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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Diretoria executiva da FIERO organiza jantar de empresários com a presença de candidatos preferidos




Regado com boa mesa, música ao vivo e bebidas à vontade,  parte da  diretoria executiva da Fiero fez questão de organizar um delicioso jantar fechado, à um grupo seleto de empresários da capital, ocorrido no restaurante O Compadre, às margens da BR 364, no Bairro Nova Floresta, na última sexta feira (26/09), em Porto Velho.
O jantar que reuniu boa parte do empresariado da capital, que a convite dos membros da diretoria da entidade compareceram em peso ao evento que serviu como forma a homenagear e prestigiar as candidaturas de Lindomar Garçon (PV), à deputado federal, Cláudio da Padaria (PC doB), à deputado Estadual e Moreira Mendes (PSD) ao senado, presentes ao evento.
Entre o grupo de empresários presentes, os três membros da diretoria executiva da Fiero, organizadores do eventos, sendo estes, Gilberto Baptista, superintendente da Fiero, Pompeu Marques, Secretário da entidade e Edson Costa, Tesoureiro da Fiero, aproveitaram a ocasião para sustentar o apoio incondicional aos candidatos presentes e manifestar suas propostas para a classe industrial do Estado.
A despeito do mal momento político que o Estado vem atravessando com a falta de bons administradores e legisladores de qualidade, na visão da Fiero, os candidatos indicados no jantar seriam uma boa opção ao eleitorado que ainda não definiu o seu voto, o  mais interessante é a iniciativa da entidade em promover tais nomes diante de um quadro tão amplo de nomes que também poderiam estar sendo apoiados pelos mesmos, como é o caso do candidato Maçon, Juscelino Amaral (PR), de Porto Velho que outrora no passado bem recente, detinha total apoio da mesma diretoria, além de outros membros candidatos, da própria diretoria, atuantes no interior do Estado, como é o caso dos candidatos Vilson da Martendal (PV) e Ivandro Benck (PP), nos municípios de Pimenta Bueno e Vilhena, que concorrem no mesmo pleito deste ano e eram tidos como os candidatos oficiais da categoria.
De uma forma ou de outra, é importante ressaltar a iniciativa destes diretores em nome da Fiero, em indicar opções políticas, diante de um cenário tão catastrófico que o nosso Estado atravessa, resta saber se estes nomes serão aprovados pelos empresários do setor e se estes confirmarão suas propostas ao pé da letra.
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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