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segunda-feira, 30 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
ACIR PAGA ÔNIBUS DA CONCORRÊNCIA PRA IR À JOGO DA COPA
QUANTA HUMILDADE | Em Brasília, paga-se R$ 1,00 pelo Circular que sai da rodoviária e chega ao Estádio Nacional. Os veículos são muito bem higienizados, a climatização impecável, têm suspensão a ar e poltronas acolchoadas, extremamente diferentes de Porto Velho.
Aposto que ali ninguém reconheceu o vice-presidente do Senado, tampouco o ex-governador do Acre, juntamente com o senador Acir Gurgacz de Rondônia.
Quero ver fazer um tour desse até Zona Sul ou Leste.
Sem atiçar os seguranças contra os cidadãos,Como é que a população pode reclamar de estadistas tão exemplares?.
Queda consolidada de Dilma
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por AC Portinari Greggio
Caro Serrão, no seu último boletim, havia a seguinte observação:
“Numa pesquisa que ninguém com bom senso conseguiu entender o resultado, registrada no TSE com o cabalístico número 171, só ficou claro que Dilma Rousseff vem perdendo popularidade e a confiança da população. Atualmente, 50% desaprovariam sua forma de administrar. Só 31% (o costumeiro percentual de adeptos do partido-seita petista) consideram o governo da Presidenta ótimo ou bom. A rejeição a Dilma é cristalina e cristalizada. Dilma já era...”
“O que não se compreende é como a mesma pesquisa, feita com apenas 2002 pessoas, em apenas 142 dos cinco mil seiscentos e tantos municípios brasileiros, consegue o milagre de apontar que a impopular Dilma tem 39% das intenções de voto para outubro. Aécio Neves só teria 21% e Eduardo Campos, 10%. No segundo turno, Dilma ganharia de Aécio (43% a 30%) e venceria Eduardo (43% a 27%). Na pesquisa espontânea, Dilma fica com 25%; Aécio com 11% e Eduardo Campos, com 4%”.
Realmente, o índice de aprovação do governo da Dilma (31%) não combina com o das intenções de voto (39%). Mas isso tem sua lógica, porque as duas perguntas suscitam respostas diferentes.
Quando indagam da qualidade do governo, os entrevistados pensam numa escala linear de valores referentes a um só tópico. Nessa escala, somente 31% aprovam Dilma.
Mas quando indagam das intenções de voto, os entrevistados se deparam com várias opções comparativas. Nesse caso, Dilma leva vantagem porque ainda é mais conhecida do eleitorado.
Os demais candidatos são menos conhecidos, ou até desconhecidos. Na dúvida, alguns entrevistados preferem ficar com o que conhecem, ou seja, com Dilma. Daí o fato de 39% dizerem que votarão nela, apesar de apenas 31% aprovarem seu governo.
Dizem os analistas que, nessa fase da campanha, a vantagem de intenção de voto só seria estável se a opinião sobre seu governo também fosse ao redor de 39%.
A disparidade dos dois indicadores sinaliza que, à medida que a campanha prosseguir e os demais candidatos forem melhor conhecidos, a intenção de voto em Dilma tenderá a cair para 31% ou menos, acompanhando o julgamento cada vez mais negativo de seu governo.
Ou seja: para efeitos práticos, Dilma, neste momento, tem apenas 31% das intenções de voto.
AC Portinari Greggio é Especialista em Assuntos Estratégicos.
A Vampirologia ― não ria ― acaba de perder um expoente.
Morreu no sul da França o historiador romeno Radu Florescu, 88 anos, professor emérito do Boston College, nos EUA, e responsável por revelar a ligação entre o conde Drácula, personagem criado pelo escritor inglês Bram Stoker em 1897, e um monarca do século 15, o príncipe Vlad Tepeş [pronuncia-se te-pesh], que dominou a região da Valáquia, entre o Danúbio e os Cárpatos, perto da Transilvânia, na atual Romênia.
Em parceria com seu colega de cátedra, o americano Raymond T. McNelly, Florescu foi autor, em 1972, do livro “Em Busca de Drácula”, grande sucesso de vendas e que tornou Vlad quase tão famoso quanto o próprio conde. Um dos motivos era o fato de que, em seu apogeu, o príncipe mandou empalar cerca de 100 mil otomanos, quase devastando as matas da região com sua política de obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas.
O fato de Vlad gostar de sangue e ser também conhecido como Dracul * ― dragão ou, na intimidade, o diabo ― foi suficiente para que Florescu e McNally explorassem a crença daquela região em vampiros e fizessem a conexão. Na verdade, não há uma linha no livro que prove essa identidade. O que há é uma argumentação que finge que se leva a sério, dá voltas em torno do assunto e sugere muito mais do que afirma. Infalível para convencer quem quer se deixar convencer.
