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quinta-feira, 21 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (22/03) -

Alguém se lembra da EXPOVEL?

Dá pena para quem passa pela área do antigo Parque de Exposição, da antiga Expovel, e ver que, hoje, está abandonada. Entra quem quer, apesar de uma placa ameaçando quem chegar ao local sem autorização. O que resta está semi abandonado; vê-se aqui e ali algum animal, mas a estrutura que existia simplesmente sumiu. Não está fácil, para quem se acostumou a ver no local grande eventos, ver tudo atirado. Bem que o governo rondoniense poderia reavaliar a política de uso do Parque. Deixá-lo assim, certamente, não é o melhor caminho.

Caminhada contra a violência

No próximo Sábado (23/03), pessoas de todas as partes de Porto Velho estarão se reunindo aos pés das 3 Caixas D’ água, para  cobrara das autoridades com um grito de BASTA!  O grito temo propósito de acordar o setor de segurança pública quanto a crescente onda de assassinatos, agressões, roubos, direção perigosa, bêbados ao volante, sequestros, desaparecimentos e a ampla propagação do tráfico de drogas em toda capital. Os índices são tão alarmantes que a própria polícia se sente impotente diante de tantas ocorrências, ainda mais se for contar com as precárias instalações e estrutura de trabalho dos agentes da lei. Esperamos que surta algum resultado efetivo.

Força Eliânio

A equipe do jornal A Gazeta de Rondônia deseja que o nosso companheiro Eliânio Nascimento, do site e TV Rondoniagora, consiga se reestabelecer o mais rápido possível e voltar a sua apaixonada vida de jornalista, bem como a sua família. Na nossa profissão é difícil não sentir quando um colega tem qualquer tipo de colapso com a saúde, pois a maior referência que nos liga um para com os outros é justamente o excesso de trabalho aliado ao sedentarismo, estresse e aos vícios como o cigarros que em muitos momentos , infelizmente, acaba se tornando um companheiro na solidão que criamos com na fortaleza de nossa consciência. Mas, antes tarde do que nunca, o que vale é aprender com o susto e assumir de vez o controle da própria vida, e essa força eu sei que o Eliânio tem de sobra, ainda mais com o apoio maciço de todos os amigos de profissão.

Odiado ou amado?

Amado e odiado em Porto Velho, o ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT), que chegou ao fundo do poço, como bode de bicheira na política começa a se  recuperar, apoiado pelo eleitorado da periferia. Já pode ser considerado um forte candidato à Câmara dos Deputados em 2014.

Assembleia em todos os cantos de Rondônia

Depois de promover sessão itinerante em Guajará Mirim, a Assembléia Legislativa realizou ontem, audiência pública em Ji-Paraná, na região central do estado, para onde se deslocou a maioria dos parlamentares. A próxima cidade a receber a caravana legislativa será Buritis, no Vale do Jamari, em abril.

Muda a Gerência da SECEL

Acendeu uma luzinha lá no final do túnel, em relação à realização por parte do governo do estado, do Arraial Flor do Maracujá 2013.

Acontece que o governador convidou (e ela aceitou), a professora Nazaré Silva para assumir a Gerencia de Cultura da Secel em substituição à Bebel.

O único “problema” é que a Bebel só pode deixar a pasta no final do mês de abril, quando começa a cumprir licença maternidade, pelo nascimento do Gabriel. Depois da licença maternidade a Bebel vai assumir um cargo relevante na prefeitura de Ariquemes.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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