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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crônicas de Rondônia (19/04) - Violência entre adolescentes explode na capital, como frear esse drama social?

Encolhimento dos nanicos

Os deputados federais aprovaram ontem à noite um projeto de lei que impedirá os políticos de levarem seus votos para outros partidos quando eles mudarem de legenda. Em se aprovando, a nova regra pode reduzir em muito o tempo de apresentação no horário eleitoral dos partidos pequenos.

Essa mudança poderá provocar impacto na distribuição do tempo de TV para cada partido nas campanhas eleitorais do ano que vem, o que segundo especialistas, poderá prejudicar a criação de novos partidos. O projeto segue agora para votação no Senado.

Aonde vamos parar?

voadora cruelNa última terça (17/04), um vídeo foi colocado no youtube e logo retirado, onde duas jovens aparentando ter pouco mais de 13 anos, espanacam uma terceira colega do mesmo colégio com requintes de crueldade, verdadeiras cenas de linchamento, com direito até mesmo a “voadoras” na cabeça da jovem caída. Outras duas histórias absurdas, dessa vez com um certo teor macabro foram noticiadas e acompanhadas em todo o Estado ainda esse mês. Até o momento ninguém descobriu o nome das jovens ou quais foram as providências tomadas pelas autoridades.

Na Primeira, dois irmãos assassinaram um homem identificado como Pedro Rodrigues de Oliveira, 44, o crime ocorreu por volta das 6 horas de domingo (07/04), no Ramal Mutuns, no Baixo Madeira, região de Cujubim Grande, em Porto Velho. Após matarem o rival, decapitaram-no e um dos menores confessou ter comido pedaços de massa encefálica que saiam de dentro da cabeça. O mais assuatador, é que perguntado pelo repórter, o jovem disso que o sabor eram “gostoso”.

Na segunda ocorrência, o corpo de uma mulher de foi encontrado pela manhã de sábado (13/04), literalmente estraçalhado, os braços e pernas foram localizados dentro de um lago, que fica na Vila Franciscana, zona rural de Porto Velho. Uma ligação anônima avisou a polícia sobre a localização dos membros, a vítima foi decapitada, a cabeça da mulher estava há cerca de 70 metros do local onde se encontravam os braços e pernas, o tronco não foi encontrado, os bombeiros fizeram buscas durante todo o sábado.

O corpo de Aurilene Souza da Silva, 32 anos, foi reconhecido pelo ex-marido, de quem estava separada há 6 meses, o mesmo disse que ela estava amasiada com um homem conhecido como Baiano, a polícia esta investigando o caso, até o momento nenhum suspeito foi preso.

Estado desespero.

Em seu Facebook,e ssa semana o governador Confúcio Moura, tocado pela sensação de impotência, retratou o estado desespero do Estado de Rondônia diante do número assombroso de apenados recolhidos no sistema prisional sob a responsabilidade do executivo que tem que lidar com as exorbitantes geradas para a manutenção dos presos.

Confúcio manifestou-se na rede social com o seguinte parágrafo:

O que fazer gente? Temos quase 8000 presos em Rondônia. Preso demais. E tem outros tantos para prender. É caro. Um preso custa ao Estado cerca de R$ 2300,00 por mês. Profetizo: o Estado irá quebrar. Chego a me aloprar diante de tamanho desafio. Uma nova equação deve ser inventada para que esta matemática seja exata. Preciso de ajuda.

CONTATOS:

Contatos com a coluna podem ser feitos pelos telefones (69) 3224-6669 / 9214-1426, ou ainda pelo e-mail: danny_bueno3@hotmail.com. No Facebook: www.facebook.com/danny.bueno2 /ou no www.twitter.com/dannybueno3 ), ou ainda no www.dannybueno.blospot.com. Caso queira entregar denúncias ou documentos, favor encaminhar para Avenida Pinheiro Machado, nº 600 - Olaria, Porto Velho – RO / CEP. 76.801 – 213 - aos cuidados de Danny Bueno.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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