Até então, Florescu era um homem austero, especialista em Leste europeu e autor de livros sérios, um deles sobre as relações diplomáticas anglo-turcas. O estouro de em “Em Busca de Drácul” mudou sua vida. De repente ― e até o fim ―, ele passou a viver de palestras muito bem pagas em universidades, às quais comparecia usando uma capa de vampiro.
A história ― como bem sabem os historiadores ― já foi uma ciência mais rigorosa.
· Dracul [não obstante sua origem latina, o romeno ― como acontece como as línguas escandinavas. norueguês, sueco e dinamarquês ― usa o artigo definido no final do substantivo e junto com ele. Por exemplo, dracu em romeno significa dragão, mas o dragão – com o artigo definido - é dracul. Tempo é tempu, mas o tempo é tempul
Radu Florescu
Nascimento: 23 October 1925
Bucharest, Romania
Morte: 18 May 2014
Mougins, France
Ocupação: Historian, Professor
Radu Florescu (23 de outubro de 1925 – 18 de maio de 2014) foi um acadêmico romeno que exerceu a posição de Professor Emérito de História no Boston College, onde ganhou reputação mundial por sua obra sobre Vlad Dracula, inclusive uma série de bestsellers cuja autoria ele compartilhou com seus colega Raymond T. McNally. Além de servir como Diretor do East European Research Center no Boston College, Florescu foi também um filantropo e assessor de Edward Kennedy sobre assuntos dos Balkans e Leste Europeu. À época de sua morte, Radu Florescu foi considereado o patriarca da família Florescu.
Vida
Fuga da Romênia
Florescu nasceu em Bucareste de uma família aristocrática, a mais antiga das famílias boyar romenas. Ele deixou a Romênia no início da II Segunda Guerra Mundial e se mudou para Londres, onde seu pai, um diplomata pró-Alliados que exercia o posto de embaixador da Romênia junto ao Reino Unido, desafiou uma ordem de se retirar do posto por parte do governo pró-Eixo de Ion Antonescu. Em protesto contra a nova aliança da Romênia com a Alemanha Nazista, o pai de Florescu renunciou ao posto e se juntou ao Comitê da Romênia Livre em oposição ao regime fascista de Antonescu. Depois de deixar a escola, Florescu recebe uma bolsa para estudar ciências históricas na faculdade Christ Church da Universidade de Oxford. Ele completou seus estudos na Indiana University-Bloomington, da qual ele obteve um Ph.D.
Ele recebera seus B.A. e M.A.da Christ Church, Oxford na Grã-Bretanha, antes de ir para os Estados Unitdos , onde ele completou seu Ph.D. na Indiana University.
{Um boyar, ou bolyar (Búlgaro: боляр or болярин; Ukraniano: буй or боярин; Russo:боя́рин, tr. boyarin, IPA: [bɐˈjarʲɪn]; Romeno: boier, IPA: [boˈjer] (
); Grego: βογιάρος),era um membro da mais alta classe da Bulgária feudal, das aristocracias Moscovita,Kievan Rus'ian, Wallachiana e Moldaviana, apenas um degrau abaixo dos príncipesreinantes(na Bulgaria, tsars), do 10º até o século 17º. Esta posição permaneceu como um sobrenome na Russia e Romênia,e também na Finlândia, onde é pronunciado Pajari.}
Boston Durante a Guerra Fria
Ele então começou uma carreira acadêmica como professor de história noBoston College. Aí ele se encontrou com seu futuro colega, Professor Raymond T. McNally. No início da carreira de Florescu como professor nos anos 1960s, ele escreveu diversos livros sobre a história da Romênia tais como The Struggle Against Russia in the Romanian principalities, 1821-1854.
Radu Florescu criou uma ponte diplomática entre os Estados Unidos e a Romênia. Serviu como assessor não somente para Edward Kennedy sobre assuntos dosBalkans, mas também para o setor de imprensa na White House durante a visita doPresidente Richard Nixon em 1969 à Romênia.
Em, 1986, Florescu tornou-se Diretor do East European Research Center noBoston College e permaneceu naquela posição até à sua aposentadoria em 2008. Nessa função, ele organizou seminários sobre temas que variavam da difusão da Cultura Trácia na antiguidade ao surgimento do anti-Semitismo na Romênia no período entre-guerras.
Romênia Pós-Revolução
De 1996 a 2004, Florescu serviu como Consul Honorário no Estado de New England pelo Ministério do Exterior Romeno, a primeira pessoa a ser nomeada para tal posição nos Estados Unidos. Seu primeiro trabalho como consul honorário foi acompanhar a votação pelos cidadãos romenos na área de Boston numa das primeiras eleições democráticas romenas desde a Revolução de 1989. Ele se tornouCônsul Honorário Emérito.
Por ocasião de sua morte, a Família Real Romena emitiu um comunicado de condolências e de reconhecimento da obra de Florescu.
