sábado, 6 de julho de 2019

RETALIAÇÃO | Nova marca registrada do Governo Mauro Mendes, 25 funcionários do Hospital Regional demitidos por entrarem na justiça

Os funcionários que foram demitidos em massa, em sua maioria, são os mesmos que por não aceitarem a forma como seriam realizadas as provas do Processo Seletivo elaborado pelo governo estadual, acabaram entrando na justiça e ganhando a suspensão do processo por meio de decisão em primeira e segunda instância.

Funcionários que participaram da ação judicial foram demitidos mesmo com a necessidade urgente de novas contratações.

Na manhã desta sexta feira (05/07), 25 funcionários contratados pelo Hospital Regional Albert Sabin – HRAS foram sumariamente demitidos pela direção da unidade, que alegou apenas fim do período de contrato de trabalho, mesmo o Estado tendo necessidade de contratar cerca de 198 novos servidores por meio de Processo Seletivo.

Pelas regras de contratação, necessariamente o Hospital não teria nenhuma obrigação de demitir os funcionários com contratos já vencidos, ainda mais com a defasagem de contratados que obrigou ao Estado a realização do Processo Seletivo, ou seja, além de não ter previsão de quando o processo será realizado e quando os novos servidores começarão a trabalhar, agora o Hospital fica com 25 profissionais a menos para atender uma demanda regional acima da capacidade da unidade hospitalar.

Mesmo com os prazos de contratos vencidos pelo período estipulado, o Estado poderia permitir a direção do HRAS que fizesse a renovação por períodos menores para aguardar a definição da realização do Processo Seletivo, mas, preferiu simplesmente desligar os profissionais sem se preocupar com a queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde, que já não é das melhores.

Além disso, há denúncias feitas pelos próprios funcionários demitidos, de que há várias pessoas contratadas por indicações políticas, nos mesmos moldes de contrato temporário, que poderiam ser dispensadas sem causar maiores danos operacionais ao hospital, mas, foram “poupadas” e caso a direção do Hospital viesse a seguir regularmente os prazos de contratos, teria que ter demitido mais de 100 funcionários, mas, apenas alguns “escolhidos” foram sacrificados pra mostrar o regime de “mordaça” que impera no setor administrativo do Hospital Regional de Alta Floresta.

Segundo os funcionários demitidos, que são os mesmo que impetraram uma ação contra o Estado para impedir a realização do Processo seletivo, o qual acabou sendo suspenso pelo Desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 29 de junho, corroborando com a interpretação da juíza Janaína Rebucci, da 3ª Vara de Justiça de Alta Floresta, que entendeu que as provas acabariam por prejudicar aqueles funcionários que já trabalhar na unidade de saúde, mas, no dia do Processo Seletivo, não teriam condições de participar do horário das provas, pois estariam de plantão.

O Juiz considerou também o argumento de que o Processo Seletivo tinha que ter prazos mais alongados ou em duas etapas, e que oportunizassem a participação daqueles que já atuam no Hospital Regional e pretendiam realizar a prova do processo.

Após a suspensão do Processo Seletivo, alguns participantes que teriam vindo de outros municípios para fazer a prova chegaram até a registrar Boletins de Ocorrência contra a direção do Hospital Regional por não repassar qualquer tipo de informação que evitasse o desgaste da viagem e despesas de deslocamentos para Alta Floresta.

Os profissionais atingidos, afirmam estar sofrendo retaliação do Estado, por meio da direção do Hospital e pretendem entrar via Ministério Público com uma ação civil pública contra os desmandos e a falta de probidade nas demissões arbitrárias que sofreram, simplesmente por não aceitarem a forma com que o governo deseja realizar o Processo Seletivo.


Em resposta nossa matéria, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), emitiu uma nota desmentindo os funcionários quanto ao número de demissões e afirmou que apenas 11 foram “contemplados” com o cancelamento dos contratos e que todos os atuais funcionários com contrato vencidos no último dia 05 de Julho, terão suas renovações garantidas.

 O OUTRO LADO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTA
Nota enviada às 16:21

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que é inverídica a informação de que houve a demissão de 25 funcionários do Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a secretaria adjunta de Administração, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, apenas 11 profissionais – com perfis contemplados no processo seletivo a ser realizado pelo Estado – não obtiveram a renovação do contrato justamente pelo futuro preenchimento das vagas.

