
GAZA - Vários jornalistas bloquearam nesta quarta-feira a entrada do Parlamento da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em protesto contra o seqüestro prolongado do jornalista britânico Alan Johnston, o que levou à suspensão da sessão.
Os jornalistas foram hoje da "tenda de solidariedade", onde mantêm uma vigília de protesto, em direção à sede do Parlamento em Gaza levando cartazes com a foto do repórter da "BBC" com a frase "Libertem Alan".
Com gritos de "Resolvam o problema agora, ou não irão para casa", os manifestantes bloquearam a entrada do prédio impedindo o acesso dos deputados à sessão que precisou ser cancelada devido à falta de quorum.
Os seguranças do Parlamento tentaram tirar os jornalistas do local e houve resistência até que, finalmente, vários parlamentares concordaram em conversar com os manifestantes.
O deputado Yehia Moussa, do movimento islâmico Hamas, afirmou que, se a Presidência, o Conselho Legislativo e o Governo de união nacional trabalharem juntos, Johnston estará livre em 24 horas.
O protesto no Parlamento ocorreu ao final de três dias de greve dos jornalistas dos territórios palestinos, durante os quais os repórteres não cobriram nenhuma atividade sobre os dirigentes da ANP.
Na terça-feira, os manifestantes chegaram a boicotar uma reunião entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.
O seqüestro de Johnston, que ocorreu em 12 de março, é o mais prolongado sofrido por um estrangeiro na Faixa de Gaza e, desde a captura, não houve notícias por parte dos seqüestradores.
Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, 14 jornalistas estrangeiros foram seqüestrados em Gaza desde que Israel saiu da região, em 2005, e até agora nenhum dos responsáveis foi levado à Justiça, o que faz com que a ONG critique as autoridades palestinas.
Em Gaza, os seqüestros de estrangeiros - também foram seqüestrados colaboradores de organismos internacionais - normalmente duram pouco, às vezes apenas algumas horas, e as vítimas até agora têm saído ilesas.
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