Busca do Drácula
Em seu bestseller Em Busca do Drácula (1972), em co-autoria com Raymond T. McNally, ele dá a entender que o brutal Vlad III, voivod* do principado deWallachia, serviu de inspiração para o Dracula de Bram Stoker. Vlad era um membro da Casa de Drăculești, e a novela de Stoker teve lugar em locais reais tais como a Transilvania e o Tihuta Pass, incluindo até mesmo corretamente as linhas férreas. Por este motivo, Florescu concluiu que o principal caráter deve ter sido também inspirado por fatos. Vlad Țepeș, conhecido pela matança de muitos Saxõese Ottomanos, com uma inclinação para impalar seus inimigos em estacas, era a escolha lógica do modelo para o Drácula. O livro foi traduzido para 15 línguas e impulsionou a indústria do turismo romeno à medida que jovens ocidentais acorriam à Romênia atrás dos passos do histórico Drácula.
[*Voivod ― (Old Slavic, literally "warlord") é um título Eslavo que originalmente designava o comandante principal de uma força militar (warlord). A palavra veio gadualmente a designar o governador de uma província).
Florescu também escreveu a respeito de criações literárias como Frankensteincom o In Search of Frankenstein (1975) e o Pied Piper of Hamlin com o In Search of the Pied Piper (2005). No primeiro, Florescu defendia a teoria de que o teólogo alemão, alquimista, anatomista e médico Johann Konrad Dippel serviu de inspiração para a novela Frankenstein de Mary Shelly.
Books
Florescu, Radu; (2005). In Search of the Pied Piper. Athena Press. ISBN 1-84401-339-1.
Florescu, Radu; McNally, Raymond T. (1994). In search of Dracula: the history of Dracula and vampires. Houghton Mifflin Co. ISBN 0-395-65783-0.
McNally, Raymond T.; Florescu, Radu (1992). The complete Dracula. Acton, Mass: Copley Pub. Group. ISBN 0-87411-595-7.
McNally, Raymond T.; Florescu, Radu (1989). Dracula, prince of many faces: his life and his times. Boston: Little, Brown. ISBN 0-316-28656-7.
In Search of Frankenstein: Exploring the Myths Behind Mary Shelley's Monster. Boston, MA: Little, Brown and Company. 1975; rev. 1996. ISBN 978-1-861-05033-5.
domingo, 15 de junho de 2014
Sete disputam vaga de Barbosa no STF
Por Leandro Mazzini | Coluna Esplanada
Pelo menos sete nomes disputam com chances a vaga do ministro Joaquim Barbosa, que deixa o Supremo Tribunal Federal (STF): quatro são do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um é professor da Universidade de São Paulo (USP) e outros dois ministros do governo Dilma.
Do STJ, Benedito Gonçalves, Herman Benjamin, Maria Thereza Assis de Moura e Luiz Felipe Salomão. Da USP, o professor e tributarista Heleno Torres; Do governo federal, além do Advogado Geral da União, Luís Adams – sempre citado, embora não mostre vontade – o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mestre e doutor pela PUC-SP.
Na esteira das especulações se seguem apadrinhamentos de alguns. Negro como Barbosa, Benedito Gonçalves tem currículo extenso e diversificado. Nasceu no interior paulista, foi papiloscopista da Polícia Federal, delegado da Polícia Civil do DF, juiz federal e antes de ascender ao STJ era desembargador do TRF da 2ª Região.
Nos bastidores das togas no Supremo, há indicações de que, apesar de muito amigo do ex-presidente Lula, não deve ser o indicado pela presidente Dilma, porque neste sentido criaria uma ‘cota’ para a vaga.
O professor e jurista Heleno Torres é amigo e apadrinhado por Luís Inácio Adams – outro cotado. Conceituado no meio acadêmico, ficou ‘queimado’ com a presidente ao se sentir convidado após uma entrevista para outra vaga ano passado. Espalhou e se deu mal. (lembre aqui).
Especialista em Direito Econômico e egressa da vaga da OAB para o STJ, Maria Thereza é apadrinhada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Já outros dois colegas, Herman Benjamin e Salomão, não têm padrinhos específicos, mas conquistaram o apoio do Legislativo brasileiro.
Natural de Catolé do Rocha (PB), Benjamin cresceu na carreira de procurador do MP em São Paulo. Em Brasília, notabilizou-se por presidir a Comissão de Juristas, junto ao Congresso Nacional, para elaboração do novo Código de Defesa do Consumidor. Juiz estadual no Rio, Luiz Felipe Salomão não tem ligações partidárias ou padrinho político, mas conquistou bom trânsito entre os Poderes, em especial após presidir Comissão Especial do Senado para o tema “Soluções para Conciliação, Mediação e Arbitragem”.
MAIS DOIS
Se vencer a eleição, Dilma nomeará mais dois ministros. É que se aposentam neste ano e em 2015, respectivamente, Celso de Mello (em novembro) e Marco Aurélio Mello (em julho).