Entretanto, a área administrativa, que não integra o processo seletivo em questão, renovou o vínculo com todos os profissionais que tiveram os contratos vencidos no dia 5 de julho.

Diante do exposto, a SES-MT enfatiza que trabalha para a regularização legal e correta de todas contratações efetivadas pelas unidades estaduais de Saúde.

Ascom | SES-MT

RETALIAÇÃO | Nova marca registrada do Governo Mauro Mendes, 25 funcionários do Hospital Regional demitidos por entrarem na justiça

Os funcionários que foram demitidos em massa, em sua maioria, são os mesmos que por não aceitarem a forma como seriam realizadas as provas do Processo Seletivo elaborado pelo governo estadual, acabaram entrando na justiça e ganhando a suspensão do processo por meio de decisão em primeira e segunda instância.

Funcionários que participaram da ação judicial foram demitidos mesmo com a necessidade urgente de novas contratações.

Na manhã desta sexta feira (05/07), 25 funcionários contratados pelo Hospital Regional Albert Sabin – HRAS foram sumariamente demitidos pela direção da unidade, que alegou apenas fim do período de contrato de trabalho, mesmo o Estado tendo necessidade de contratar cerca de 198 novos servidores por meio de Processo Seletivo.

Pelas regras de contratação, necessariamente o Hospital não teria nenhuma obrigação de demitir os funcionários com contratos já vencidos, ainda mais com a defasagem de contratados que obrigou ao Estado a realização do Processo Seletivo, ou seja, além de não ter previsão de quando o processo será realizado e quando os novos servidores começarão a trabalhar, agora o Hospital fica com 25 profissionais a menos para atender uma demanda regional acima da capacidade da unidade hospitalar.

Mesmo com os prazos de contratos vencidos pelo período estipulado, o Estado poderia permitir a direção do HRAS que fizesse a renovação por períodos menores para aguardar a definição da realização do Processo Seletivo, mas, preferiu simplesmente desligar os profissionais sem se preocupar com a queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde, que já não é das melhores.

Além disso, há denúncias feitas pelos próprios funcionários demitidos, de que há várias pessoas contratadas por indicações políticas, nos mesmos moldes de contrato temporário, que poderiam ser dispensadas sem causar maiores danos operacionais ao hospital, mas, foram “poupadas” e caso a direção do Hospital viesse a seguir regularmente os prazos de contratos, teria que ter demitido mais de 100 funcionários, mas, apenas alguns “escolhidos” foram sacrificados pra mostrar o regime de “mordaça” que impera no setor administrativo do Hospital Regional de Alta Floresta.

Segundo os funcionários demitidos, que são os mesmo que impetraram uma ação contra o Estado para impedir a realização do Processo seletivo, o qual acabou sendo suspenso pelo Desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 29 de junho, corroborando com a interpretação da juíza Janaína Rebucci, da 3ª Vara de Justiça de Alta Floresta, que entendeu que as provas acabariam por prejudicar aqueles funcionários que já trabalhar na unidade de saúde, mas, no dia do Processo Seletivo, não teriam condições de participar do horário das provas, pois estariam de plantão.

O Juiz considerou também o argumento de que o Processo Seletivo tinha que ter prazos mais alongados ou em duas etapas, e que oportunizassem a participação daqueles que já atuam no Hospital Regional e pretendiam realizar a prova do processo.

Após a suspensão do Processo Seletivo, alguns participantes que teriam vindo de outros municípios para fazer a prova chegaram até a registrar Boletins de Ocorrência contra a direção do Hospital Regional por não repassar qualquer tipo de informação que evitasse o desgaste da viagem e despesas de deslocamentos para Alta Floresta.

Os profissionais atingidos, afirmam estar sofrendo retaliação do Estado, por meio da direção do Hospital e pretendem entrar via Ministério Público com uma ação civil pública contra os desmandos e a falta de probidade nas demissões arbitrárias que sofreram, simplesmente por não aceitarem a forma com que o governo deseja realizar o Processo Seletivo.


