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quarta-feira, 6 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (07/03) - Clima esquenta nas Casas de Leis de Rondônia

 

40 processos na pauta do TCE

Na manhã de hoje (07/03), a pauta do Tribunal de Contas do Estado traz, entre outras matérias, inspeção especial, auditoria ambiental, representações, consulta, denúncia, análise de edital de licitação e de relatório de gestão fiscal, bem como tomada de contas especial, reserva remunerada, entre outros.
Em obediência ao direito constitucional da ampla defesa, o Pleno também analisa recursos de reconsideração e revisão. As sessões do Pleno são abertas ao público e realizadas a partir das 9 horas. A pauta de processos completa está à disposição na página eletrônica do Tribunal (www.tce.ro.gov), no link “Pauta das Sessões”.

Presidente da Assembleia propõe CPI contra PGE

De acordo com o deputado Hermínio Coelho, seguidamente o Estado vem perdendo ações na Justiça Estadual. Citou ele, que somente no dia 27 de agosto de 2012, o Estado perdeu sete ações em apenas um dia, em alguns casos por perda de prazo e em outros por entrar com recurso de forma errada. Plenário lotado e contando com a expressiva participação de parlamentares, a chefe da Procuradoria Geral do Estado - PGE, Maria Rejane Sampaio se fez acompanhar em plenário de inúmeros procuradores estaduais. Antes da procuradora se manifestar, o presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho (PSD), falou publicamente sobre uma conversa com o governador Confúcio Moura, no qual, o próprio governador disse da existência de um forte esquema corrupto envolvendo procuradores e auditores estaduais. A chefe da PGE disse desconhecer o caso, e anunciou timidamente que vai apurar a denúncia.

Hugo Chaves, O “Populista”
O controverso e caricato Hugo Chaves morreu. Surge uma nova oportunidade para a Venezuela escapar do modo ditatório de governar do chavismo. Como tantos outros governantes dessa “américa latíndia”, Chávez fez pouco caso das leis de seu país ao muda-las arbitrariamente para que pudesse manter-se no poder, concedendo a si mesmo direitos de polícia incompatíveis com qualquer aspiração democrática. Todo político que deseja se perpetuar no poder e ditar os seus caprichos, boa coisa não pode oferecer ao povo que governa, em sua totalidade escravizado por programas sociais miseráveis para garantir o voto de cabresto.

Agressão injustificada

Na manhã dessa quarta feira (06/07), o vereador e também jornalista, Marcelo Reis ( foi acusado pela equipe de reportagem da RONDONIAGORATV, de agredir o repórter Assem Neto, nas dependências da Câmara de Vereadores de Porto Velho, dentro da Sala de Comissões. Segundo as vítimas, o vereador se mostrou irritado com algumas matérias que vem sendo veiculadas na rede de Tv Canal 38 e partiu para as vias de fato por não concordar com as perguntas que estavam sendo dirigidas naquele momento. Imediatamente, a imprensa rondoniense tomou conhecimento do fato e repudiou a agressão, ainda mais vinda de um representante do povo que alcançou um cargo público através de seu programa de televisão se valendo da mesma função do repórter que foi supostamente agredido. Caso sejam comprovadas as acusações muita coisa esse vereador deverá esclarecer a sociedade e principalmente aos colegas de profissão que, se for o caso, exigem uma punição exemplar.

O outro lado desmente

Já a assessoria do vereador Marcelo Reis garante que a agressão partiu do repórter que invadiu a sala em que estavam sendo analisados os processos de acusação contra a administração de Roberto Sobrinho e restou apenas ao vereador se defender de seu agressor. Acusa ainda o vereador o repórter de ser servidor da Assembleia e prestar serviços ao presidente Hermínio Coelho, um de seus inimigos políticos no município. Seja quem for o agressor, devem ser devidamente punidos pela justiça e pela sociedade por seu comportamento inadequado e violento em um ambiente em que deve imperar a democracia e o respeito aos direitos da população.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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