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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Câmara vai despejar dois deputados de apartamentos

Por Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

A Quarta Secretaria da Câmara vê-se diante de situação constrangedora. Foi obrigada a notificar dois ex-deputados por ocupação irregular de apartamento funcional em Brasília. Berinho Bantim (PEN) e Francisco Araújo (PSD), ambos de Roraima, se afastaram e deixaram os imóveis para os suplentes. Pela regra, porém, o apartamento deve ser transferido para mandatários. Há 80 na fila de espera. Longe de Brasília, a dupla não é encontrada por oficiais de Justiça. Os inquilinos atuais não saem.

MAIS UM. Ontem, venceu o prazo para o deputado condenado Natan Donadon (RO) entregar o seu. A família ainda ocupa apartamento funcional. Hoje ele mora no presídio da Papuda.

BRINCANDO DE CASINHA. A Câmara está de olho na filha de um casal de políticos que estaria ocupando, sozinha, um apartamento funcional de quatro quartos na Asa Norte. Viola todas as regras.

Ministra da Mulher faz três voos em dois dias em jatos da FAB

Por Leandro

Titular de uma pasta inexpressiva diante de outros ministérios, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, não se intimidou com a revelação da farra de autoridades nos jatos da FAB.

Em dois dias, fez três voos num Learjet 35, de sete lugares, apenas em companhia de uma assistente para agenda em Curitiba e Porto Alegre.

A hora/voo no mercado para avião similar sai por R$ 15 mil. Em suma, a ministra gastou cerca de R$ 90 mil em rotas que custariam à pasta menos de R$ 4 mil, para a dupla, em voos comerciais – em consultas feitas para os trechos.

A ministra decolou Domingo à tarde e voltou a Brasília Terça à tarde. A dupla fez rota Brasília-Curitiba-Porto Alegre-Brasília. Com o avião à disposição nos pátios por onde passou.

A assessoria informou que Menicucci cumpriu agenda da mobilização dos municípios para adesão ao programa ‘Mais Médicos, Mais Saúde’ – programa sob tutela do ministro Alexandre Padilha; e o uso do jato foi para ‘otimização do tempo’.

O campeão da semana até ontem foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de uma das pastas mais importantes. Voou na rota Brasília-Belém-São Luís-Manaus-Brasília.

Já o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), voou de FAB na Segunda-feira à noite logo após a recepção ao Papa, de volta para sua Natal. Levou mais cinco passageiros, mas a lista continua um mistério.

Competente no transporte de autoridades, o Grupo de Transporte Especial (GTE) da FAB quase leva a má fama nessa farra dos voos das autoridades. Os oficiais apenas obedecem às ordens.

A reforma na gaveta

A minirreforma eleitoral prometida por Renan Calheiros (PMDB-AL) para baratear custos de campanha, como revelou a coluna Sábado, não virá com novo projeto. Ela está engavetada na CCJ do Senado desde Dezembro. Foi apresentada pelo aliado Romero Jucá (PMDB-RR), mas a base sentou em cima: Não houve emendas nem escolha de relator. Agora, sai com a cobrança das ruas. Entre outros pontos, o PL propõe redução do tempo de campanha na TV para 30 dias e restrição de material.

CELERIDADE. Todas as propostas de Renan estão inclusas no projeto de Jucá. Eles vão se reunir esta semana para desengavetar o PL, que é terminativo (não vai a plenário).

CALENDÁRIO. O projeto altera artigos da lei eleitoral 9.504/97, como prorrogar o calendário para escolhas de candidatos, mas veicular campanha TV e rádio só 30 dias antes do pleito.

LÁ E CÁ. O PLS prevê permissão de propaganda eleitoral na internet como hoje: em blogs e sites de candidatos e partidos. Já a proposta que tramita na Câmara libera em toda a rede.

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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