Em resposta nossa matéria, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), emitiu uma nota desmentindo os funcionários quanto ao número de demissões e afirmou que apenas 11 foram “contemplados” com o cancelamento dos contratos e que todos os atuais funcionários com contrato vencidos no último dia 05 de Julho, terão suas renovações garantidas.

 O OUTRO LADO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTA
Nota enviada às 16:21

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que é inverídica a informação de que houve a demissão de 25 funcionários do Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a secretaria adjunta de Administração, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, apenas 11 profissionais – com perfis contemplados no processo seletivo a ser realizado pelo Estado – não obtiveram a renovação do contrato justamente pelo futuro preenchimento das vagas.

Entretanto, a área administrativa, que não integra o processo seletivo em questão, renovou o vínculo com todos os profissionais que tiveram os contratos vencidos no dia 5 de julho.

Diante do exposto, a SES-MT enfatiza que trabalha para a regularização legal e correta de todas contratações efetivadas pelas unidades estaduais de Saúde.

Ascom | SES-MT

RETALIAÇÃO | Nova marca registrada do Governo Mauro Mendes, 25 funcionários do Hospital Regional demitidos por entrarem na justiça

Os funcionários que foram demitidos em massa, em sua maioria, são os mesmos que por não aceitarem a forma como seriam realizadas as provas do Processo Seletivo elaborado pelo governo estadual, acabaram entrando na justiça e ganhando a suspensão do processo por meio de decisão em primeira e segunda instância.

Funcionários que participaram da ação judicial foram demitidos mesmo com a necessidade urgente de novas contratações.

Na manhã desta sexta feira (05/07), 25 funcionários contratados pelo Hospital Regional Albert Sabin – HRAS foram sumariamente demitidos pela direção da unidade, que alegou apenas fim do período de contrato de trabalho, mesmo o Estado tendo necessidade de contratar cerca de 198 novos servidores por meio de Processo Seletivo.

Pelas regras de contratação, necessariamente o Hospital não teria nenhuma obrigação de demitir os funcionários com contratos já vencidos, ainda mais com a defasagem de contratados que obrigou ao Estado a realização do Processo Seletivo, ou seja, além de não ter previsão de quando o processo será realizado e quando os novos servidores começarão a trabalhar, agora o Hospital fica com 25 profissionais a menos para atender uma demanda regional acima da capacidade da unidade hospitalar.

Mesmo com os prazos de contratos vencidos pelo período estipulado, o Estado poderia permitir a direção do HRAS que fizesse a renovação por períodos menores para aguardar a definição da realização do Processo Seletivo, mas, preferiu simplesmente desligar os profissionais sem se preocupar com a queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde, que já não é das melhores.

Além disso, há denúncias feitas pelos próprios funcionários demitidos, de que há várias pessoas contratadas por indicações políticas, nos mesmos moldes de contrato temporário, que poderiam ser dispensadas sem causar maiores danos operacionais ao hospital, mas, foram “poupadas” e caso a direção do Hospital viesse a seguir regularmente os prazos de contratos, teria que ter demitido mais de 100 funcionários, mas, apenas alguns “escolhidos” foram sacrificados pra mostrar o regime de “mordaça” que impera no setor administrativo do Hospital Regional de Alta Floresta.

Segundo os funcionários demitidos, que são os mesmo que impetraram uma ação contra o Estado para impedir a realização do Processo seletivo, o qual acabou sendo suspenso pelo Desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 29 de junho, corroborando com a interpretação da juíza Janaína Rebucci, da 3ª Vara de Justiça de Alta Floresta, que entendeu que as provas acabariam por prejudicar aqueles funcionários que já trabalhar na unidade de saúde, mas, no dia do Processo Seletivo, não teriam condições de participar do horário das provas, pois estariam de plantão.

O Juiz considerou também o argumento de que o Processo Seletivo tinha que ter prazos mais alongados ou em duas etapas, e que oportunizassem a participação daqueles que já atuam no Hospital Regional e pretendiam realizar a prova do processo.

Após a suspensão do Processo Seletivo, alguns participantes que teriam vindo de outros municípios para fazer a prova chegaram até a registrar Boletins de Ocorrência contra a direção do Hospital Regional por não repassar qualquer tipo de informação que evitasse o desgaste da viagem e despesas de deslocamentos para Alta Floresta.

