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terça-feira, 14 de abril de 2015

O ORGULHO E A VAIDADE ESTÃO MATANDO O BRASIL

Analisando a ausência das pessoas nas passeatas, conclui com meus botões que, um dos grandes fatores que impedem de o brasileiro ser o país mais avançado do mundo é o "orgulho", sim, simplesmente um orgulho tão besta quanto alienante.
Vou dizer por que, ando muito no comércio e escuto todos níveis de empresários, pequenos, médios e grandes, e nenhum deles precisa me falar que a sua empresa está atravessando a pior crise dos últimos 50 anos, pois a realidade está estampada em seus rostos e no vazio de suas lojas e departamentos de vendas, o comércio está deserto e as contas somadas a impostos extorsivos cada dia mais se tornam o carrasco de qualquer bom comerciante.
Por isso sei muito bem que tem dias em que não se consegue faturar nem 100 reais em algumas lojas de pequeno e médio porte da capital, porém os custos com funcionários e despesas diárias não cessam.
Muito bem, vamos a minha tese: Estes que deveriam ser os grandes incentivadores do nosso movimento, preferem ficar ao longe só observando pra ver se a "coisa cola", caso aconteça virão com mais tranquilidade, pois como empresário com comércio aberto em avenidas de renome comerciais na cidade não permite que os mesmos se "exponham" em situações "vexatórias" como declarar abertamente que esse governo está matando a classe empresarial, além do que não vai pegar bem pra "aparência" deles se forem fotografados presentes um movimentos que assumem tão abertamente a crise generalizada que está batendo as portas de todos, para um empresário assumir que está em crise , é o mesmo que confessar a sua própria incompetência administrativa, pois pensa que é o único responsável pelas demissões que terá que realizar, pelos fechamentos das filiais que terá que cortar ou mesmo por ter que diminuir o consumo de energia da sua lojinha ao apagar aquelas lâmpadas desnecessárias.
Quando na verdade, é apenas mais número na estatística de milhões de empresas espalhadas pelo país e assim prefere sufocar a sua revolta e indignação, disfarçando que tudo não passa de uma "marolinha" e que ele com sua grande capacidade administrativa vai encontrar em breve uma solução salvadora para seus problemas, e visto deste prisma não há lógica alguma em participar de movimentos que enfileiram pessoas reconhecidamente insatisfeitas com a situação caótica da economia, pra que, se eu logo, logo vou dar um jeito em tudo.
E assim vão mantendo as aparências até as últimas consequências, preferem fazer empréstimos de juros abusivos, extorsivos e desonestos em bancos, preferem reduzir as compras no mercado, preferem ter seus carros financiados sendo levados em buscas e apreensões, demitir funcionários de longas datas que o ajudaram a ser o que são ou até mesmo preferem fechar as portas a admitir que estão quebrados.
Admitir que estão errados, e que gostariam de estar presentes aos movimentos, mas preferem manter as aparências por puro orgulho e vaidade, pois afinal, o que vão pensar os outros empresários se os virem em uma foto de jornal, ou na telinha da TV gritando contra um governo que até ontem foi tão bem avaliado pela federações de comércio e as CDLs e as Associações Comerciais da vida.
O mundo inteiro sabem que o Brasil atravessa a pior crise econômica, ética, institucional, política, empresarial, industrial e social, só os nossos "sabidos" empresários é que não acreditam nisso, não acreditam nem que vão ter que mudar mudar os filhos do colégio particular, justificam que o problema está na instituição, que devido a crise decaiu em muito a sua qualidade de ensino, e assim, ledos e enganados sobre si mesmos cada dia mais caminham para o total fracasso de suas esperança forjadas no orgulho e na fraqueza de atitudes.
Quem me dera poder ver os grandes, pequenos e médios empresários do meu país se unirem em só bloco, e invocarem, começando através de seus funcionários e fornecedores uma grandes manifestação nacional, bastaria apenas uma, que paralisasse todas as cidades com o maior número possível de pessoas em uma só voz exigindo o respeito que merecemos, e que se não fossemos ouvidos, passaríamos a boicotar os pagamentos dos impostos como forma de protesto econômico, tenho certeza que a avaliação da classe política sobre a opinião pública mudaria da água para o vinho e muita coisa seria atendida por pressão popular.
Mas, pelo que vejo, sou só eu mesmo em minhas toscas divagações que pensa assim, quem sabe um dia surja um gênio da lâmpada e convença a classe empresarial do meu país a engolir o orgulho, abrir mão dessa vaidade corrosiva, arregaçar as mangas e sair às ruas pelo que verdadeiramente vale a pena se orgulhar, ou seja, acreditar de uma vez por todas que eu, você e todos nós juntos podemos sim assumir as rédeas da situação e fazer acontecer um futuro melhor, em nome de nossos pais, em nome de nossos filhos, de nossos empregados, amigos, vizinhos, enfim, em nome de Brasil desprovido de orgulho, um Brasil que aprendeu a lição e fez o dever de casa, livre, forte e comprometido com um legado diferente a ser mostrado ao mundo e as futuras gerações. Jamais vou deixar de acreditar nisso. - Danny Bueno.
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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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