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sexta-feira, 22 de março de 2013

Crônicas de Rondônia (23/03) -

É amanhã

O convite para a participação do ato solene de combate a violência em Porto Velho que amanhã, Sábado (23/03), será realizado na praça das Três Caixas D’água, próximo ao Palácio do Governo Estadual, a partir das 8 horas, acontecerá uma caminhada extensa pelas principais avenidas da capital com o tema: “Todos contra a Violência”.

Viagens promíscuas

No mesmo embalo da violência vai a corrupção do país, ainda ontem a uma reportagem publicada nesta sexta-feira (22) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que quase metade das viagens feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o governo foi custeada por grandes empreiteiras interessadas nos países visitados. De acordo com o levantamento da Folha, o ex-presidente fez um total de 30 viagens para o exterior desde que deixou a presidência, no início de 2011. Destas, 13 foram custeadas por empreiteiras, sendo que todas elas tiveram como destino países da América Latina e da África.
Entre as empreiteiras que bancaram as viagens do ex-presidente estão as gigantes Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa. Esta última, por exemplo, custeou a viagem para Moçambique, país no qual a empesa participou de obras em uma mina de carvão que, meses antes, havia sido alvo de protestos populares.

Caso Raíssa

E no Judiciário as audiências de julgamento do acusado de assassinar a jovem Raíssa, Alexsandro Mendes Castelo Branco estão acontecendo. Nesta quinta-feira, em despacho de mero expediente, o juiz Ênio Salvador Vaz afirmou que “lamentavelmente o defensor do acusado induziu este magistrado em erro ao solicitar da perita que declinasse a altura da vítima, posto que tal já constava do laudo tanatoscópico”. Ou seja, o advogado de Alexsandro vem fazendo as famosas “chincanas” jurídicas para tentar ganhar tempo e reduzir a pressão popular sobre o caso. A íntegra do despacho do magistrado está no fim da coluna.

Aliás

O advogado de Alexsandro vem querendo, de todas as formas, convencer que a vítima praticamente procurou a morte. Já falamos sobre isso anteriormente, mas é sempre bom relembrar. Raíssa estava em uma parada de ônibus aguardando o transporte para ir à escola. Seu ex-namorado, que está solto, aproximou-se e efetuou um disparo de revólver em seu pescoço.

Br 364 mata mais uma família

Mais um grave acidente na BR-364 causado por buracos na pista foi registrado na manhã desta quinta feira (21), aproximadamente 30 km da cidade de Ariquemes, no veículo estava viajando uma família da cidade de Porto Velho, dois dos ocupantes eram crianças. De acordo com informações colhidas no local o condutor do veículo trafegava no sentido Porto Velho/Ariquemes juntamente com sua esposa e dois filhos pequenos, sendo que uma das crianças estava na cadeirinha para bebê.

Do céu ao inferno

Depois de um mandato frio, quase gelado, a Câmara Municipal de Porto Velho entrou nessa legislatura bem diferente. Agora tem situação e tem oposição. E a oposição está batendo duro. Nessa semana, pelo menos em duas ocasiões quase quebrou o pau entre vereadores que representam as duas alas. Ainda não se quebrou o decoro, mas o cacete por pouco não baixou. O legislativo municipal da Capital saiu de um extremo ao outro. Do gélido clima para a efervescência e o clima quente, quase fervendo. Novos capítulos virão, sem dúvida alguma.

De volta a vida pública

Não será fácil para o empresário e ex-deputado federal Chagas Neto dizer não a tantos amigos, parceiros e eleitores. Ele vem sendo incitado a disputar a eleição do ano que vem, mesmo anos depois da última vez em que disputou o voto do rondoniense. Com uma rica história de vida, com imensos serviços prestados ao seu Estado, Chaguinhas filiou-se ao PMDB, nessa semana. E pode concorrer tanto à Câmara Federal quanto à Assembleia. Tem cacife para ambos.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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