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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ouro Preto não tem teatro, mas tem “atores” dignos de Hollywood no executivo municipal

Mal assentou-se de volta a cadeira do executivo, após ficar afastado por exatos 69 dias, tendo se licenciado por razões pessoais, o prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (PSD), retornou ao cargo envolto a uma meia dúzias de novos requerimentos que agitaram a mesa de prootocolos do Ministério Público do município, coincidindo com sua retomada ao cargo.

Informações precisas, dão conta inclusive de que uma “vigília” de boas vindas teria sido montada à frente da prefeitura, para acompanhar de perto a movimentada reaparição do prefeito e seus assessores mais fiéis.

Para prefeita interina que saiu, Joselita Araújo (PMDB), muito pouco restou para realizar durante estes últimos 60 dias de inércia à frente do cargo, a mesma ficou totalmente inviabilizada de todas as formas por diversos setores da administração m unicipal, que não permitiam que a mesma mocesse uma palha em favor de seu mandato provisório.

Impedida de atuar de forma eficiente, informações internas de funcionários, relatam que o setor de obras e pavimentação foi o que mais ficou engessado, por ordem direta do prefeito, tendo também setores fundamentais como a educação, saúde e segurança suas manutenções altamente comprometidas, registrando um aumento do índice de arrombamentos a residências e assaltos a população em torno de toda região.

Para justificar a sua volta, o prefeito promoveu um verdadeiro espetáculo de populismo protagonizado nas dependências da Câmara Municipal, um dia após o incontrooverso arquivamento de uma denúncia levantada pelo vereador petista Dr. Deraldo, em que pedia a abertura de uma CPI contra o prefeito.

Na sessão de votação, apenas 3 dos 9 vereadores apoiaram a sustenção da abertura da CPI, entre eles seu autor, que foram atropelados pelos seus pares que nem sequer discutiram a propoositura.

Já no dia da retomada, também na Câmara municipal, um pequena multidão de pessoas que nunca se viu nas sessões ordinárias, algumas pertencentes ao quadro de funcionários das empresas da família do prefeito e outra metade de funcionários comissionados na prefeitura, compareceram com faixas, palmas e gritos de apoio que se fossem mais ensaiados seriam imediatamente convidados a participar do Domingão do Faustão com cachê garantido por uma temporada.

Para cada 10 palavras pronunciadas uma salva de palmas era oferecida, a quem chegasse ao “evento” e fosse de fora da cidade pensaria com certeza que algum episódio da novela “O Bem Amado” estava sendo gravada naquele recinto, até mesmo o personagem principal, mereceu ter seus 15 minutos de fama reconhecidos pela Academia em detrimento de um Oscar de melhor ator.

Com ameaças constantes de desandar o discurso e desaguar em choro, o “Odorico Paraguassú” de Ouro Preto do Oeste, pedia a todo instânte que o povo lhe poupasse de tanta emoção, tendo até mesmo se utilizado de um versículo bíblico para alfinetar seus adversários que, segundo ele, são “forças do mal” que perseguem a ele e sua família em sua luta incessante pela salvação messianica de sua cidade a quem o próprio Deus lhe encomendou. Dorme com essa…

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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