Os profissionais atingidos, afirmam estar sofrendo retaliação do Estado, por meio da direção do Hospital e pretendem entrar via Ministério Público com uma ação civil pública contra os desmandos e a falta de probidade nas demissões arbitrárias que sofreram, simplesmente por não aceitarem a forma com que o governo deseja realizar o Processo Seletivo.


Em resposta nossa matéria, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), emitiu uma nota desmentindo os funcionários quanto ao número de demissões e afirmou que apenas 11 foram “contemplados” com o cancelamento dos contratos e que todos os atuais funcionários com contrato vencidos no último dia 05 de Julho, terão suas renovações garantidas.

 O OUTRO LADO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTA
Nota enviada às 16:21

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que é inverídica a informação de que houve a demissão de 25 funcionários do Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a secretaria adjunta de Administração, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, apenas 11 profissionais – com perfis contemplados no processo seletivo a ser realizado pelo Estado – não obtiveram a renovação do contrato justamente pelo futuro preenchimento das vagas.

Entretanto, a área administrativa, que não integra o processo seletivo em questão, renovou o vínculo com todos os profissionais que tiveram os contratos vencidos no dia 5 de julho.

Diante do exposto, a SES-MT enfatiza que trabalha para a regularização legal e correta de todas contratações efetivadas pelas unidades estaduais de Saúde.

Ascom | SES-MT

RETALIAÇÃO | Nova marca registrada do Governo Mauro Mendes, 25 funcionários do Hospital Regional demitidos por entrarem na justiça

Os funcionários que foram demitidos em massa, em sua maioria, são os mesmos que por não aceitarem a forma como seriam realizadas as provas do Processo Seletivo elaborado pelo governo estadual, acabaram entrando na justiça e ganhando a suspensão do processo por meio de decisão em primeira e segunda instância.

Funcionários que participaram da ação judicial foram demitidos mesmo com a necessidade urgente de novas contratações.

Na manhã desta sexta feira (05/07), 25 funcionários contratados pelo Hospital Regional Albert Sabin – HRAS foram sumariamente demitidos pela direção da unidade, que alegou apenas fim do período de contrato de trabalho, mesmo o Estado tendo necessidade de contratar cerca de 198 novos servidores por meio de Processo Seletivo.

Pelas regras de contratação, necessariamente o Hospital não teria nenhuma obrigação de demitir os funcionários com contratos já vencidos, ainda mais com a defasagem de contratados que obrigou ao Estado a realização do Processo Seletivo, ou seja, além de não ter previsão de quando o processo será realizado e quando os novos servidores começarão a trabalhar, agora o Hospital fica com 25 profissionais a menos para atender uma demanda regional acima da capacidade da unidade hospitalar.

Mesmo com os prazos de contratos vencidos pelo período estipulado, o Estado poderia permitir a direção do HRAS que fizesse a renovação por períodos menores para aguardar a definição da realização do Processo Seletivo, mas, preferiu simplesmente desligar os profissionais sem se preocupar com a queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde, que já não é das melhores.

Além disso, há denúncias feitas pelos próprios funcionários demitidos, de que há várias pessoas contratadas por indicações políticas, nos mesmos moldes de contrato temporário, que poderiam ser dispensadas sem causar maiores danos operacionais ao hospital, mas, foram “poupadas” e caso a direção do Hospital viesse a seguir regularmente os prazos de contratos, teria que ter demitido mais de 100 funcionários, mas, apenas alguns “escolhidos” foram sacrificados pra mostrar o regime de “mordaça” que impera no setor administrativo do Hospital Regional de Alta Floresta.

Segundo os funcionários demitidos, que são os mesmo que impetraram uma ação contra o Estado para impedir a realização do Processo seletivo, o qual acabou sendo suspenso pelo Desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 29 de junho, corroborando com a interpretação da juíza Janaína Rebucci, da 3ª Vara de Justiça de Alta Floresta, que entendeu que as provas acabariam por prejudicar aqueles funcionários que já trabalhar na unidade de saúde, mas, no dia do Processo Seletivo, não teriam condições de participar do horário das provas, pois estariam de plantão.

