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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Explosão gigantesca em posto de gasolina no interior de São Paulo deixa ...


Pelo menos uma vítima continua internada em estado grave.

A som foi escutado em um raio de 15 Km do local da explosão, e os estragos provocados ainda estão sendo calculados.

Acidente aconteceu na noite de Quarta-feira (30), na Rodovia Washinton Luís (SP-310), no município de Rio Claro, e deixou 1 morto e outros 21 feridos. 

O acidente aconteceu na altura do quilômetro 175 da rodovia e deixou um rastro de destruição com o impacto e com incêndios gerados pela explosão. O resgate das vítimas mobilizou bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu.

  • O que se sabe até o momento:
     
    Um caminhão carregado com produto químico explodiu em um posto de combustíveis por volta de 18h40 de Quarta-feira (30), no posto Confiante, na SP-310. Segundo a Defesa Civil, a explosão foi provocada por um vazamento no veículo.
  • Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelos bombeiros e Samu.
  • Duas estavam em estado grave, entre eles Jovino Rocha de Andrade, que não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta quinta-feira (1º), na Santa Casa, onde tinha passado por cirurgia.
  • Na quarta-feira, nove vítimas foram encaminhadas para atendimento na cidade vizinha de Ipeúna.
  • Na UPA da Avenida 29 foram atendidos sete feridos, sendo que três foram levados pelo Samu e quatro procuraram o atendimento por meios próprios.
  • Cinco destes pacientes da UPA 29 foram liberados na manhã desta quinta-feira. Ao Pronto-Socorro Municipal - PSMI, que fica ao lado da Santa Casa, foram encaminhados seis pacientes.
  • Dois estavam em estado grave e foram transferidos para a Santa Casa. Jovino de Andrade era um deles.
  • As vítimas leves inalaram fumaça, tiveram queimaduras de 2º e 3º graus ou cortes causados por estilhaços de vidro e metal.
  • Oito viaturas e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - Samu foram ao local para o resgate das vítimas.
  • O deslocamento de ar causado pelas explosões causou danos no posto, no restaurante do local e em casas da região e foi ouvido em um raio de cerca de 15 km.
  • Ao menos dez caminhões que estavam no posto foram atingidos pela explosão e pegaram fogo. O muro de uma empresa ao lado não resistiu e desmoronou. Uma lanchonete também ficou destruída.
  • De acordo com a Defesa Civil, o caminhão que explodiu estava com vazamento da carga e a pastilha de freios estava muito quente, o que pode ter iniciado a combustão.
  • O caminhão chegou ao posto com uma das rodas em chamas.
  • A perícia coletou materiais e um laudo deve sair em 30 dias.

 

  • O que ainda falta saber:
     
    Qual o tipo de produto químico estava sendo transportado pelo caminhão e qual o destino?
  • O motorista que dirigia o caminhão foi identificado e ouvido? O que ele alegou?
  • A empresa responsável pelo produto foi identificada? Qual a posição da empresa?
  • Alguma falha ou falta de manutenção causou o vazamento?
  • Quais procedimentos de segurança poderiam ter evitado o acidente?
  • Há imagens de câmeras que mostrem o início do incêndio que causou a explosão?
  • A Polícia Civil já ouviu testemunhas? Quais?
  • Quem são as pessoas feridas no acidente e o que faziam no local?
  • Havia pessoas treinadas e equipamentos para combater o incêndio no posto de combustíveis?

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ESTOU EM PAZ, E VOCÊ ?

Um Diploma ou um Sacerdócio?

Que respostas podemos dar à indagação sobre os motivos de se exigir que o profissional de Jornalismo seja formado por uma faculdade?

Digamos, desde logo, que a faculdade não vai "fazer" um jornalista. Ela não lhe dá técnica se não houver aptidão, que denominamos de vocação.

A questão é mais séria e mais conseqüente. A faculdade, além das técnicas de trabalho, permite ao aluno a experiência de uma reflexão teórica e, principalmente, ética.

Não achamos absurdo que um médico deva fazer uma faculdade. É que vamos a ele entregar o nosso corpo, se necessário, para que ele corte, interfira dentro de seu funcionamento, etc.

