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sábado, 31 de agosto de 2013

Maquinário da prefeitura é flagrado fazendo serviço particular na capital.

Camionete prefeitura3Por volta da 17h deste sábado (31) um maquinário, trator do tipo "patrola", pertencente a Prefeitura  Municipal de Porto Velho foi flagrada realizando um serviço particular em um terreno localizado Rua Medianeira, Bairro Cuniã, zona Leste da Capital .

No local se encontrava também um carro de serviço da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (SEMUSB) - placa NCI 2002 - e algumas pessoas que se diziam funcionários da prefeitura, ou "servidores", o que se confirmou, pois uma delas que estava sendo filmada era o motorista do veículo, logo pegou o carro e saiu quando foi identificado.

Camionete prefeituraTudo foi registrado e filmado por Carlos Caldeira, que postou o vídeo no Facebook alertando sobre o flagrante. No vídeo um dos "servidores" chegou a dizer que Gilson Nazif, irmão do prefeito Mauro Nazif (PSB) e secretário titular da Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), sabia do serviço que estava sendo feito naquela área.

A questão era saber que serviço é esse chamado de "benefício" pelos servidores municipais e realizado em um sábado a tarde, onde por lei, veículos de qualquer natureza pública devem estar recolhidos.

Camionete prefeitura2As Secretarias devem explicações à população e a assessoria de comunicação da Prefeitura logo (segunda-feira, 02) deve emitir uma nota ou comunicado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Brasileiro inventor de "luz engarrafada" tem ideia espalhada pelo mundo

 

Criador e criatura: Moser criou a lâmpada que agora leva seu nome durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.

Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de "eureka" quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.

Para isso, ele utilizou nada além do que garrafas plásticas do tipo PET com água e uma pequena quantidade de cloro.

Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a "luz engarrafada".

Luz engarrafada

Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do Sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.

"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.

Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.

"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.

Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.

"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o Sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.

Lâmpada de Moser

Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.

"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.

"Essa é uma luz divina. Deus deu o Sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.

As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.

Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

JORNALISMO PARA MUDAR?

a-presidente-dilma-rousseff-se-encontrou-nesta-segunda-feira-9-com-o-presidente-barack-obama-no-salao-oval-da-casa-branca-em-washington-1333996866778_1920x1080

O portal de notícias “Congresso em foco”, que tem uma opinião nada modesta sobre si mesmo com a auto atribuída prática de um “Jornalismo para mudar”, insiste em referir-se a Dilma Rousseff como “Presidenta”. É claro que, tendo os órgãos governamentais como principais fontes de receitas, o site não vai mudar coisa alguma. Pelo menos no tratamento conferido à Sua Excelência.

De qualquer forma, vai aqui uma boa contribuição sobre o assunto, assinada pela professora Miriam Rita Moro Mine, da Universidade Federal do Paraná. Existem no Português – ensina ela – “os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente. Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade”.

“Assim” continua ela - “quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não ‘presidenta’, independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela ‘ardenta’, se diz estudante, e não ‘estudanta’,  se diz adolescente, e não ‘adolescenta’;  se diz paciente, e não ‘pacienta’.

Um bom exemplo do erro grosseiro seria: A candidata a presidenta se comporta como uma ‘adolescenta’ pouco ‘pacienta’ que imagina ter virado ‘eleganta’ para tentar ser nomeada ‘representanta’.  Esperamos vê-la algum dia ‘sorridenta’ numa capela ‘ardenta’, pois esta ‘dirigenta’ política, dentre tantas outras suas atitudes ‘barbarizentas’, não tem o direito de violentar o pobre Português, só para ficar contenta”. Precisa explicar mais?

domingo, 18 de agosto de 2013

NINJA É A MÍDIA DE RONDÔNIA–UMA ODE A IMPRENSA LOCAL


Muito antes da deflagração da Operação Apocalipse já existiam cobranças sobre a mídia de Rondônia, mais especificamente sobre os jornalistas que atuam nos sites de notícias, que de longe são os mais independentes. Milito na imprensa local há exatos 20 anos, comecei trabalhando em rádio, fui para jornal impresso, televisão e internet. Foi com meu extinto Portal364 que consegui a independência para escrever, criticar e consequentemente, de responder judicialmente por meus escritos e opiniões.