O Juiz considerou também o argumento de que o Processo Seletivo tinha que ter prazos mais alongados ou em duas etapas, e que oportunizassem a participação daqueles que já atuam no Hospital Regional e pretendiam realizar a prova do processo.

Após a suspensão do Processo Seletivo, alguns participantes que teriam vindo de outros municípios para fazer a prova chegaram até a registrar Boletins de Ocorrência contra a direção do Hospital Regional por não repassar qualquer tipo de informação que evitasse o desgaste da viagem e despesas de deslocamentos para Alta Floresta.

Os profissionais atingidos, afirmam estar sofrendo retaliação do Estado, por meio da direção do Hospital e pretendem entrar via Ministério Público com uma ação civil pública contra os desmandos e a falta de probidade nas demissões arbitrárias que sofreram, simplesmente por não aceitarem a forma com que o governo deseja realizar o Processo Seletivo.


Em resposta nossa matéria, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), emitiu uma nota desmentindo os funcionários quanto ao número de demissões e afirmou que apenas 11 foram “contemplados” com o cancelamento dos contratos e que todos os atuais funcionários com contrato vencidos no último dia 05 de Julho, terão suas renovações garantidas.

 O OUTRO LADO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTA
Nota enviada às 16:21

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que é inverídica a informação de que houve a demissão de 25 funcionários do Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a secretaria adjunta de Administração, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, apenas 11 profissionais – com perfis contemplados no processo seletivo a ser realizado pelo Estado – não obtiveram a renovação do contrato justamente pelo futuro preenchimento das vagas.

Entretanto, a área administrativa, que não integra o processo seletivo em questão, renovou o vínculo com todos os profissionais que tiveram os contratos vencidos no dia 5 de julho.

Diante do exposto, a SES-MT enfatiza que trabalha para a regularização legal e correta de todas contratações efetivadas pelas unidades estaduais de Saúde.

Ascom | SES-MT

RETALIAÇÃO | Nova marca registrada do Governo Mauro Mendes, 25 funcionários do Hospital Regional demitidos por entrarem na justiça

Os funcionários que foram demitidos em massa, em sua maioria, são os mesmos que por não aceitarem a forma como seriam realizadas as provas do Processo Seletivo elaborado pelo governo estadual, acabaram entrando na justiça e ganhando a suspensão do processo por meio de decisão em primeira e segunda instância.

Funcionários que participaram da ação judicial foram demitidos mesmo com a necessidade urgente de novas contratações.

Na manhã desta sexta feira (05/07), 25 funcionários contratados pelo Hospital Regional Albert Sabin – HRAS foram sumariamente demitidos pela direção da unidade, que alegou apenas fim do período de contrato de trabalho, mesmo o Estado tendo necessidade de contratar cerca de 198 novos servidores por meio de Processo Seletivo.

Pelas regras de contratação, necessariamente o Hospital não teria nenhuma obrigação de demitir os funcionários com contratos já vencidos, ainda mais com a defasagem de contratados que obrigou ao Estado a realização do Processo Seletivo, ou seja, além de não ter previsão de quando o processo será realizado e quando os novos servidores começarão a trabalhar, agora o Hospital fica com 25 profissionais a menos para atender uma demanda regional acima da capacidade da unidade hospitalar.

Mesmo com os prazos de contratos vencidos pelo período estipulado, o Estado poderia permitir a direção do HRAS que fizesse a renovação por períodos menores para aguardar a definição da realização do Processo Seletivo, mas, preferiu simplesmente desligar os profissionais sem se preocupar com a queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde, que já não é das melhores.

Além disso, há denúncias feitas pelos próprios funcionários demitidos, de que há várias pessoas contratadas por indicações políticas, nos mesmos moldes de contrato temporário, que poderiam ser dispensadas sem causar maiores danos operacionais ao hospital, mas, foram “poupadas” e caso a direção do Hospital viesse a seguir regularmente os prazos de contratos, teria que ter demitido mais de 100 funcionários, mas, apenas alguns “escolhidos” foram sacrificados pra mostrar o regime de “mordaça” que impera no setor administrativo do Hospital Regional de Alta Floresta.

