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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Crônicas de Rondônia (25/04) - 2014 - Que começe o jogo…

Cartas na manga

Quem começou a semana ensaiando sua plataforma eleitoral para 2014 foi o PR, do senador Ivo Cassol e deputado Federeal Carlos Magno, lançando como nova presidente regional do partido a irmã do senador e empresária de sucesso na capital, Jaqueline Cassol. Evidentemente, Cassol (senador), sabe que as coisas no campo jurídico podem complicar ali na frente, para isso já assegura uma posição política para a irmã que durante seu governo também participou expressivamente a frente do Detran/RO.

Quem é quem?

Se a escolha dos candidatos fosse hoje, e Cassol estive impedido de participar, teria ele a opção de lançar seu fiel escudeiro de partido, Carlos Magno, a quem Cassol deve grande parte de seu governo passado e principalemente pelo fato de ser um político de fama conciliadora, aonde qualquer cidadão pode procurar nos quatro cantos do Estado alguém que um dia ousou falar mal de Carlos Magno. Mas, como  o italiano não confia nem na própria sombra, decidiu apostar na projeção política da irmã, que tem moral intocável, é mulher, o que hoje fala alto na hora do voto e já provou que tem intimidade com o poder público e a área administrativa e jurídica como advogada, sem dúvidas alguma duas grandes apostas. Um por ser o político mais querido e respeitado, até mesmo pelos desafetos e outra por ser uma boa proposta como sangue novo na política estadual.

Da Assembleia

O único que manifesta até o momento a disputar a cadeira de Confúcio, com pesados ataques e denúncias comprometedoras é o presidente Hermínio Coelho (PSD), que ganha muita projeção na mídia com seu jeito polêmico de fazer política, herança dos tempos sindicalista. Porém, dentro de seu próprio partido esbarra no interesse ainda enrustido do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni que já se movimento nos bastidores, mas, declara publicamente que não é candidato a nada, haja vista uma dramatização passada em que declarou até mesmo estar cansado da política e seria esta a sua última atuação, concluindo seu mandato como prefeito até o último dia, conforme compromisso assumido com o povo de sua cidade. Pergunta se alguém acreditou?

Na capital

O PT, que atualmente anda mais calado que ovelha na véspera do sacrifício, mesmo dividido já tem como consenso o nome do novato Padre Ton que é único político do partido em franca atuação parlamentar e ao que parece não sofreu os respingos das escandalosas denúncias atribuídas aos envolvidos nas operações do Ministério Público Federal e Estadual, mas, a incógnita ainda é muito grande até mesmo entre os correligionários de Porto Velho como do interior, como Cacoal seu colégio eleitoral.

Sangue novo

Entre os pretensos candidatos que ainda não sentiram o gostinho do poder, mas, já desfrutam de grande popularidade entre os cabos eleitorais portovelhenses, são os milionários Mário Coimbra(PPS) e Kazan Roriz (PEN), os quais destes, Mário Português como é conhecido ameaçou recentemente sair do partido caso permanecesse a presença do ex-governador João Cahula no mesmo. Para muitos pode ser uma oxigenada nos clã políticos que atualmente decidem o destino da população rondoniense, já para outros pode ser uma lastimável escolha pelo fato de tanto um como outro terem fama de exêntricos e autoritários.

Na situação

O único nome viável e até mesmo considerável é o da deputada Marinha Raupp (PMDB), que silenciosamente vem construindo sua base com seu jeitinho discreto e muitas emendas apresentadas em todo o Estado. Para que sabe como trabalha o casal Raupp, garantem que eles não perderão uma chance sequer de trocar a cadeira com o atual governado Confúcio Moura, que até onde se sabe, roeu a corda desde o primeiro ano de governo e nunca deu ouvidos aos conselhos do casal durante suas crises institucionais, demonstrando grande distanciamento de seu presidente nacional, se comparado com seus secretários indicados por partidos aliados, a exemplo do seu secretário de obras, Lúcio Mosquini, que veio encomendado pela família Testoni.

Na região central

Comandada pela família Gurgac (Ji-Paraná), os quais sempre ansiaram o Estado nas mãos, fomentasse mais uma vez a candidatura do senador Acir Gurgacz, ou até mesmo a dobradinha entre seu irmão Ailton e o ex-prefeito José Bianco, o que eu particularmente considero uma péssima aposta, mas, em termos de Brasil, onde o povo só lembra dos dois últimos meses d einformação, ainda mais em se tratando de política, eu não duvido de mais nada.

Ariquemes pode perder prefeito

Por abuso do poder econômico e compra de voto o Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato do prefeito e vice-prefeito do Município de Ariquemes, Lorival Ribeiro de Amorim (PMN) e Enoque Nunes da Silva (PMDB), na ação de investigação judicial eleitoral de número 0000466-35.2012.6.22.0007.

O fato foi conhecido através de denúncia anônima em 02/10/2012 e culminou com a investigação e apuração imediata pelo MP, onde se constatou a compra de voto pelo valor de R$ 100,00 e se teve acesso a uma lista da contratação (exagerada) de fiscais para trabalhar no dia da eleição (07/10/2012). Esta lista foi apreendida na casa de um candidato a vereador na coligação do, então, candidato ao cargo de prefeito, Lorival Amorim.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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