Quem se der minimamente ao trabalho de pesquisar sobre nossa imprensa, vai descobrir que, não fosse pela atuação dos profissionais de imprensa que atuam na internet, grande parte da população ainda estaria sendo conduzida pelo superficial Jornal de Rondônia ou pelos programas pseudos-jornalísticos que infestam as programações locais.
Foi graças ao trabalho dos jornalistas de internet de Rondônia que foram abertas centenas de ações civis públicas contra malfeitos de gestores. Não se engane, caro leitor, os mandatários de plantão nunca ficam felizes com o trabalho da imprensa, e sejam eles quem for.

Evidente que em todas as profissões existem os bons e maus profissionais, mas daí a generalizar, que o é o que se costuma levianamente fazer, taxando jornalistas de “achacadores” ou de “estarem comprados” é uma tolice sem tamanho.
Se amanhã a internet deixasse de existir, os mandatários ficariam imensamente felizes, porque jornais impressos são extremamente caros, o que tiraria do mercado grande parte de quem de fato, atua na imprensa.

Ser jornalista não é uma profissão “legal” ou “romântica”. Jornalista morre cedo, com pressão alta, nunca tem tempo para a família nem para os amigos. Alguns morrem solitários, como Paulo Queiroz, que sempre é lembrado como “o melhor”, outros morrem em vida, sem aposentadoria, sem amigos e sem família.
Grande parte da culpa dessa má-fama se deve aos próprios jornalistas ou alguns abelhudos que se metem a escrever, sem ter a menor noção do que estão falando.

É evidente que existe bajulação, mas não se engane, ela existe apenas para quem tem um veículo com alguma penetração. Jornalista sem um canal de comunicação é como um mudo em uma feira livre.
Me entristece ao ver pessoas completamente alheias a história de Rondônia, e principalmente, a história da imprensa em Rondônia, taxar jornalistas de “vendidos” ou “achacadores”. Ainda mais quando se tratam de fedelhos, mal saído das fraldas que acreditam “saber tudo” e criticam o trabalho de a ou b.

Quem não gosta do que lê nos sites, pode fazer o mesmo que faz em sua casa na televisão, muda de canal, vai atrás dos Fantásticos ou Domingos espetaculares da vida. É graças a tecnologia e ao trabalho dos jornalistas que se empenham no dia a dia, sem segurança jurídica, sem segurança financeira, sem segurança física, sujeitos a sofrer nas mãos dos mandatários de plantão que o Ministério Público e a Justiça de Rondônia conseguiram prender e condenar os irmãos Donadon, Ivo Cassol, e ainda vai mandar para a cadeia uma turma grande até o fim do ano.

RONDINELI GONZALEZ – MEU IRMÃO DE PROFISSÃO

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Câmara vai despejar dois deputados de apartamentos

Por Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

A Quarta Secretaria da Câmara vê-se diante de situação constrangedora. Foi obrigada a notificar dois ex-deputados por ocupação irregular de apartamento funcional em Brasília. Berinho Bantim (PEN) e Francisco Araújo (PSD), ambos de Roraima, se afastaram e deixaram os imóveis para os suplentes. Pela regra, porém, o apartamento deve ser transferido para mandatários. Há 80 na fila de espera. Longe de Brasília, a dupla não é encontrada por oficiais de Justiça. Os inquilinos atuais não saem.

MAIS UM. Ontem, venceu o prazo para o deputado condenado Natan Donadon (RO) entregar o seu. A família ainda ocupa apartamento funcional. Hoje ele mora no presídio da Papuda.

BRINCANDO DE CASINHA. A Câmara está de olho na filha de um casal de políticos que estaria ocupando, sozinha, um apartamento funcional de quatro quartos na Asa Norte. Viola todas as regras.

Ministra da Mulher faz três voos em dois dias em jatos da FAB

Por Leandro

Titular de uma pasta inexpressiva diante de outros ministérios, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, não se intimidou com a revelação da farra de autoridades nos jatos da FAB.