Segundo os funcionários demitidos, que são os mesmo que impetraram uma ação contra o Estado para impedir a realização do Processo seletivo, o qual acabou sendo suspenso pelo Desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no último dia 29 de junho, corroborando com a interpretação da juíza Janaína Rebucci, da 3ª Vara de Justiça de Alta Floresta, que entendeu que as provas acabariam por prejudicar aqueles funcionários que já trabalhar na unidade de saúde, mas, no dia do Processo Seletivo, não teriam condições de participar do horário das provas, pois estariam de plantão.

O Juiz considerou também o argumento de que o Processo Seletivo tinha que ter prazos mais alongados ou em duas etapas, e que oportunizassem a participação daqueles que já atuam no Hospital Regional e pretendiam realizar a prova do processo.

Após a suspensão do Processo Seletivo, alguns participantes que teriam vindo de outros municípios para fazer a prova chegaram até a registrar Boletins de Ocorrência contra a direção do Hospital Regional por não repassar qualquer tipo de informação que evitasse o desgaste da viagem e despesas de deslocamentos para Alta Floresta.

Os profissionais atingidos, afirmam estar sofrendo retaliação do Estado, por meio da direção do Hospital e pretendem entrar via Ministério Público com uma ação civil pública contra os desmandos e a falta de probidade nas demissões arbitrárias que sofreram, simplesmente por não aceitarem a forma com que o governo deseja realizar o Processo Seletivo.


Em resposta nossa matéria, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), emitiu uma nota desmentindo os funcionários quanto ao número de demissões e afirmou que apenas 11 foram “contemplados” com o cancelamento dos contratos e que todos os atuais funcionários com contrato vencidos no último dia 05 de Julho, terão suas renovações garantidas.

 O OUTRO LADO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE HOSPITAL REGIONAL DE ALTA FLORESTA
Nota enviada às 16:21

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece que é inverídica a informação de que houve a demissão de 25 funcionários do Hospital Regional de Alta Floresta.

De acordo com a secretaria adjunta de Administração, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, apenas 11 profissionais – com perfis contemplados no processo seletivo a ser realizado pelo Estado – não obtiveram a renovação do contrato justamente pelo futuro preenchimento das vagas.

Entretanto, a área administrativa, que não integra o processo seletivo em questão, renovou o vínculo com todos os profissionais que tiveram os contratos vencidos no dia 5 de julho.

Diante do exposto, a SES-MT enfatiza que trabalha para a regularização legal e correta de todas contratações efetivadas pelas unidades estaduais de Saúde.

Ascom | SES-MT

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Após desaparecimento de bens a serem leiloados, vereadores de Alta Floresta afirmam que não aprovarão leilão municipal

Uma grave denúncia foi trazida a Câmara Municipal por um grupo de vereadores que, por “desencargo de consciência” decidiram auditar os bens oferecidos em lotes pela prefeitura para realização de um leilão patrimonial de sucatas e inservíveis.

Vereadores realizando visita in loco para conferência dos bens a serem leiloados pelo município.

Pois bem, após a constatação de que dezenas de objetos, máquinas, equipamentos, motos, veículos e até maquinário de grande porte, não foram localizados, mesmo com a auxílio dos responsáveis pelo setor, conforme estavam dispostos, no Projeto de Lei nº 1.984/2019, que estava na relação de bens da prefeitura, e nem em outros setores, a maioria dos vereadores se posicionaram contrários a realização do leilão dos bens requisitados no projeto de lei da prefeitura municipal.

O processo de auditoria foi promovido espontaneamente pelos vereadores Elisa Gomes (PDT), Mequiel Zacarias (PT) e Dida Pires (PPS), que passaram cerca mais de 15 dias visitando, comparando e investigando os bens apresentados pela prefeitura na relação encaminhada a Câmara Municipal para aprovação.

O projeto, a princípio encaminhado para  Câmara Municipal, na sessão ordinária do dia 28/05 (Terça), pedia o regime de urgência para que a prefeitura pudesse dispor dos bens para leilão o mais rápido possível, mas, estranhando a celeridade exigida pela prefeitura, diante de tantos bens públicos a serem oferecidos, alguns vereadores manifestaram sua intenção de fazer uma auditoria in loco, para atestar e conferir a quantidade, as condições e a usabilidade dos bens dispostos, antes de  votarem pela aprovação do Projeto de Lei nº 1.984/2019, o que foi unanimemente apoiado pelos demais que rejeitaram o pedido de urgência.

