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sexta-feira, 15 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (14/03) – BR 364 Cada vez mais mortal, cada dia mais fatal

De quem será a culpa
Aos milhares, diariamente, viajantes, profissionais de vendas, famílias, agricultores, acadêmicos universitários, professores, motoristas de caminhão, de ônibus, motociclistas e até pedestres arriscam suas vidas ao percorrer, mesmo que por poucos quilômetros, aquela que já consagrou como a Rodovia da Morte para muitos rondonienses. Com o agravamento do estado da rodovia neste período chuvoso, as manchetes diárias de acidentes não param de surgir cada dia mais trágicas e desoladoras. Quem se~rá ou serão os responsáveis por estas vidas já perdidas e pelas que estarão se perdendo até que um dia se cumpram as promessas de duplicação e restauração da BR 364?
Reféns da sorte
Muitos que vivem de transitar pela BR364, se dizem impressionados pelo descaso e pela falta de compromisso das autoridades e da classe política, em vários trechos da BR a situação é tão caótica que qualquer veículo não consegue desempenhar nem mesmo a velocidade mínima permitida por lei em ruas municipais, ou seja, 40 quilômetros. Para piorar, em dias de chuvas espessas e duradouras, a viagem se torna um verdadeiro rallie Dakar mesmo para os mais experientes motoristas. Quando acontecem os acidentes, pouco se pode fazer mais do que chorar pelo entes queridos e enterra-los com um grito de indignação na garganta sem ter a quem reclamar. Lamentável mesmo é ver que assistimos a tudo isso e não descruzamos os braços, talvez mereçamos nós mesmos a culpa pelas mortes dos nossos.
Empresário morto por encomenda
De acordo com informações colhidas na Delegacia de Homicídio, o crime que vitimou o empresário Raimundo Nonato de Aguiar, morto na última segunda-feira (11) com três tiros de pistola 380, é apontado como acerto de contas, tendo em vista que a linha de investigação aponta que Nonato, como era conhecido, estava sofrendo sérias ameaças de morte de pessoas diferentes, por possuir dividas com vários agiotas.
Os agentes que investigam o caso apuraram que o veiculo usado na morte de Nonato foi um automóvel modelo Palio/Fiat de cor preta, que logo após a execução os assassinos pegaram como rota de fuga a Rua Guiana, por dentro do Bairro Embratel, zona Norte da Capital.
No veículo tinham duas pessoas e segundo os policiais, nenhum deles desceu do automóvel. O motorista é apontado como o atirador, que depois de encostar o carro no meio fio ficou de frente com a vítima, efetuou os disparos e fugiu. A polícia está tentando localizar alguma câmera de segurança no perímetro onde ocorreu o crime para identificar os criminosos.
Novo Papa é argentino
Bairrismos a parte, fiquei sinceramente decepcionado com a cúria do Vaticano por ter elegido como novo Papa o argentino Jorge Mario Bergoglio, agora ex-cardeal que foi nomeado na época de João Paulo II. É obvio que a maioria vai pensar que é pela naturalidade do hermano ser argentino, mas asseguro as más línguas que é por pura discordância lógica, o que não é muito apropriado para estes casos de escolha religiosa. Mas, vamos lá, tentarei explicar por que me decepcionei, e é muito simples, já que foi escolhido pela primeira vez na história um Papa latino americano, nada mais justo seria do que ser escolhido um brasileiro, afinal, o maior país católico do mundo é o Brasil, o com maior número de igrejas suntuosas fora do Vaticano em número de fiéis e estrutura física ficam no Brasil, ou seja, muita arrecadação dos últimos séculos na história da igreja, isso sem contar as toneladas de ouro que enfeitamos tetos das capelas italianas… Sei não hein, isso não vai ser muito fácil de digerir entre a comunidade católica brasileira.
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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