Em dois dias, fez três voos num Learjet 35, de sete lugares, apenas em companhia de uma assistente para agenda em Curitiba e Porto Alegre.

A hora/voo no mercado para avião similar sai por R$ 15 mil. Em suma, a ministra gastou cerca de R$ 90 mil em rotas que custariam à pasta menos de R$ 4 mil, para a dupla, em voos comerciais – em consultas feitas para os trechos.

A ministra decolou Domingo à tarde e voltou a Brasília Terça à tarde. A dupla fez rota Brasília-Curitiba-Porto Alegre-Brasília. Com o avião à disposição nos pátios por onde passou.

A assessoria informou que Menicucci cumpriu agenda da mobilização dos municípios para adesão ao programa ‘Mais Médicos, Mais Saúde’ – programa sob tutela do ministro Alexandre Padilha; e o uso do jato foi para ‘otimização do tempo’.

O campeão da semana até ontem foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de uma das pastas mais importantes. Voou na rota Brasília-Belém-São Luís-Manaus-Brasília.

Já o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), voou de FAB na Segunda-feira à noite logo após a recepção ao Papa, de volta para sua Natal. Levou mais cinco passageiros, mas a lista continua um mistério.

Competente no transporte de autoridades, o Grupo de Transporte Especial (GTE) da FAB quase leva a má fama nessa farra dos voos das autoridades. Os oficiais apenas obedecem às ordens.

A reforma na gaveta

A minirreforma eleitoral prometida por Renan Calheiros (PMDB-AL) para baratear custos de campanha, como revelou a coluna Sábado, não virá com novo projeto. Ela está engavetada na CCJ do Senado desde Dezembro. Foi apresentada pelo aliado Romero Jucá (PMDB-RR), mas a base sentou em cima: Não houve emendas nem escolha de relator. Agora, sai com a cobrança das ruas. Entre outros pontos, o PL propõe redução do tempo de campanha na TV para 30 dias e restrição de material.

CELERIDADE. Todas as propostas de Renan estão inclusas no projeto de Jucá. Eles vão se reunir esta semana para desengavetar o PL, que é terminativo (não vai a plenário).

CALENDÁRIO. O projeto altera artigos da lei eleitoral 9.504/97, como prorrogar o calendário para escolhas de candidatos, mas veicular campanha TV e rádio só 30 dias antes do pleito.

LÁ E CÁ. O PLS prevê permissão de propaganda eleitoral na internet como hoje: em blogs e sites de candidatos e partidos. Já a proposta que tramita na Câmara libera em toda a rede.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

SINJOR de Rondônia é despejado pelo Governo do Estado

O Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor) e outras sete entidades tem prazo até esta quarta-feira para saírem amigavelmente do espaço que ocupam no Estádio Aluízio Ferreira.

A polêmica acontece desde o mês de março, quando as entidades foram notificadas a cumprir decisão da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, Inês Moreira da Costa. Mesmo com pedido de intervenção do próprio governador Confúcio Moura no caso, não teve jeito.

Nesta terça-feira a PM esteve no local alertando sobre a desocupação. Além do Sinjor, ainda existiam móveis e utensílios do Sindicato dos Árbitros de Futebol, Federação Rondoniense de Voleibol, Conselho Regional de Educação Física, Associação dos Árbitros de Futsal, Federação Paraolímpico de Rondônia, Associação de Corredores de Rua de Rondônia e Federação de Atletismo.

ARGUMENTO DO GOVERNO

Segundo a Secel, o Estádio será destruído e reconstruído com um orçamento de 12,5 milhões até 2014, porém ninguém do governo garante o retorno das entidades aos seus espaços, já que durante tantos anos as mesmas fizeram parte do contexto do Estádio que há anos não serve para nada além de eventos sem qualquer expressividade esportiva.

ASSISTA O VÍDEO DA NOTIFICAÇÃO (AUTOR:RONDONIAGORA):

SINDICATO DOS JORNALISTA DE RONDÔNIA PERSEGUIDO PELO GOVERNO ESTADUAL

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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