A vereadora Elisa Gomes apresentou a imprensa essa semana uma matéria, com a relação dos bens que não foram localizados até o presente momento, e encaminhou requerimento específico à prefeitura pedindo esclarecimentos dos setores responsáveis sobre a localização dos bens públicos que foram dispostos para leilão, mas, não se encontram em poder do município.

Na matéria encaminhada, a relação dos bens auferidos pelos vereadores revela ainda, que há uma outra grave situação por pura omissão do executivo, que seria a mais completa falta de zelo patrimonial, demonstrado pela extrema desorganização, descaso, falta de identificação, controle interno e desconhecimento total do estado dos bens e com a coisa pública, por parte do executivo municipal, que se quer percebeu, ou esqueceu de conferir, que na relação dos veículos e maquinários, grande parte dos itens apresentados ainda estão em uso contínuo pelos servidores e não em condição de inservíveis (que não tem mais serventia para o município), como foram apresentados.

Já o vereador presidente da Câmara, Emerson Machado (MDB), foi o primeiro a declarar que caso venha a falta apenas um objetos ou item da relação apresentada pela prefeitura, o projeto de lei não contará o seu voto e não será aprovado pela casa de leis do município.

Segue abaixo a Nota, em forma de matéria encaminhada pelo gabinete da vereadora Elisa Gomes:


VEREADORES DETECTAM DIVERSOS PROBLEMAS NOS LOTES QUE SERÃO LEILOADOS PELA PREFEITURA           

Edemar Savariz – Assessoria

            Está em tramitação na Câmara Municipal o Projeto de Lei 1984/2019, que autoriza o poder executivo a promover leilão para alienar veículos, sucatas e bens inservíveis de propriedade da prefeitura municipal e dá outras providências.

            Os vereadores Elisa Gomes e Mequiel Zacarias estiveram fazendo um levantamento de todos os lotes que serão leiloados, verificando os itens e fazendo um chekp up dos estados físicos que se encontram os bens a serem leiloados.

            A vereadora Elisa Gomes disse informa que surgiram algumas dúvidas e que também eles não conseguiram localizar todos os itens que serão leiloados. “Compreendemos a importância do leilão e sabemos que tem que ser realizado, tanto que fomos in-loco conferir e vistoriar os lotes previstos no projeto de lei. Porém, surgiram algumas dúvidas. Identificamos itens que estão duplicados em vários lotes. O lote 22 inteiro está duplicado no lote 25, além de itens que não conseguimos localizar”, disse a vereadora.

            Outra questão que os vereadores estão cobrando é o preço de referência de todos os lotes. “No projeto está anunciado os lotes, mas não está o preço de referência para lances. A administração tem que fazer a avaliação para colocar o preço de referência, bem como, arrumar um galpão para colocar todos os itens, até mesmo para facilitar o trabalho de vistoria dos lotes”, cobra Elisa.

            Em se tratando de bens públicos, os vereadores disseram que todo bem é patrimoniado com o código de registro de patrimônio e também classificação contábil. “Ficaria mais fácil para localizar os itens se nos lotes tivesse a identificação com o código de registro de patrimônio. As sucatas e carcaças de computadores estão praticamente jogadas nos almoxarifados da prefeitura, tem que ter um controle para sabermos quantos itens, quais são eles e de onde vieram, até mesmo, para dar baixas nos registros patrimoniais”, complementa Elisa.

