Da Redação
A Anistia Internacional, a mais importante ONG para promoção dos direitos humanos no mundo, aproveitou o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa – quarta-feira (03/05) – para pedir um esforço global para proteção de jornalistas.
“2006 foi o pior ano já registrado para jornalistas – um ano de continuada impunidade para assassinados de jornalistas”, apontou Aidan White, secretário geral da Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), que assessorou a Anistia no apelo.
Segundo as instituições, 155 profissionais de imprensa foram mortos em 2006. “O trabalho de um jornalista, de reportar um acontecimento, freqüentemente o coloca em perigo.
É fácil de esquecer que jornalistas são civis, e estão protegidos pelas mesmas leis internacionais como qualquer outro civil”, informa a Anistia.
“Liberdade de expressão está assegurada no artigo 19 da Declaração Internacional dos Direitos Humanos. Uma imprensa livre é um componente essencial da liberdade de expressão e igualmente um elemento chave na promoção dos direitos humanos”, declara a ONG.
Fiscal de governos
A Anistia Internacional listou os piores abusos contra jornalistas em 2006, começando pelo Iraque, onde 64 deles foram assassinados – elevando a contagem de mortes para 139 desde o início do atual conflito, em março de 2003.
Deu especial atenção para os seqüestro de profissionais de imprensa no Afeganistão e a escalada de violência no México, com pelo menos 11 mortes confirmadas no ano passado.
O trabalho da mídia fiscalizando governos também foi abordado pela Anistia: “Jornalistas são vistos como uma ‘irritação’ – publicam informações que constrangem os governantes, encorajam a oposição e expõe abuso de poder.
Jornalistas podem não ser dissidentes, mas as informações por eles divulgadas fazem com que alguns governos possam suprimi-los como dissidentes”.
Para exemplificar, a ONG cita os governos da China, Cuba e Rússia, em especial o caso Anna Politikovskaya.
Por fim, a Anistia pede a libertação do repórter Alan Johnston, correspondente da BBC seqüestrado na Faixa de Gaza.
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