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sexta-feira, 15 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (16/03) – Rondônia reage a indiferença

BASTA DE ESPERAR

544066_503231223068332_687492451_nUm grupo de amigos solidários que se intitulam “Grupo Anonimato”, estão promovendo nas redes sociais através da internet uma campanha inédita que propõe a doação de colchões, mesmo usados, aos pacientes enfermos que são diariamente obrigados a permanecer no chão dos corredores do Hospital João Paulo II em Porto Velho.

VERGONHA

A iniciativa partiu de um grupo de amigos da capital sem qualquer pretensão ideológica e, que já não suportam mais as vergonhosas histórias e as exposições diárias de seres humanos fotografados e filmados, sendo humilhados e destratados pelo poder público, de quem se espera o mínimo de dignidade com a vida humana.

BASTA QUERER

Para colaborar com a campanha qualquer cidadão pode oferecer um colchão em bom estado de conservação e solicitar a coleta em sua própria residência, para aqueles que quiserem comparecer ao local de arrecadação basta se dirigir a Rua Getúlio Vargas, 3595, bairro São João Bosco, ou entrar em contato através do telefone (69) 8146 – 6677.

De qualquer forma, a campanha está bombando nas redes sociais e várias pessoas já se propuseram a contribuir e ajudar a tirar os pacientes do chão frio do único hospital de atendimento de alta complexidade no Estado, com milhares de vítimas de acidentes graves e enfermidades diversas que transitam toda semana no João Paulo II.

 

USINA ADMITEM SEREM CAUSADORAS DOS DESBARRANCAMENTOS

Em audiência realizada esta semana com representantes do Ministério Público, os técnicos da Santo Antônio Energia finalmente admitiram que a responsabilidade pelos estragos causados às margens do Madeira pelos chamados Banzeiros é, sim, da barragem, que elevou a queda da água de dois para quase vinte metros e ampliou a dissipação de energia. O resultado óbvio é a formação de ondas que atingem as margens e provocam os desbarrancamentos, e agora?

Estavam corretos? – admitiram, embora sem qualquer referência – os técnicos ligados ao Instituto de Desenvolvimento da Amazônia – Indam, que estão assessorando os vereadores na juntada de documentação para a convocação de uma Comissão de Inquérito destinada à investigação desse e de outros problemas relacionados às Hidrelétricas, como o dos R$ 150 milhões relativos às compensações ambientais que jamais foram pagos. Não acredito, mas consta que a Câmara dos Vereadores já foi visitada por representantes das usinas em busca de uma “solução” negociada capaz de fazer com que o assunto seja novamente esquecido. Resta conferir.

RONDONIAGORA SOFRE ATENTADO

A sede do Jornal Eletrônico Rondoniagora, de Porto Velho, foi alvo de um atentado a bala na manhã desta quinta feira (14/03) em plena avenida Guaporé, sub-esquina com a Pinheiro Machado, local de tráfego intenso na capital. O atentado foi praticado logo nas primeiras horas da manhã, acreditasse que lá pelas 5 da manhã, um indivíduo armado quebrou um vidro do prédio aonde funciona a redação e disparou contra o interior do prédio atingindo apenas as paredes e os móveis da sede do jornal. No local também funciona o estúdio de gravação dos programas do Canal 38, da Rede Brasil, que está recentemente sendo administrado pelo casal Ivonete Gomes e Gerson Costa.

CENSURA PRÉVIA

Para o jornalista e diretor do Rondoniagora, Gerson Costa, essa não passa de mais um tentativa inútil de tentar calar a voz dos programas exibidos no site e na tv do Grupo., coisa que não vai funcionar, pois se a intenção era intimidar o tiro saiu pela culatra.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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