Contudo, por vezes discutimos se existe necessidade de faculdade para a formação do jornalista, e nos esquecemos que ele faz uma intervenção muito mais radical sobre a comunidade, porque ele interfere, com seus artigos, suas informações e suas opiniões, diretamente dentro de nosso cérebro.

Acho que, pelo aspecto de cotidianidade que assumiu o Jornalismo, a maioria das pessoas esquece que o Jornalismo não é uma prática natural.

O Jornalismo é uma prática cultural, que não reflete a realidade, mas cria realidades, as chamadas representações sociais que interferem diretamente na formulação de nossas imagens sobre a realidade, em nossos valores, em nossos costumes e nossos hábitos, em nossa maneira de ver o mundo e de nos relacionar com os demais.

A função do Jornalismo, assim, é, socialmente, uma função extremamente importante e, dada a sua cotidianidade, até mais importante que a da medicina, pois, se não estamos doentes, em geral não temos necessidade de um médico, mas nossa necessidade de Jornalismo é constante, faz parte de nossas ações mais simples e, ao mesmo tempo mais decisivas, precisamos conhecer o que pensam e fazem nossos governantes, para podermos decidir sobre as atividades de nossa empresa; ou devemos buscar no Jornalismo a informação a respeito do comportamento do tempo, nas próximas horas, para decidirmos como sair de casa, quando plantar, ou se manter determinada programação festiva.

Buscamos o Jornalismo para consultar sobre uma sessão de cinema, sobre farmácias abertas em um feriadão, mas também para conhecermos a opinião de determinadas lideranças públicas a respeito de determinado tema, etc.

Tudo isso envolve a tecnologia e a técnica, o nível das aptidões, capacidades e domínio de rotinas de produção de um resultado final, que é a notícia.

Mas há coisas mais importantes: um bom jornalista precisa ter uma ampla visão de mundo, um conjunto imenso de informações, uma determinada sensibilidade para os acontecimentos e, sobretudo, o sentimento de responsabilidade diante da tarefa que realiza, diretamente dirigida aos outros, mais do que a si mesmo.

Quando discuto com meus colegas a respeito da responsabilidade que eu, como profissional tenho, com minha formação, resumo tudo dizendo: não quero depender de um colega de profissão, "transformado" em "jornalista profissional", que eventualmente eu não tenha preparado corretamente para a sua função.

A faculdade nos ajuda, justamente, a capacitar o profissional quanto às conseqüências de suas ações.

Mais que isso, dá ao jornalista, a responsabilidade de sua profissionalização, o que o leva a melhor compreender o sentido da tarefa social que realiza e, por isso mesmo, desenvolver não apenas um espírito de corpo, traduzido na associação, genericamente falando, e na sindicalização, mais especificamente, mas um sentimento de co-participação social, tarefa política (não partidária) das mais significativas.

Faça-se uma pergunta aos juízes do STF a quem compete agora julgar a questão, mais uma vez, questão que não deveria nem mais estar em discussão: eles gostariam, de ser mal informados?

Eles gostariam de não ter acesso a um conjunto de informações que, muitas vezes, são por eles buscadas até mesmo para bem decidirem sobre uma causa que lhes é apresentada através dos autos de um processo?

E eles gostariam de consultar uma fonte, sempre desconfiando dela?

Porque a responsabilidade do jornalista reside neste tensionamento que caracteriza o Jornalismo contemporâneo de nossa sociedade capitalista: transformada em objeto de consumo, traduzido enquanto um produto que é vendido, comercializado e industrializado, a notícia está muito mais dependente da responsabilidade do profissional da informação, que é o jornalista, do que da própria empresa jornalística que tem, nela, a necessidade do lucro.

Assim sendo, é da consciência aprofundada e conscientizada do jornalista quanto a seu trabalho, que depende a boa informação.

E tal posicionamento só se adquire nos bancos escolares, no debate aberto, no confronto de idéias, no debate sério e conseqüente que se desenvolve na faculdade.

Eis, em rápidos traços, alguns dos motivos pelos quais é fundamental que se continue a exigir a formação acadêmica para o jornalista profissional.

A academia não vai fazer um jornalista, mas vai, certamente, diminuir significativamente, a existência de maus profissionais que transformam a informação, traduzida na notícia, em simples mercadoria.

Danny Bueno

_______________Arquivo vivo: