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terça-feira, 2 de abril de 2013

Crônicas de Rondônia (03/04) -

Hermínio gostou do trecho

Aparentemente, o presidente da Assembleia demonstra que está gostando muito das sessões intinerantes da Casa do Povo em alguns municípios pelo interior do Estado, com isso tem conseguido avaliar a sua aceitação para a cadeira do Palácio Getúlio Vargas em loco, junto com povão de quem tanto se afeiçoa. De origem nordestina, humilde e falando sempre a mesma lingua do povo, Hermínio começa perceber que tem grandes chances se continuar sendo recebido pelos quatro cantos de Rondônia com tanta “atenção” pelos populares.

De político à satanás

Essa semana o pastor Marcos Feliciano lançou um questionamento no mínimo difícil de ser digerido pela classe política, ao dizer que antes de sua ascensão a presidência da Comissão de Direitos Humanos, os seus antecessores seriam “guiados por satanás”. Para a população em geral, que pouco quer saber ou se envolve nas questões políticas justamente por considerar uma obra não muito ligada a Deus, como já dizia o Cristo, dai a César o que é de César…. mas, as coisas ficaram ainda mais complicadas dessa vez para o próprio Feliciano que antes vinha travando batalha apenas com grupos minoritários e até recebendo apoio incondicional de uma boa parte de seus pares. Porém, após esta última declaração pitoresca, o polêmico pastor deputado acendeu a fúria de suas “forças superiores” tranasformando o seu inferno astral com os homosexuais numa praia de Malibu.

Tiro no pé

Acontece que, até então, demonizar a raça negra ou destratar o homosexuais não respinga na imagem de seus aliados que na sua grande maioria o mantém no cargo por puro interesse eleitoral, diante da volumosa cesta de votos que a banacada evangélica atrai nas eleições, mas agora, a coisa mudou de figura, ao retratar seus pares como pessoas do mal, o pastor deputado joga toda a classe política na mesma vala que os seus desafetos e o reflexo das declarações foram tão fortes, que maioria dos políticos do Congresso, que sempre fazem questão de posar ao lado das esposas na principais festa religiosas de seus Estados, ameaçam abrir processo contra Feliciano se este não retratar-se publicamente, o que já se ésperado pelas próximas horas, afinal, na política é sempre assim: Você pode até fingir com a mão direita que você comunga com Deus, mesmo por que, ela jamais vai ficar sabendo por onde é que a mão esquerda anda passeando… É uma das régras áureas da Ética dos Malandros.

Trabalhadores das usinas ameaçam com greve

Mais uma vez Porto Velho ficará amercê do medo e da insegurança diante de mais uma ameaça de paralisação por parte dos trabalhadores da usina de Santo Antônio que devem deflagrar outra greve nas próximas horas. Com isso o que se prevê são mais prejuízos causados pelos banerneiros infiltrados que certamente são teleguiados por um dos lados interessados em atrair a bonança através do caos. Desprotegida a população apenas pode assistir calada enquanto o sindicato e a CUT, omisso por interesses próprio, orienta aos trabalhadores através de discursos pré-formatados com as empresas de que a única saída é aceitar as condições negoociadas após longas horas de “negociação”.

Até quando

A classe trabalhadora da construção civil vai aceitar calada todas essas imposições goela abaixo que nunca atendem na sua plenitude as reais necessidades do sofrido povo operário que enriquece eternamente os barões da construção que só fazem rir da situação a cada nova greve anunciada. O grande mal do povo brasileiro ser tão festeiro e alegre é esse, sempre correm o risco de virar piada e fazer papael de palhaços nas mãos dos poderosos, que sabem muito bem que um simples show com chitãozinho e Xororó apaga toda a qualquer mágoa nos corações dos peões.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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