VERIFIQUE OS PROBLEMAS ENCONTRADOS PELOS VEREADORES

– Correção dos números dos lotes, uma vez que, a numeração dos mesmo no projeto de lei pula do Lote 16 para o 18, sendo necessária a inserção do Lote 17, bem como, a supressão do Lote 25, uma vez que o mesmo está duplicado no Lote 22, carecendo assim de uma reordenação geral dos números dos lotes do projeto de lei;

Lote 22 – 01 Veículo Fiat Uno Mille Economy, 4 portas, ano 2009, placa KAO-4041, chassis 9BD15822A96233903, branco, parou funcionando

Lote 25 – 01 Veículo Fiat Uno Mille FireEconomy, 4 portas, ano 2009, placa KAO-4041, chassis 9BD15822A96233903, branco, parou funcionando

– Quanto ao Lote 4, o item “Roçadeira Baldan modelo: RP-1700 2F CS RA cor Azul, parada” não foi encontrado na comunidade para conferência e os moradores não souberam informar o paradeiro do mesmo;

– Quanto ao Lote 08 – SUCATA SEM DOCUMENTO – o item “01 Fiat Uno Mille, 2 portas, identificação KAI-6752, branco” não foi encontrado para conferência.

– Não foram identificados também durante as visitas, os seguintes veículos, os quais precisamos que estejam disponíveis para conferência geral do Legislativo:

– Lote 18 – 01 Moto Honda XLR, ano 2000, placa JZW-8350, chassis 9C2J1700YR006055, azul, parada

– Lote 19 – 01 Moto Honda Bros NXR, ano 2006, placa KAM-7519, chassis 9C2KD03206R014220, preta, parada

– Lote 20 – 01 Veículo Fiat Ducato, ambulância, ano 2008, placa KAO-2871, chassis 93W245H3392032895, branco, parado

– Lote 21 – 01 Veículo Fiat Uno Mille Fire, 4 portas, ano 2007/08, placa KAI-3202, chassis 9BD15822786001781, branco, parou funcionando

– Lote 28 – 01 Veículo Fiat Ducato, ambulância, ano 2008, placa NJR-9169, chassis 93W244F2382026899, vermelha, parada

– Lote 29 – 01 Veículo Iveco Turbo Daily, ano 1999, placa JZI-7385, chassis ZCFC35701Y5244864, branco, rodando

– Lote 36 – Trator New Holland 5630, identificação património 16, faltando peças.

– Lote 42 – 01 MotoniveladoraKomatsu GD 335, identificação KMTGD008J51B15307, com: escarificador/lâmina, sem: rodas/pneus, parou funcionando

– Lote 46 – 01 Moto Yamaha XTZ 05/05 – placa KAE-5529, Chassi 9C6KE038050026325, Cor Azul Parada no pátio

– Lote 47 – 01 Ambulância Ford Ranger 2001/2002, placa JZJ-1413, Chassi 98AFER11F02J250204, Cor Branca Parada no pátio

– Lote 48 – 01 Veículo Fiat Uno Mille Fire, 4 portas, ano 2005, placa KAD-2523, chassis 9BD15822554670890, branco, em uso

– Lote 51 – 01 Veículo VW Gol 1000, 2 portas, ano 95/96, placa JYL-4851, chassis 9BWZZZ30ZSP142749, branco, em uso

– Referente ao Lote 40 – “01 Pá carregadeira Komatsu, articulada, concha desmontada, sem rodas/pneus dianteiros, motor e parte elétrica incompletos” – o referido veículo tem apenas um pneu traseiro – solicitamos a reavaliação e adequação do item;

– Quanto ao Lote 41 – “01 Motoniveladora Volvo G-720, identificação G-720VHP-502019, com: escarificador/lâmina, sem: rodas/pneus traseiros, motor fundido” – durante a visita, devidamente acompanhada com mecânico do Executivo, o mesmo informou que o motor de tal veículo não está fundido, que o problema da mesma está relacionado com a placa de engate, logo, solicitamos a reavaliação deste item.

            Acrescentamos ainda a este documento, solicitação de esclarecimento (e/ou cópia de tais documentos) acerca dos pré-requisitos previstos na Instrução Normativa 01/2011 – Versão 2 – 2013, que em seu artigo 62, §2º, que condiciona a alienação a manifestação da Secretaria Municipal de Administração, bem como, Pareceres da Procuradoria do Município e da Controladoria Interna.

Elisa Gomes Machado – Vereadora (PDT)


 

A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município.

A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município

A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município
A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município
A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município
A desorganização é total, não existe controle interno, códigos de registros, classificação ou identificação dos bens do município
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Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno

_______________Arquivo vivo: