundação Iaripuna, Berenice Simão e Francisco Gregório, também ligado a Iaripuna”. Só Jesus na causa!

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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