
'O plenário é soberano e ali determina-se que o voto é secreto', disse Quintanilha.
Proposta poderia favorecer absolvição de Renan no Conselho de Ética.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), quer votação secreta no processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Para dar respaldo jurídico, foi requisitado que uma consultoria faça a análise sobre a proposta.
Segundo Quintanilha, a idéia é baseada na votação do plenário em casos de cassação de mandato de parlamentares. "Tenho convicção de que o plenário do Senado é soberano e, ali, determina-se que o voto é secreto. Por isso, se o voto no plenário é secreto, eu entendo que os demais também têm que ser", disse o presidente do Conselho de Ética nesta sexta-feira (24).
Com o voto secreto, senadores governistas poderiam sentir-se desinibidos a votar contra a cassação do presidente do Senado. Dos 14 membros titulares do Conselho, Democratas e o PSDB juntam cinco; os governistas, cinco; e o PMDB, quatro senadores. A outra vaga é composta por Jéferson Peres (PDT-AM).
Reunião
Quintanilha afirmou que na próxima terça-feira (28) haverá uma reunião com os três relatores: Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE). O objetivo do encontro é para tentar costurar um acordo e evitar que seja apresentado dois relatórios no Conselho: um pedindo a cassação e outro, a absolvição.
No depoimento ao Conselho de Ética, Renan dividiu os relatores. Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) dizem que ainda há contradições e dúvidas sobre as denúncias, enquanto Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, está convencido da inocência do senador.
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