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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Bando invade Drogaria Village e leva centenas de produtos no centro de P...

A onda de assaltos as empresas da capital já se tornou rotina em meio a insegurança total que o Estado proporciona a população. Na lista do mais variados gêneros de atividades comerciais estão relojoarias, supermercados, mercearias, bares, restaurantes, postos de gasolina, lojas de roupa e farmácias, como não poderia deixar de ser todas essas categorias se veêm reféns da situação caótica em que a sociedade está entregue, ontem mesmo um empresário, dono de uma relojoaria, e o vigilante foram baleados em pleno horário comercial.

Na madrugado do dia 19/08/16 (Sexta), mais uma farmácia foi assaltada, a Drogaria Village, das mais tradicionais drogarias de Porto Velho, situada na Av. Calama, teve sua loja invadida por arrombamento, e simplesmente devastada por um trio de meliantes que carregou tudo o que conseguiu carregar em sacos de lixo gigantes.

O interessante é que nenhum remédio foi levado, apenas produtos de altíssimo valor e boa qualidade para venda rápida, entre estes, as mais famosas marcas do mercado varejista, como: (Produtos de musculação, Aparelhos de pressão, Aparelhos de diabetes, Alicates de cutículas, Produtos naturais, Aparelhos de barbear Gillete com motor de alta performance,semi joias, Mucilon e leites para recém nascidos, desodorantes e perfumes de alto valor, camisas da grif Integral Médica, Chips de celular (40 unidades), secadores de cabelo e prancha de alisamento e uma quantia em troco que ficava no caixa para o início das atividades do dia).

Ao que parece o assalto foi calculado meticulosamente, e já estava planejado a algum tempo, pois cada movimento dos bandidos demonstrou ser de uma frieza admirável. 

No boletim de ocorrência prestado pelos proprietários da farmácia o sinistro foi classificado como "Furto" (Consumado), e não foi executado nenhuma perícia no local a pedido dos proprietários que disponibilizaram à polícia civil as cópias das imagens aqui mostradas, as quais estão em processo de diligência e busca dos indivíduos autores, onde já se sabe pelo menos que um foi identificado.

Nas imagens captadas pelas câmeras de segurança, pode-se ver claramente uma tatuagem na lateral do braço direito do primeiro assaltante, que parece ser o líder do bando, a qual em alguns momentos tenta em vão esconde-la das câmeras com uma sacola plástica, percebe-se assim que estes tinham plena consciência de que seus rostos e sinais de identificação estavam sendo monitorados, bem como demonstravam a todo momento extrema intimidade com o ambiente que tem um ampla área de trabalho construída e sabiam exatamente a posição de cada câmera no local, sabiam também com precisão o que estavam procurando e onde tais produtos e objetos se encontravam.

O "Tatuado", demonstrava a todo momento que tinha pleno conhecimento de onde ficavam as sacolas plásticas de empacotamento e, cuidou de proteger também as mãos usando-as de luvas, para evitar ser detectado em uma provável perícia com laudo de impressão digitais.

Para infelicidade dos proprietários, o alarme da farmácia não estava funcionando na noite do crime, o que impossibilitou um alerta maior para se produzir um flagrante durante o roubo.

Por esse motivo, o furto se estendeu madrugada adentro tendo sido iniciado às 02:25 da madrugada e terminado uma hora após a primeira investida.

Na verdade, a tranquilidade demonstrada pelos assaltantes foi tamanha que, durante todo período em que o crime foi praticado, adentraram e saíram da farmácia por 3 vezes, com um intervalos de 30 minutos na primeira vez, o que sugere que foram buscar um terceiro comparsa para participar do crime, e depois mais duas invasões em um intervalo de 10 minutos cada.

A quantidade de produtos era tão grande que, em alguns momentos percebe-se que os ladrões tiveram dificuldades de carregar, e por isso devem ter ido atrás de mais um comparsa para ajudar na evasão dos produtos e aos mesmo tempo servir de vigilância do lado de fora, enquanto os outros dois faziam o recolhimento dos produtos, com direito a escolher a dedo cada item que extraiam das prateleiras.

Durantes alguns segundos nota-se que os marginais também tinham momentos de tensão com a passagem de carros e pessoas na rua, então se atiravam ao chão ou então ficavam escondidos atrás das prateleiras até a passagem do perigo.

Os proprietários do estabelecimento calculam que cerca de quase R$ 70 mil reais em mercadoria foi subtraído das prateleiras, além do prejuízo material causado pela vitrine arrombada e a destruição de patrimônio.

As imagens aqui apresentadas foram editadas para diminuir o tempo extenso de gravação que foi produzido, as mesmas não estão, por assim dizer em um sincronismo perfeito, mas, servem para dar uma ideia completa do irreparável prejuízo na ação praticada pelos criminosos.




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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno
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